AGRONEGÓCIO

Importação de gasolina pelo Brasil recua 20% no 1º tri, defasagem pesa, diz StoneX

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A “maior defasagem do preços internacionais (da gasolina) para aquele praticado pela Petrobras desde meados de fevereiro” também torna menos atrativa a importação, acrescentou a consultoria.

A última vez que a Petrobras — principal supridora do mercado brasileiro — aumentou os preços da sua gasolina para as distribuidoras foi em agosto de 2023. Mais recentemente, com uma alta nos preços do petróleo, a defasagem em relação ao mercado internacional se acentuou.

A StoneX destacou a menor demanda brasileira pelo derivado de petróleo no primeiro trimestre frente a maior competitividade do etanol hidratado, citando que as vendas da gasolina C ficaram em 6,9 bilhões de litros nos primeiros dois meses do ano, queda de 7,6% no comparativo com o mesmo período em 2023, conforme os números mais recentes da reguladora ANP.

A demanda por etanol hidratado, por sua vez, situou-se em 3,4 bilhões de litros entre janeiro e fevereiro, alta de quase 59%.

“Entende-se, portanto, que a paridade mais competitiva para o biocombustível (abaixo de 70%) nas principais praças demandantes de combustíveis leves no período considerado afetou a demanda pela gasolina, cenário que deve se estender nos próximos meses”, disse a StoneX.

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A consultoria citou também a “forte produção” das refinarias nacionais, com a oferta acumulada de gasolina A entre janeiro e fevereiro expandindo 6,3% no comparativo com 2023 (4,69 bilhões de litros) e devendo se manter elevada nos próximos meses.

A StoneX também apontou redução de 9% nas importações de diesel A pelo Brasil no primeiro trimestre, para 3,18 bilhões de litros, citando “forte” produção pelas refinarias brasileiras, assim como uma maior mistura de biodiesel no diesel, que passou de 12% para 14% a partir de março.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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