AGRONEGÓCIO

Imac troca experiências sobre rastreabilidade bovina com instituições de Santa Catarina

Publicado em

Sistemas de controle e segurança alimentar é um assunto importante na pecuária de corte. E para aprimorar ainda mais o conhecimento nessa área, diretores do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) conheceram o modelo de rastreabilidade bovina pioneiro no Estado de Santa Catarina. O objetivo da troca de experiência é trazer toda a segurança para a manutenção da qualidade dos animais produzidos para Mato Grosso.

Durante a visita técnica realizada nesta semana, os diretores Bruno de Jesus Andrade (técnico operacional) e Paula Sodré Queiroz (executiva) visitaram in loco a implementação da rastreabilidade bovina realizado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) junto com o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

A rastreabilidade individual na pecuária de corte é uma ferramenta que centraliza todo o registro de ciclo de vida do animal, podendo proporcionar maior controle sanitário e socioambiental no setor. O diretor técnico operacional, Bruno de Jesus Andrade, destaca a importância de aprimorar esse conhecimento para ter mais qualidade e segurança.

Leia Também:  Novas regras CVM podem beneficiar cooperativas agropecuárias

“O Estado de Santa Catarina foi pioneiro na implementação da rastreabilidade, teve diversos desafios no início da sua implementação e nós viemos conhecer. Aprender para realizar também a identificação e a rastreabilidade no rebanho de Mato Grosso, para trazer todas as seguranças e manutenção da qualidade dos animais que são produzidos. Então é esse o objetivo da nossa visita em Santa Catarina”, pontua Andrade.

Conforme a diretora executiva Paula Sodré Queiroz, o tema é relevante para Mato Grosso, já que o Estado é líder na criação, com pouco mais de 34 milhões de cabeças de gado, conforme os dados de 2023 do Instituto de Defesa Agropecuário do Estado (Indea-MT).

“Nosso papel enquanto Imac é promover a carne bovina mato-grossense e para tanto precisamos fortalecer a sustentabilidade, a qualidade e desenvolver a rastreabilidade. Já trabalhamos com várias ações voltadas para essas áreas e estamos sempre em busca de modelos que deram certo para contribuir com nossos projetos e programas desenvolvidos ou que estão em processo de implementação”, pontuou Paula.

Leia Também:  Corinthians estreia com vitória sobre o Guarani no Paulistão

A visita técnica foi realizada na terça-feira (26). Foram os responsáveis por receber os diretores do Imac e realizar a troca de conhecimento o médico veterinário e Diretor de Defesa Agropecuária da Cidasc, Diego Rodrigo Torres Severo e o também médico veterinário e gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal (Dedsa), Rosemberg Tartari.

Fonte: Assessoria de Imprensa IMAC

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

Published

on

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

Leia Também:  Custo de produção do milho sobe 1,95% em Mato Grosso para a safra 2025/26, aponta Imea

Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá oferece 183 vagas de emprego nesta sexta-feira

Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA