AGRONEGÓCIO
Indústria de alimentos e bebidas enfrenta pressão nas receitas, mas preserva margens no 1º trimestre de 2026
Publicado em
18 de maio de 2026por
Da Redação
O setor brasileiro de alimentos e bebidas iniciou 2026 em um cenário marcado por pressão sobre receitas, volatilidade nas commodities e consumo ainda impactado pelos juros elevados. Mesmo assim, grandes empresas do segmento conseguiram preservar — e em alguns casos ampliar — suas margens operacionais, sustentadas por eficiência, gestão de custos e estratégias de premiumização.
A avaliação faz parte da análise elaborada por Edson Kawabata, sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, sobre os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 das principais companhias do setor, incluindo Ambev, M. Dias Branco e Camil.
Segundo o estudo, o período revelou empresas operando em um ambiente desafiador para crescimento de receita, mas com maior capacidade de proteger rentabilidade e eficiência operacional.
Ambev surpreende mercado com recuperação no volume de cervejas
Entre os destaques do trimestre, a Ambev apresentou o resultado mais positivo entre as empresas analisadas, impulsionando forte reação do mercado financeiro.
O principal fator de surpresa foi o crescimento de 1,2% no volume de cervejas no Brasil, movimento considerado relevante diante da expectativa anterior de retração nas vendas.
A companhia também registrou avanço expressivo em segmentos de maior valor agregado:
- Cervejas premium: +20%
- Bebidas saudáveis: +70%
- Cervejas sem álcool: +10%
O movimento ajudou a sustentar aumento de 8% no preço médio e elevou a receita líquida por hectolitro para R$ 571,1, com crescimento orgânico de 11,4%.
Segundo Edson Kawabata, o desempenho demonstra fortalecimento estratégico do portfólio da companhia.
“A Ambev conseguiu crescer volumes mesmo em um cenário mais desafiador, sustentando preços e participação de mercado por meio de um mix mais qualificado”, destaca a análise.
No consolidado global, porém, o cenário foi mais heterogêneo, com queda de volumes em mercados como Canadá, América Central e América Latina Sul.
Ainda assim, a companhia conseguiu elevar a margem EBITDA ajustada para 33,6%, favorecida pela gestão de custos e pela melhora do mix de produtos.
M. Dias Branco cresce em volume, mas pressão nos preços limita receita
A M. Dias Branco apresentou crescimento operacional relevante no trimestre, especialmente em volumes vendidos e ganho de participação de mercado.
As vendas cresceram 3,4%, alcançando 408 mil toneladas, impulsionadas principalmente por:
- Biscoitos
- Crackers
- Farinha de trigo
Mesmo assim, a companhia enfrentou pressão nos preços médios, que recuaram entre 3% e 5% na comparação anual.
O efeito foi provocado pelo maior peso de categorias de menor margem, como farinha industrial e ingredientes voltados ao food service.
Com isso, a receita líquida avançou apenas 0,4%, somando R$ 2,22 bilhões.
Por outro lado, a queda nos custos das matérias-primas, especialmente trigo e açúcar, contribuiu para melhora da margem bruta, que alcançou 32,4%.
O EBITDA da empresa somou R$ 196 milhões, alta de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Camil sofre com deflação do arroz e mantém atenção na alavancagem
A Camil enfrentou um dos cenários mais desafiadores do trimestre, pressionada pela forte deflação do arroz.
Embora os volumes vendidos tenham crescido 8,9%, a queda de 45,5% no preço do arroz reduziu significativamente a receita da companhia.
No segmento de maior representatividade da empresa — arroz, feijão e açúcar — os volumes cresceram 9,8%, mas os preços líquidos caíram 26,6%.
Segundo a análise da Peers Consulting + Technology, o caso da Camil evidencia a forte exposição das empresas do setor às oscilações das commodities agrícolas.
Mesmo diante da pressão sobre receitas, a companhia conseguiu ampliar sua margem bruta para 21,7%, refletindo maior eficiência na gestão dos custos de matéria-prima.
O EBITDA ajustado permaneceu praticamente estável em R$ 192,8 milhões.
No entanto, a empresa encerrou o período com prejuízo líquido ajustado de R$ 40,3 milhões, impactada pela alavancagem financeira elevada e pelos juros altos.
Premiumização e produtos saudáveis ganham força no setor
A análise conduzida por Edson Kawabata aponta que a principal tendência estratégica do setor está na busca por produtos de maior valor agregado como forma de reduzir a dependência das commodities tradicionais.
Na Ambev, isso aparece no avanço das cervejas premium e bebidas saudáveis.
Na M. Dias Branco, o movimento ocorre com o fortalecimento das linhas de saudabilidade e snacks, incluindo marcas como Jasmine e Frontera.
Já a Camil amplia presença em categorias gourmet, grãos especiais e produtos saudáveis.
Segundo o especialista, empresas que conseguirem acelerar essa transição tendem a construir modelos de rentabilidade mais resilientes.
“O crescimento de volume, sozinho, deixou de ser suficiente para determinar geração de valor. O mercado está premiando eficiência operacional, gestão de margens e capacidade de diferenciação”, aponta Kawabata.
Setor enfrenta desafios, mas mantém oportunidades em 2026
A análise também destaca fatores que devem influenciar o desempenho do setor ao longo de 2026.
Entre as oportunidades estão:
- Copa do Mundo de 2026 impulsionando consumo de bebidas
- Possível recuperação nos preços do arroz
- Eventuais cortes na taxa Selic reduzindo despesas financeiras
- Por outro lado, permanecem desafios importantes:
- Consumo pressionado por juros elevados
- Endividamento das famílias
- Concorrência intensa em categorias tradicionais
- Pressão sobre margens fora do Brasil
- Volatilidade das commodities agrícolas
Mesmo diante do cenário desafiador, o setor segue demonstrando capacidade de adaptação, com foco crescente em eficiência, inovação e produtos de maior valor agregado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado do milho entra em alerta com riscos climáticos para a safrinha, aponta Itaú BBA
Published
17 minutos agoon
18 de maio de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de milho segue em estado de atenção diante das incertezas climáticas que afetam a segunda safra de 2025/26. De acordo com o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a combinação entre chuvas irregulares, estresse hídrico em importantes regiões produtoras e competitividade reduzida no mercado externo pode impactar a produção nacional e sustentar os preços internos do cereal.
Segundo a análise, abril foi marcado por preços relativamente estáveis em Chicago, enquanto o mercado brasileiro sofreu pressão da ampla oferta da primeira safra. Ainda assim, o clima passou a ganhar protagonismo nas últimas semanas, especialmente em estados estratégicos para a safrinha, como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Clima preocupa e pode reduzir produção da safrinha
O relatório aponta que a produção total de milho no Brasil deve alcançar 138 milhões de toneladas na safra 2025/26, queda de 2% em relação ao ciclo anterior. A principal razão é a revisão negativa para a segunda safra, cuja estimativa foi reduzida para 110 milhões de toneladas devido à piora das condições climáticas.
A consultoria destaca que o desempenho da safrinha ainda depende das chuvas previstas para maio. Caso o clima seco persista nas regiões centrais do país, novas revisões negativas de produtividade poderão ocorrer.
Além disso, o cenário climático de abril trouxe preocupação para o desenvolvimento das lavouras. Enquanto Mato Grosso manteve condições mais favoráveis, estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais registraram estresse hídrico, elevando os riscos de perdas no potencial produtivo.
Exportações brasileiras de milho devem cair
Outro ponto de destaque do estudo é a revisão das exportações brasileiras de milho para a safra 2025/26. O Itaú BBA reduziu a projeção de embarques de 44 milhões para 40 milhões de toneladas.
Entre os fatores que pressionam a competitividade brasileira estão o avanço da oferta de milho nos Estados Unidos e na Argentina, além da valorização do real frente ao dólar, que reduz a atratividade do produto brasileiro no mercado internacional.
Mesmo com estoques considerados confortáveis no mercado interno, o banco alerta que uma quebra mais intensa na segunda safra pode provocar movimentos de sustentação nos preços domésticos, reduzindo ainda mais o ritmo das exportações.
Demanda interna continua firme
Apesar das pressões sobre os preços em abril, a demanda doméstica segue aquecida, especialmente pelos setores de ração animal e etanol de milho. Esse cenário ajudou a limitar quedas mais acentuadas nas cotações internas.
Em Campinas (SP), a média do milho caiu 4% em abril na comparação com março, fechando em R$ 68 por saca. Já em Chicago, o cereal encerrou o mês com média de US$ 4,52 por bushel, praticamente estável em relação ao mês anterior.
Safra americana avança com clima favorável
Enquanto o Brasil enfrenta incertezas climáticas, os Estados Unidos apresentam um cenário mais positivo para o milho. O relatório destaca que o plantio norte-americano avança em ritmo acelerado, beneficiado por chuvas regulares e boas condições de solo no Meio-Oeste.
A expectativa é de que o clima favorável continue ao longo de maio, junho e julho, reduzindo os riscos para a produção americana e ampliando a oferta global do cereal.
Mercado seguirá sensível ao clima nas próximas semanas
Na avaliação da Consultoria Agro do Itaú BBA, o comportamento climático nas próximas semanas será decisivo para a definição da safra brasileira de milho. O mercado deve continuar acompanhando de perto o desenvolvimento da safrinha, especialmente nas regiões mais afetadas pela falta de chuvas.
A depender da intensidade das perdas produtivas, os preços internos poderão ganhar sustentação adicional, em um cenário de maior cautela entre produtores, exportadores e consumidores do cereal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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