AGRONEGÓCIO

Importação de arroz pode agravar crise financeira no RS, alerta Farsul

Publicado em

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) enviou ao governo estadual uma nota técnica de sua equipe econômica, alertando para os potenciais impactos negativos das importações de arroz anunciadas pelo governo federal sobre o ICMS gaúcho. Esse estudo chega em um momento crítico, pois o estado enfrenta dificuldades financeiras desde antes das enchentes de maio de 2024. A situação pode se agravar ainda mais sem ações eficazes por parte do governo federal. O ICMS gerado pelo arroz é uma importante fonte de receita para muitos municípios, sustentando diversas funções governamentais locais.

A análise da Farsul apresentou três cenários diferentes para avaliar os possíveis efeitos das importações. No primeiro cenário, os preços do arroz se mantêm na média atual, o que não alteraria significativamente a arrecadação de ICMS. No segundo cenário, a entrada de arroz importado reduz os preços a um ponto de equilíbrio entre o preço de mercado e o custo de produção, eliminando a margem de lucro. O terceiro cenário é o mais drástico, prevendo uma margem negativa de 20%.

Leia Também:  Negociações desfavoráveis: preço do arroz continua a cair devido à disputa entre compradores e vendedores

Conforme a análise, apenas o cenário 1 resultaria em incremento da arrecadação. No cenário 2, com o preço ao produtor em R$ 95,00, a perda de ICMS para os municípios seria de aproximadamente R$ 251 milhões. Já no cenário 3, com o preço caindo para R$ 76,00, a perda de arrecadação poderia chegar a R$ 442 milhões. A conclusão é clara: quanto maior a queda no preço, maior será a perda de arrecadação.

Diante da destruição causada pelas enchentes e da necessidade urgente de reconstrução, a Farsul considera que a medida do governo federal de tabelar o preço do arroz é imprudente. A arrecadação do ICMS é crucial para os municípios manterem suas operações e serviços essenciais, e qualquer queda significativa nessa receita pode ter consequências desastrosas para a economia local e a qualidade de vida dos cidadãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Após terremoto na Oceania, alerta de tsunami é emitido e cancelado

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Estabilidade após recorde: Indicador de preços do arroz se mantém próximo ao pico nominal

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA