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Indústria de laticínios: entenda a importância de controlar a umidade

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A indústria de laticínios desempenha um importante papel na economia do Brasil, contribuindo significativamente para geração de empregos e o desenvolvimento regional pelo interior do país.

O setor é responsável pela produção de leite, queijos, iogurtes, manteiga e outros alimentos lácteos, sendo essencial na cadeia produtiva agroindustrial do Brasil, empregando 1,3 milhão de pessoas.

Por que a indústria de lácteos é importante para o Brasil?

  • 60% das indústrias são de pequeno porte, impulsionando o empreendedorismo local.
  • O setor lácteo é um dos seis mais importantes da agropecuária brasileira, respondendo por 5,8% do valor bruto da produção.
  • O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, com uma produção anual de 35 bilhões de litros.
  • A atividade leiteira garante a sustentação de mais de 1 milhão de propriedades rurais, impulsionando o desenvolvimento do campo.
  • A renda gerada pela cadeia láctea contribui para o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Impactos na cadeia produtiva da indústria de laticínios

Para manter a excelência na fabricação de laticínios, a indústria precisa estar em conformidade com as normas regulatórias vigentes e trabalhar de acordo com as melhores práticas de fabricação.

“A qualidade de alguns alimentos é diretamente influenciada pelo nível de umidade e da sua atividade de água. Produtos com alta atividade de água tendem a sofrer deteriorações microbianas, químicas e enzimáticas mais rapidamente. É o caso da indústria de lácteos, por exemplo”, explica João Paulo Galvão, gerente de Engenharia da Thermomatic.

Além do efeito da água no processo produtivo, Galvão explica que em derivados lácteos desidratados, como leite em pó e soro de leite em pó, a umidade ambiental pode provocar a desestabilização do estado vítreo de pós amorfos, podendo causar o empedramento do produto.

“Na indústria de laticínios, manter os níveis corretos de umidade significa prezar pela qualidade do produto final e evitar prejuízos na produção e armazenamento do leite e derivados da bebida”, ressalta o engenheiro.

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O controle de umidade é uma das exigências regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A RDC de nº 275 determina que seja verificada a existência de “ventilação e circulação de ar capazes de garantir o conforto térmico e o ambiente livre de fungos, gases, fumaça, pós, partículas em suspensão e condensação de vapores sem causar danos à produção.”

Cadeia produtiva

Garantir a qualidade e segurança do alimento para o consumidor é importante em todas as fases da cadeia produtiva. Além do cuidado com o processamento do alimento, é preciso controlar os fatores externos que também podem afetar a qualidade do produto, como o excesso de umidade.

A grande preocupação deve recair sobre a contaminação por microrganismos. O controle sobre a umidade contribui para diminuir as possibilidades de contaminação, responsáveis pela deterioração em produtos lácteos.

Na fabricação de queijos, por exemplo, a umidade desregulada pode afetar a qualidade do produto final:

  • Ambiente muito seco – causa rachaduras na casca do queijo.
  • Ambiente muito úmido – favorece a proliferação de fungos e a não formação da casca.

Um queijo muito consumido pelos brasileiros – e que denuncia o excesso de umidade – é o parmesão. Quando há interferência da umidade no alimento, o queijo parmesão fica repleto de manchas rosas. Mas não é só o queijo que pode sofrer as consequências da alta umidade. Isso pode acontecer com todos os laticínios, como no doce de leite.

De modo geral, tendo em vista todo o processo de fabricação, o lácteo é suscetível à deterioração microbiana, que, além de gerar desfalque financeiro, pode trazer prejuízo à saúde do consumidor. Para serem evitadas tanto essas quanto outras ocorrências, o ideal é que se faça o uso de um desumidificador.

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Conforme portaria de nº 146, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o controle de umidade se faz necessário na produção queijeira:

  • Queijo de baixa umidade (geralmente conhecidos como queijos de massa dura): umidade de até 35,9%.
  • Queijos de média umidade (geralmente conhecidos como queijos de massa semidura): umidade entre 36,0 e 45,9%.
  • Queijos de alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou “macios”): umidade entre 46,0 e 54,9%.
  • Queijos de muito alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou “mole”): umidade não inferior a 55,0%.
Uso de desumidificadores para o controle da umidade

Para Galvão, ter a umidade controlada na indústria de laticínios é estar dentro das conformidades técnicas e, prezar pela excelência na geração de valor na cadeia produtiva, reduzindo custos com uma produção mais otimizada e tendo um produto final competitivo no mercado.

“Já é uma questão consolidada que o controle de umidade é fundamental para a qualidade final dos produtos lácteos, principalmente os queijos, pois a umidade excessiva pode, inclusive, ser uma das principais causas de perda de matéria-prima, impactando diretamente a capacidade produtiva e, consequentemente, a lucratividade na indústria”, completa o gerente.

Geração de valor com o controle da umidade

Com o controle da umidade nas etapas de fabricação, você…

  • Minimiza riscos expressivos que possam resultar em descarte de lotes;
  • Reduz custos com manutenção predial e de equipamentos;
  • Obtém um processamento e armazenamento seguro, mantendo os aspectos de integridade e segurança dos alimentos.

Na indústria de laticínios, ter uma climatização controlada faz parte das melhores práticas de fabricação. Com as soluções da Thermomatic, você terá um produto final de alta qualidade, proporcionando a melhor experiência de consumo ao cliente.

