AGRONEGÓCIO

Índia planeja desestimular produção de etanol para priorizar oferta de açúcar

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A menor destinação para o etanol ajudará o segundo maior produtor de açúcar do mundo a garantir ofertas do adoçante, uma vez que a produção deverá cair devido a chuvas abaixo do normal nos principais Estados produtores.

O governo poderia pedir às usinas que não usassem produtos da moagem de cana como o melaço “B-heavy” (com alto nível de sacarose) para produzir etanol, disseram eles.

Os varejistas de combustível da Índia compram etanol das usinas de açúcar para misturar com a gasolina e estavam pagando um preço mais alto pelo combustível.

“Depois de avaliar a situação da oferta e da demanda, o comitê de ministros decidiu se concentrar na produção de açúcar este ano”, disse uma das fontes do governo que não quis se identificar, de acordo com as regras oficiais.

O governo permitirá que as usinas produzam etanol somente a partir do melaço “C-heavy”, um subproduto da cana que quase não contém açúcar, disse o segundo funcionário do governo.

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As novas diretrizes para a aquisição de etanol no ano comercial de 2023/24, que começou em 1º de novembro, serão finalizadas em breve e as empresas de comercialização de petróleo provavelmente honrarão os contratos já concedidos, disse a primeira fonte.

A medida do governo é um revés para o setor, que investiu bilhões de dólares nos últimos cinco anos para aumentar a capacidade de produção de etanol, disse uma autoridade sênior do setor que não quis se identificar.

“Esperamos que esse revés seja de curto prazo e que o governo volte a se concentrar no etanol quando o fornecimento de cana-de-açúcar melhorar”, disse o funcionário.

Chuvas irregulares no Estado de Maharashtra, no oeste do país, que é o principal produtor de cana-de-açúcar, e no estado de Karnataka, no sul, levantaram preocupações sobre a produção de açúcar deste ano.

A Associação Indiana de Usinas de Açúcar, um órgão de produtores, disse no mês passado que a produção de açúcar deve cair 8%, para 33,7 milhões de toneladas métricas no ano comercial de 2023/24.

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A provável queda na produção elevou os preços locais do açúcar para seus níveis mais altos em quase 14 anos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil abre 13 novos mercados para produtos agropecuários e amplia oportunidades de exportação

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O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional com a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais. A ampliação do acesso comercial foi confirmada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com parceiros estratégicos em diferentes regiões do mundo.

As novas autorizações contemplam países da América do Sul, América Central, África e também a União Econômica Eurasiática (UEE), ampliando a presença dos produtos brasileiros em mercados de elevado potencial de consumo.

Novos destinos ampliam diversidade da pauta exportadora

Entre os países que abriram seus mercados para produtos brasileiros estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e a União Econômica Eurasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.

As autorizações abrangem uma ampla variedade de produtos agropecuários, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão:

  • Material genético bovino para El Salvador e Honduras;
  • Castanha de caju para a União Econômica Eurasiática;
  • Milho pipoca para Equador e República Dominicana;
  • Ovos férteis para a Nigéria;
  • Couro bovino salgado para a Bolívia;
  • Mudas de cana-de-açúcar para Honduras;
  • Sementes de coco para a Guiana;
  • Sementes de mamona para o Paraguai;
  • Sementes de maracujá para a Venezuela;
  • Sementes de pimenta habanero para a Nicarágua;
  • Farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia;
  • Sêmen de pacu-caranha para a Argentina.
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União Econômica Eurasiática ganha relevância para o agro brasileiro

Entre as novas aberturas, a autorização para exportação de castanha de caju à União Econômica Eurasiática chama atenção pelo potencial comercial do bloco.

Segundo o governo brasileiro, os países integrantes da UEE importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Atualmente, soja, carnes e café estão entre os principais itens exportados para essa região.

A ampliação da pauta comercial fortalece a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e reduz a dependência de mercados tradicionais.

Agronegócio alcança 639 aberturas de mercado desde 2023

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro atingiu a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023, resultado do trabalho conjunto entre o Mapa e o Itamaraty para ampliar a presença dos produtos nacionais no comércio global.

A expectativa é que os produtores e exportadores dos segmentos contemplados iniciem as operações comerciais nos novos mercados nos próximos meses, ampliando receitas, fortalecendo a competitividade do setor e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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