AGRONEGÓCIO
Indústria de laticínios: entenda a importância de controlar a umidade
Publicado em
10 de abril de 2024por
Da RedaçãoA indústria de laticínios desempenha um importante papel na economia do Brasil, contribuindo significativamente para geração de empregos e o desenvolvimento regional pelo interior do país.
O setor é responsável pela produção de leite, queijos, iogurtes, manteiga e outros alimentos lácteos, sendo essencial na cadeia produtiva agroindustrial do Brasil, empregando 1,3 milhão de pessoas.
Por que a indústria de lácteos é importante para o Brasil?
- 60% das indústrias são de pequeno porte, impulsionando o empreendedorismo local.
- O setor lácteo é um dos seis mais importantes da agropecuária brasileira, respondendo por 5,8% do valor bruto da produção.
- O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, com uma produção anual de 35 bilhões de litros.
- A atividade leiteira garante a sustentação de mais de 1 milhão de propriedades rurais, impulsionando o desenvolvimento do campo.
- A renda gerada pela cadeia láctea contribui para o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Impactos na cadeia produtiva da indústria de laticínios
Para manter a excelência na fabricação de laticínios, a indústria precisa estar em conformidade com as normas regulatórias vigentes e trabalhar de acordo com as melhores práticas de fabricação.
“A qualidade de alguns alimentos é diretamente influenciada pelo nível de umidade e da sua atividade de água. Produtos com alta atividade de água tendem a sofrer deteriorações microbianas, químicas e enzimáticas mais rapidamente. É o caso da indústria de lácteos, por exemplo”, explica João Paulo Galvão, gerente de Engenharia da Thermomatic.
Além do efeito da água no processo produtivo, Galvão explica que em derivados lácteos desidratados, como leite em pó e soro de leite em pó, a umidade ambiental pode provocar a desestabilização do estado vítreo de pós amorfos, podendo causar o empedramento do produto.
“Na indústria de laticínios, manter os níveis corretos de umidade significa prezar pela qualidade do produto final e evitar prejuízos na produção e armazenamento do leite e derivados da bebida”, ressalta o engenheiro.
O controle de umidade é uma das exigências regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A RDC de nº 275 determina que seja verificada a existência de “ventilação e circulação de ar capazes de garantir o conforto térmico e o ambiente livre de fungos, gases, fumaça, pós, partículas em suspensão e condensação de vapores sem causar danos à produção.”
Cadeia produtiva
Garantir a qualidade e segurança do alimento para o consumidor é importante em todas as fases da cadeia produtiva. Além do cuidado com o processamento do alimento, é preciso controlar os fatores externos que também podem afetar a qualidade do produto, como o excesso de umidade.
A grande preocupação deve recair sobre a contaminação por microrganismos. O controle sobre a umidade contribui para diminuir as possibilidades de contaminação, responsáveis pela deterioração em produtos lácteos.
Na fabricação de queijos, por exemplo, a umidade desregulada pode afetar a qualidade do produto final:
- Ambiente muito seco – causa rachaduras na casca do queijo.
- Ambiente muito úmido – favorece a proliferação de fungos e a não formação da casca.
Um queijo muito consumido pelos brasileiros – e que denuncia o excesso de umidade – é o parmesão. Quando há interferência da umidade no alimento, o queijo parmesão fica repleto de manchas rosas. Mas não é só o queijo que pode sofrer as consequências da alta umidade. Isso pode acontecer com todos os laticínios, como no doce de leite.
De modo geral, tendo em vista todo o processo de fabricação, o lácteo é suscetível à deterioração microbiana, que, além de gerar desfalque financeiro, pode trazer prejuízo à saúde do consumidor. Para serem evitadas tanto essas quanto outras ocorrências, o ideal é que se faça o uso de um desumidificador.
Conforme portaria de nº 146, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o controle de umidade se faz necessário na produção queijeira:
- Queijo de baixa umidade (geralmente conhecidos como queijos de massa dura): umidade de até 35,9%.
- Queijos de média umidade (geralmente conhecidos como queijos de massa semidura): umidade entre 36,0 e 45,9%.
- Queijos de alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou “macios”): umidade entre 46,0 e 54,9%.
- Queijos de muito alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou “mole”): umidade não inferior a 55,0%.
Uso de desumidificadores para o controle da umidade
Para Galvão, ter a umidade controlada na indústria de laticínios é estar dentro das conformidades técnicas e, prezar pela excelência na geração de valor na cadeia produtiva, reduzindo custos com uma produção mais otimizada e tendo um produto final competitivo no mercado.
“Já é uma questão consolidada que o controle de umidade é fundamental para a qualidade final dos produtos lácteos, principalmente os queijos, pois a umidade excessiva pode, inclusive, ser uma das principais causas de perda de matéria-prima, impactando diretamente a capacidade produtiva e, consequentemente, a lucratividade na indústria”, completa o gerente.
Geração de valor com o controle da umidade
Com o controle da umidade nas etapas de fabricação, você…
- Minimiza riscos expressivos que possam resultar em descarte de lotes;
- Reduz custos com manutenção predial e de equipamentos;
- Obtém um processamento e armazenamento seguro, mantendo os aspectos de integridade e segurança dos alimentos.
Na indústria de laticínios, ter uma climatização controlada faz parte das melhores práticas de fabricação. Com as soluções da Thermomatic, você terá um produto final de alta qualidade, proporcionando a melhor experiência de consumo ao cliente.
Fonte: Thermomatic do Brasil
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil
Published
4 minutos agoon
21 de maio de 2026By
Da Redação
O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.
Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.
Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.
Mercado acompanha superávit global e produção recorde
As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.
Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.
Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.
Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil
No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.
O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.
Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.
Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias
No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.
O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.
Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.
O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.
Volatilidade deve continuar no curto prazo
Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.
Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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