Fonte: Thermomatic do Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Metade do prazo já passou e renegociação rural de R$ 100 bilhões ainda não chega ao produtor

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Metade do prazo para a contratação das linhas especiais destinadas à renegociação das dívidas rurais já transcorreu, mas produtores continuam relatando dificuldades para acessar o programa. A Medida Provisória nº 1.376, publicada em 15 de julho, concedeu 120 dias para as operações, período que termina em meados de novembro.

A demora ocorre quando R$ 207,5 bilhões da carteira ativa de crédito rural apresentam algum tipo de problema. O valor corresponde a 23,5% do total e reúne financiamentos inadimplentes, vencidos, renegociados ou prorrogados, segundo dados de julho do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O mecanismo foi anunciado com potencial para renegociar mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores e cooperativas atingidos por eventos climáticos ou pela queda dos preços agrícolas. O Banco do Brasil calcula que até 113 mil clientes da instituição podem ser alcançados pelas novas condições.

Na prática, porém, exigências documentais, custos adicionais, pedidos de novas garantias e cobrança de entrada estão impedindo que parte dos produtores conclua a operação. As dificuldades atingem principalmente agricultores familiares, pequenos produtores e propriedades com o caixa mais comprometido.

Em nota a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a execução da medida e pediu que o Congresso acompanhe o funcionamento das linhas. A entidade reconhece a importância da renegociação, mas avalia que os recursos ainda não chegam ao campo na velocidade e na escala exigidas pela crise.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a existência da linha não basta se as condições impedirem a contratação.

“A renegociação foi apresentada como uma saída para produtores que acumulam perdas há várias safras. Se o agricultor chega ao banco e encontra uma sequência de exigências que não consegue cumprir, a política existe no papel, mas não resolve o problema dentro da propriedade”, afirma Rezende.

Para acessar as condições gerais, o produtor precisa comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. A comprovação deve ser feita por laudo emitido por profissional legalmente habilitado.

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A exigência busca dar segurança à aplicação dos recursos públicos, mas se transformou em um dos principais obstáculos. Além do custo de contratação do responsável técnico, o produtor pode ter dificuldade para reconstruir dados de lavouras cultivadas vários anos atrás.

A FPA propõe que pequenos produtores possam apresentar laudos coletivos quando as propriedades de uma mesma região tiverem sido atingidas pelo mesmo evento climático. Também defende a dispensa de um novo documento nos casos de operações que já passaram por renegociação e permanecem com saldo comprometido.

“Não se trata de retirar a fiscalização nem de aceitar informações sem comprovação. É possível manter o rigor e, ao mesmo tempo, reconhecer perdas coletivas provocadas por uma seca, enchente ou geada. Exigir dezenas de laudos individuais para propriedades vizinhas atingidas pelo mesmo evento aumenta o custo e atrasa uma solução urgente”, diz Isan Rezende.

A medida provisória permite renegociar financiamentos de custeio, comercialização e industrialização, determinadas parcelas de investimentos e algumas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira. As operações precisam atender às datas e condições estabelecidas no texto.

Os limites chegam a R$ 400 mil para agricultores familiares atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 2 milhões para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores.

As taxas anuais são de 6% para o Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação, embora os juros sejam pagos durante a carência.

Nos casos mais graves, envolvendo perdas de pelo menos 40% da renda em três ou mais safras, os limites e os prazos são ampliados. O financiamento pode chegar a R$ 8 milhões para produtores fora do Pronaf e do Pronamp, com pagamento em até dez anos.

Outro problema é a cobrança de entrada. Produtores que procuram a renegociação geralmente já enfrentam falta de capital de giro. Exigir um pagamento antecipado pode excluir justamente aqueles que apresentam maior necessidade de reorganizar o passivo.

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Há ainda preocupação com a próxima safra. A medida provisória determina que a renegociação não pode impedir a contratação de novos financiamentos nem levar o beneficiário a cadastros restritivos. Ao mesmo tempo, permite que os bancos apliquem suas políticas internas, reavaliem o risco e peçam reforço das garantias.

Essa combinação cria uma diferença entre a proteção escrita na norma e a decisão tomada na agência bancária. Formalmente, a adesão não bloqueia o crédito. Na avaliação individual, entretanto, o comprometimento financeiro pode levar o banco a recusar ou limitar novos recursos.

“A dívida passada precisa ser reorganizada para que o produtor volte a produzir. Renegociar o passivo e fechar a porta do crédito para a nova safra apenas adia o problema. Sem custeio, ele planta menos, reduz tecnologia, perde produtividade e volta a ter dificuldade para pagar”, alerta Rezende.

Os dados nacionais já mostram uma retração do financiamento tradicional. A área produtiva atendida pelas linhas de custeio do Plano Safra caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, redução próxima de 26%.

No mesmo período, o valor contratado em crédito rural tradicional, sem considerar títulos privados como as CPRs, recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos diminuiu 10,3% e ficou em 777,8 mil.

A FPA também pede que sejam preservadas as características dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Essas fontes possuem regras próprias e têm peso maior em regiões nas quais produtores encontram menos alternativas no sistema bancário.

A medida provisória está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para ser transformada definitivamente em lei. A frente parlamentar defende ajustes que reduzam as barreiras operacionais sem eliminar os mecanismos de controle.

O prazo aumenta a urgência. Uma renegociação concluída depois da janela de plantio pode reorganizar o balanço da propriedade, mas já não devolve a oportunidade de produzir naquela safra. Para o campo, o sucesso da medida não será medido pelos R$ 100 bilhões anunciados, mas pelo número de produtores que conseguirem contratar, recuperar o crédito e continuar produzindo.

Fonte: Pensar Agro

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