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Indústria chinesa de energia solar escolhe São Paulo para primeira edição da SNEC fora da China

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A indústria chinesa de energia solar amplia sua presença no Brasil ao trazer a SNEC PV & ES LATAM, versão latino-americana da maior feira mundial do setor fotovoltaico, incluindo tecnologias de armazenamento energético e eletromobilidade. O evento acontece de 24 a 26 de março de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, organizado pela NürnbergMesse Brasil e Oakstream.

Será a primeira vez que a SNEC é realizada fora da China, reunindo fabricantes, investidores e especialistas para apresentar inovações, discutir tendências do setor e fomentar negócios. A expectativa é receber pelo menos 10 mil participantes e cerca de 100 expositores, incluindo empresas de painéis solares, inversores, baterias, smart grids e mobilidade elétrica.

Oportunidades de negócios e inovação tecnológica

Segundo João Paulo Picolo, CEO da NürnbergMesse Brasil, o evento oferece um ambiente ideal para demonstrações ao vivo, troca de conhecimento técnico e feedback imediato do mercado, além de ampliar a visibilidade de novas soluções, atrair parcerias comerciais e oportunidades de financiamento, e acelerar processos de homologação e adaptação ao Brasil.

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Para Sergio R Carvalho, CEO da Oakstream, a feira cria um elo direto entre fabricantes chineses e empresas brasileiras, possibilitando negociações, parcerias, representação comercial e acordos de distribuição. A interação direta permite que empresas nacionais conheçam produtos, tirem dúvidas técnicas e comerciais, enquanto as fabricantes chinesas compreendem melhor as demandas locais.

Plataforma estratégica para o mercado brasileiro

O evento deve gerar novos negócios e contratos, incluindo joint ventures e transferência de tecnologia, fortalecendo a posição do Brasil como polo estratégico da energia solar na América Latina. A edição original da SNEC, realizada desde 2007 em Xangai, atrai anualmente milhares de expositores e centenas de milhares de visitantes, consolidando-se como a maior feira mundial do setor solar.

Crescimento da energia solar no Brasil e na América Latina

Nos últimos anos, o Brasil se firmou como um dos maiores mercados de energia solar do mundo, com mais de 62 GW de capacidade instalada, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2024, o país foi o 4º maior mercado global, adicionando 18,9 GW, conforme estudo da SolarPower Europe.

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A América Latina deve crescer 12% ao ano até 2030, oferecendo oportunidades em armazenamento energético, hidrogênio verde, mobilidade elétrica e outros segmentos da transição energética, segundo dados da Irena.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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