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Inflação dos países da OCDE desacelera para 4,7% em agosto

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registrou alta de 4,7% em agosto, uma desaceleração em relação aos 5,4% observados no mês anterior.

Entre os 38 países da OCDE, 24 apresentaram queda na inflação, enquanto nove registraram aumento. A Turquia continua a liderar o ranking com uma inflação anual de 52%, apesar de uma redução de quase 10 pontos percentuais em relação a julho de 2024.

A inflação de energia, em particular, teve uma queda expressiva, atingindo -0,1% em agosto, comparado aos 3,3% registrados em julho. Houve diminuição nos preços de energia em 31 dos países da OCDE. Além disso, tanto a inflação de alimentos quanto o núcleo da inflação (que exclui alimentos e energia) registraram queda, sendo as reduções mais notáveis observadas na Turquia. O núcleo da inflação caiu em apenas 9 países, aumentou em 10 e permaneceu estável ou quase estável em 19.

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Inflação nos países do G7 e zona do euro

Nos países do G7, a inflação geral anual recuou para 2,4% em agosto, frente aos 2,7% registrados em julho, refletindo, em grande parte, a queda nos preços da energia. Houve recuo da inflação em todos os países do G7, exceto no Japão, onde subiu para 3%, e no Reino Unido, onde permaneceu estável. No Canadá e nos Estados Unidos, a inflação atingiu os níveis mais baixos desde fevereiro de 2021, com 2,5%, enquanto na Alemanha foi de 1,9%, o menor patamar desde março de 2021. Já na França, a inflação caiu para 1,8%, o nível mais baixo desde julho de 2021.

Na zona do euro, a inflação anual, medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP, em inglês), também desacelerou, caindo para 2,2% em agosto, ante os 2,6% registrados no mês anterior. A inflação de energia recuou drasticamente para -3,0%, em comparação com os 1,2% de julho, enquanto a inflação de alimentos e a subjacente mantiveram-se estáveis. Segundo dados preliminares do Eurostat, a inflação anual na zona do euro continuou sua trajetória de queda em setembro, atingindo 1,8%, com expectativa de nova queda nos preços de energia, enquanto a inflação subjacente permaneceu inalterada.

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Tendências no G20

Nos países do G20, a inflação anual também apresentou uma queda, passando de 6,8% em julho para 6,3% em agosto. Na Argentina, embora tenha havido uma redução, a inflação permaneceu acima de 230%. Já no Brasil, a inflação recuou para 4,2% após três meses consecutivos de alta, enquanto na África do Sul o índice foi de 4,4%. Por outro lado, a inflação aumentou na Índia e permaneceu estável ou praticamente inalterada em países como China (0,6%), Indonésia (2,1%) e Arábia Saudita (1,6%).

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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