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Inadequações na construção e escolha de materiais afetam a eficiência dos reservatórios

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A aplicação de geomembranas em reservatórios de água tem se intensificado no Brasil, especialmente em resposta à crescente demanda do setor agrícola diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Em um contexto em que a gestão eficiente dos recursos hídricos se torna cada vez mais vital, as geomembranas de polietileno de alta densidade (PEAD) se destacam como uma solução fundamental para assegurar o abastecimento em períodos de estiagem.

Apesar das vantagens significativas oferecidas pelas geomembranas, incidentes recentes revelam os riscos associados ao uso de materiais de baixa qualidade ou à instalação inadequada. Sérgio Costa, engenheiro civil e ambiental e especialista da Nortène, alerta que o rompimento de um reservatório de água, causado por falhas no material ou na instalação, pode provocar impactos financeiros e ambientais severos. “Além dos riscos ambientais e das multas, os prejuízos podem ser altíssimos, comprometendo toda a safra do produtor”, enfatiza.

Qualidade e segurança nos reservatórios

As geomembranas de PEAD fornecidas pela Nortène apresentam benefícios notáveis. Elas evitam a perda de água por infiltração, essencial para a preservação dos recursos hídricos durante períodos de seca. Ademais, essas geomembranas protegem o solo e os lençóis freáticos, demonstrando alta durabilidade e resistência a perfurações, rasgos e à ação dos raios solares (UV), o que resulta em uma vida útil prolongada e redução dos custos de manutenção.

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No entanto, a simples escolha do material correto não é suficiente. O engenheiro destaca que a instalação das geomembranas deve seguir rigorosamente as diretrizes estabelecidas pela norma ABNT 16199. “Um erro na instalação pode ocasionar danos irreparáveis e até inviabilizar a utilização do reservatório, acarretando sérias consequências para a produção agrícola”, alerta.

Diante desse panorama, o especialista ressalta a importância de investir em materiais de qualidade e em um processo de instalação cuidadoso, que assegure a segurança e a longevidade dos projetos. Com mais de 40 anos de experiência na oferta de geossintéticos, a Nortène fornece suporte técnico completo para a instalação das geomembranas, garantindo que os produtores adotem as melhores práticas de engenharia geotécnica.

À medida que o agronegócio brasileiro avança em direção a um modelo mais sustentável e eficiente, a utilização correta de tecnologias como as geomembranas de PEAD torna-se imprescindível para proteger os recursos naturais, aumentar a produtividade e assegurar o futuro das fazendas e usinas em um cenário marcado por mudanças climáticas e escassez hídrica.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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