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Inauguração da Maltaria Campos Gerais: Um Marco na Indústria Cervejeira

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior marcou presença na inauguração da Maltaria Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa, próxima ao limite com Carambeí. O empreendimento, resultado de um investimento de R$ 1,6 bilhão pelas cooperativas Agrária, Frísia, Castrolanda, Capal, Bom Jesus e Coopagrícola, promete suprir parte significativa da demanda da indústria cervejeira nacional.

Com capacidade para produzir 280 mil toneladas de malte anualmente, a nova maltaria é uma resposta ao programa de incentivos Paraná Competitivo, do Governo do Estado, e prevê a geração de cerca de 130 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos. Além disso, visa ampliar a produção de cevada no Paraná, que já lidera como o maior produtor nacional do grão.

Ratinho Junior destacou a importância do empreendimento para a economia do estado, enfatizando que a nova maltaria contribuirá significativamente para a industrialização dos alimentos produzidos localmente. Com uma capacidade que representa 15% da demanda nacional, a inauguração da fábrica promete não só gerar empregos na indústria, mas também impulsionar o setor agrícola.

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Fortalecendo a Indústria Cervejeira Brasileira

Com a entrada em operação da maltaria, uma em cada quatro cervejas produzidas no Brasil terá malte proveniente do Paraná. Isso representa um passo importante para reduzir os custos de produção e, consequentemente, beneficiar o consumidor final. O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, ressaltou a relevância desse investimento das cooperativas para suprir parte essencial do mercado nacional de malte.

Adam Stammer, presidente da Cooperativa Agrária, enfatizou que a nova unidade, mesmo em sua primeira etapa, responderá por uma parcela significativa do malte utilizado pela indústria cervejeira brasileira. Com planos de dobrar sua capacidade nos próximos anos, as cooperativas visam consolidar o Paraná como um grande polo na produção de malte.

Expansão e Perspectivas Futuras

Além da maltaria em Ponta Grossa, a Agrária está construindo outra unidade em Guarapuava para a produção de maltes especiais, em parceria com a empresa alemã Ireks, num investimento de R$ 500 milhões. Esses empreendimentos solidificam o estado como referência na produção de malte no Brasil.

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Com uma liderança destacada na produção de cevada, o Paraná busca ampliar ainda mais sua participação nesse mercado. Com uma previsão otimista de aumento na colheita de cevada, as cooperativas planejam expandir o plantio da cultura, envolvendo produtores de diversas regiões, do sul de São Paulo ao norte de Santa Catarina.

Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável

Durante a cerimônia, o Instituto Água e Terra (IAT) entregou a Licença de Instalação do empreendimento, permitindo o início da produção na maltaria. Além disso, foi firmado um memorando de entendimento para a construção de um viaduto na PR-151, que facilitará o acesso à fábrica e a outras indústrias da região.

Com investimento previsto de R$ 37 milhões, a construção do viaduto é uma contrapartida do programa Paraná Competitivo e visa fortalecer a infraestrutura logística da região. O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ressaltou a importância desse projeto para o desenvolvimento industrial da área.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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