AGRONEGÓCIO

Imunidade Materna e Vacinação: Impactos na Saúde dos Leitões

Publicado em

A transferência de imunidade materna dos suínos para os leitões é crucial para a saúde dos recém-nascidos. Fatores como o nível de imunidade da matriz, o momento da ingestão do colostro e a quantidade e qualidade deste colostro são determinantes para a robustez dessa imunidade passiva. Embora essa proteção inicial seja vital nas primeiras semanas de vida, pode interferir na resposta vacinal se não forem seguidos os protocolos técnicos de vacinação adequados.

Dr. Geraldo Alberton, especialista em Saúde Suína, explorará este tema na palestra intitulada “Como a imunidade herdada e modulada na maternidade interfere na resposta vacinal?” durante o 16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). O evento ocorre no dia 14 de agosto, às 16h30, no Painel Imunidade e Microbiota, em Chapecó (SC).

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o SBSS acontece de 13 a 15 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. Paralelamente, ocorre a 15ª Brasil Sul Pig Fair.

Considerado um dos principais fóruns do setor na América Latina, o SBSS reúne especialistas nacionais e internacionais, contribuindo para a atualização e aprimoramento de médicos veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores e demais profissionais da cadeia suinícola.

Leia Também:  SES realiza seminário para debater desafios da saúde para pessoas idosas em MT

Paulo Bennemann, presidente da Comissão Científica do SBSS, destaca a importância de considerar a imunidade materna na implementação de programas de vacinação. “Os anticorpos herdados são fundamentais para proteger os leitões contra diversas doenças infecciosas nas primeiras semanas de vida. Compreender essa dinâmica ajuda a definir o momento ideal para a vacinação e a ajustar manejos específicos, garantindo uma imunidade robusta”, afirma Bennemann.

Sobre o Palestrante

Geraldo Alberton é médico veterinário, com mestrado e doutorado em Saúde Suína. Com 30 anos de experiência no curso de Medicina Veterinária da UFPR, atualmente é sócio da Propig Soluções e da Granja Experimental Bom Sucesso do Sul, onde realiza pesquisas de campo e consultoria na área de suinocultura.

Inscrições

As inscrições para o evento estão no segundo lote, com investimento de R$ 680,00 para profissionais e R$ 420,00 para estudantes. Congressistas inscritos no Simpósio têm acesso gratuito à Pig Fair. A participação exclusiva na 15ª Brasil Sul Pig Fair custa R$ 100,00 até o dia 25 de julho.

Leia Também:  Encontro das Mulheres do Café em Manhuaçu destaca liderança e protagonismo feminino

Pacotes de dez inscrições ou mais para o SBSS concedem códigos-convites bonificados. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários têm condições diferenciadas. Inscreva-se pelo site: www.nucleovet.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  TCE-MT promove encontro sobre saúde mental nesta quinta-feira; inscreva-se

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Campanha de vacinação contra poliomielite começa nesta segunda

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA