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Imea revela projeção de safra menor para Mato Grosso na temporada 2023/24

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) divulgou sua estimativa para a safra 2023/24 em Mato Grosso, indicando uma produção de 39,01 milhões de toneladas, uma redução de 13,93% em relação à safra anterior. O levantamento envolveu pesquisas com agentes de mercado e analistas, que percorreram os principais municípios produtores para avaliar o desenvolvimento das lavouras.

Em meio ao intenso El Niño nesta temporada, a falta de chuvas impactou diretamente o cultivo de soja no estado, resultando em dias quentes e longos períodos sem precipitação. A produtividade foi prejudicada, especialmente nas áreas semeadas até o final de outubro/23, onde o regime de chuvas foi insuficiente para o desenvolvimento ideal das lavouras, levando ao encurtamento do ciclo da soja.

A antecipação do plantio da oleaginosa, devido à preocupação dos produtores com a janela ideal da segunda safra, agravou ainda mais o rendimento, especialmente nas áreas de sucessão com o algodão. A produtividade projetada para o estado ficou em 53,59 sacas por hectare, uma redução de 13,99% em comparação à safra passada e 7,41% em relação à estimativa anterior. A região Oeste foi a mais afetada, apresentando uma produtividade estimada em 52,63 sacas por hectare, uma redução de 9,40% em relação ao relatório anterior e 12,96% em relação à safra 2022/23.

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Com a manutenção da área cultivada e a diminuição na produtividade, a produção total para a safra 2023/24 é projetada em 39,01 milhões de toneladas, representando uma queda significativa de 13,93% em comparação com a safra anterior. As informações estão detalhadas no boletim de Oferta e Demanda do Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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