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Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registra deflação de 0,65% em fevereiro

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) apresentou uma queda de 0,65% em fevereiro, comparado a 0,42% no mês anterior. Essa variação resulta em uma acumulada de -0,23% no ano e -3,84% nos últimos 12 meses. Um panorama que reflete a complexa conjuntura econômica, onde fatores climáticos e oscilações nos preços de commodities desempenham um papel significativo.

Segundo o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), destacam-se as flutuações marcantes em produtos cuja produção é sensível às variações climáticas. Itens como tubérculos e frutas, especialmente a mandioca e a laranja, evidenciam essa realidade. Por outro lado, importantes commodities agrícolas como milho e soja apresentaram mudanças expressivas em suas tendências desde janeiro.

O Coordenador dos Índices de Preços, André Braz, ressalta que produtos perecíveis e despesas com educação formal são os principais vetores de pressão inflacionária para os consumidores, como observado tanto no IPA quanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

O IPA caiu 1,08% em fevereiro, com destaque para a variação dos Bens Finais e Bens Intermediários. Já o grupo Matérias-Primas Brutas teve uma desaceleração, influenciada principalmente por variações nos preços de commodities como soja, milho e minério de ferro.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou um aumento de 0,62% em fevereiro, com cinco das oito classes de despesa apresentando acréscimo. Despesas Diversas, Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes, Comunicação e Habitação contribuíram para esse movimento, enquanto Vestuário, Educação, Leitura e Recreação, e Alimentação apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Esses dados, fornecidos pela Fundação Getúlio Vargas, oferecem uma visão abrangente do cenário econômico, destacando as nuances que influenciam os índices de preços no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

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A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

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No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

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Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

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