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Indicador do arroz em casca do Cepea completa 20 anos como referência no mercado nacional

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Duas décadas de monitoramento do mercado do arroz no RS

O Indicador do arroz em casca, desenvolvido pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, completa 20 anos de atuação em 2024. Criado em 2004 com foco no Rio Grande do Sul — responsável por cerca de 70% da produção nacional —, o indicador passou a acompanhar e divulgar os valores médios de negociação do arroz no estado.

Seis meses após o início das coletas, em janeiro de 2006, o Cepea lançou oficialmente à sociedade o Indicador, que desde então se tornou a principal referência de preços para os negócios no mercado interno.

Parcerias ao longo da trajetória

Durante essas duas décadas, o Indicador contou com diferentes parceiros institucionais. Inicialmente, teve apoio da então BM&F (hoje B3), da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) e do Senar-RS. Desde fevereiro de 2022, a parceria é com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga-RS).

Independentemente das mudanças de parceiros, a metodologia do Cepea permaneceu constante, garantindo confiabilidade e ampla aceitação entre os agentes do setor orizicultor em todo o Brasil.

Transparência e formação de preços

O Indicador CEPEA/IRGA-RS tem aplicação prática e direta no dia a dia do setor. Ao disponibilizar o preço médio do arroz negociado no estado, ele reduz a assimetria de informações entre os agentes do mercado. Essa referência diária permite ajustes mais precisos nas ofertas de compra e venda já no dia seguinte, além de servir como base para novas negociações na abertura do mercado.

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Cálculo regionalizado e suporte à análise de mercado

O cálculo do Indicador leva em conta os valores médios por região, ponderados pelo volume de beneficiamento do ano anterior. Essa abordagem permite aos agentes da cadeia produtiva comparar o desempenho de cada região em relação à média estadual.

Nos últimos anos, o Cepea observou divergências expressivas entre os preços nas diferentes praças do Rio Grande do Sul, o que reforça a importância da regionalização das análises.

Avaliação de rentabilidade e estratégias de comercialização

Além de servir como balizador de preços, o Indicador é uma ferramenta estratégica para avaliação da rentabilidade da produção, da sazonalidade do mercado e da identificação de períodos mais favoráveis para negociações.

Também é uma fonte importante de dados para entidades representativas do setor, órgãos públicos e centros de pesquisa, que utilizam essas informações na formulação de políticas voltadas à sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz.

Metodologia do Indicador CEPEA/IRGA-RS

O Indicador se refere ao arroz em casca com rendimento de 58% de grãos inteiros e 10% de grãos quebrados (rendimento total de 68%), utilizado para a produção de arroz branco tipo 1.

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As informações são coletadas com produtores rurais, indústrias, engenhos de beneficiamento, cooperativas, secadores e corretores de seis regiões do Rio Grande do Sul. Após tratamento estatístico, os dados são ponderados conforme os volumes de beneficiamento de cada região no ano anterior.

Além do Indicador principal, o Cepea também acompanha preços de arroz tipo 1 com outros níveis de rendimento, permitindo análises comparativas com diferentes faixas de qualidade:

  • Entre 50% e 57% de grãos inteiros
  • Entre 59% e 62%
  • Entre 63% e 65%
Relevância contínua para o setor

Com duas décadas de consistência, o Indicador CEPEA/IRGA-RS consolidou-se como ferramenta indispensável para o setor orizicultor brasileiro, auxiliando produtores, indústrias e formuladores de políticas públicas na tomada de decisões mais estratégicas e embasadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional

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A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.

Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.

No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.

Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.

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Câmbio volta a favorecer exportações do arroz

O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.

Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.

Fundamentos globais indicam ajuste de oferta

No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.

Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.

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Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul

No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.

Setor aguarda reação mais consistente do mercado

Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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