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III Encontro Técnico da Jabuticaba em Hidrolândia: Fortalecendo a Cultura e Inovação

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Preparando-se para mais uma safra anual de jabuticabas, Goiás se prepara para um dos períodos mais aguardados pelos seus habitantes, de setembro a novembro. Com o intuito de fortalecer o cultivo e disseminar conhecimentos técnicos sobre a fruta, a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater Goiás) realizará o III Encontro Técnico sobre a cultura da Jabuticabeira. O evento está marcado para o dia 18 de junho, das 13h às 17h, no Auditório do Colégio José Amâncio, em Hidrolândia, Goiás.

Para Rafael Gouveia, presidente da Emater, a agência tem sido fundamental nos estudos e no desenvolvimento da jabuticaba em Hidrolândia. “Nosso objetivo é apoiar os produtores locais com estudos técnicos que fortaleçam e expandam o cultivo da jabuticaba na região, não apenas impulsionando a economia local, mas também destacando Goiás como líder nacional na produção desse fruto”, destacou.

O evento contará com a participação da Dra. Maurízia de Fátima Carneiro, pesquisadora da Emater, que acompanha de perto os estudos em Hidrolândia. O encontro visa apresentar aos produtores rurais, empreendedores e autoridades locais os resultados dos estudos realizados na região, oferecendo informações atualizadas para fortalecer toda a cadeia produtiva da jabuticaba.

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A programação inclui palestras sobre métodos de cultivo em quintais e fazendas, tecnologias de produção, manejo e conservação da jabuticabeira, com informações inéditas e práticas. Além dos pesquisadores goianos, o evento contará com a participação de cientistas da Universidade Federal do Paraná, que há duas décadas lideram estudos significativos sobre a fruta.

O encontro é uma iniciativa conjunta da Emater, do campus do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) de Hidrolândia, da Universidade Estadual de Goiás e da Prefeitura Municipal, através das Secretarias de Turismo e Agricultura. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas antes da abertura do evento, abertas para produtores, pesquisadores e comunidade interessada.

O Destaque da Jabuticaba em Hidrolândia

Hidrolândia é reconhecida como um importante polo de produção de jabuticabas em Goiás, atraindo turistas de todo o país. Com 128 pomares e 250 produtores cadastrados, o município possui uma área plantada de 254 hectares, com mais de 64 mil pés, resultando em uma produção anual média de 6 mil toneladas.

A cultura da jabuticaba não só impulsiona a economia local, mas também promove o turismo, atraindo visitantes do Brasil e do exterior durante os meses de setembro a novembro. A Emater Goiás tem desempenhado um papel crucial ao longo dos anos, fornecendo assistência técnica e extensão rural aos produtores locais, coletando dados fundamentais para fortalecer o setor agrícola de Hidrolândia, onde a jabuticaba se destaca como fonte primordial de renda.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de cacau enfrenta pressão macroeconômica e risco climático com volatilidade no radar

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O mercado internacional de cacau segue sob forte pressão, influenciado por um ambiente macroeconômico adverso e riscos climáticos crescentes no médio e longo prazo. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o setor enfrenta uma combinação de custos elevados, demanda irregular e sensibilidade elevada a mudanças nos fundamentos.

A escalada das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, tem elevado o prêmio de risco global, impactando diretamente custos logísticos, de energia e seguros — fatores que pressionam toda a cadeia da commodity.

Logística global e custos em alta

Segundo a consultoria, gargalos logísticos em rotas estratégicas vêm agravando o cenário. Interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o fluxo em corredores importantes como o Canal de Suez, elevando significativamente os custos de frete e transporte.

Esse ambiente também pressiona os preços de insumos, como fertilizantes nitrogenados, ampliando os riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

Demanda global mostra comportamento desigual

Do lado da demanda, o desempenho varia entre regiões. A Ásia apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, cuja moagem avançou 8,7%. No consolidado regional, a alta foi de 5,2%, reforçando a importância da região, responsável por cerca de 23% do processamento global.

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Em contraste, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por níveis historicamente baixos de importação. Nos Estados Unidos, o processamento também recuou no período.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. A indústria enfrenta entraves como restrições às importações, mudanças em mecanismos como drawback e incertezas regulatórias, resultando em leve retração na moagem no início do ano.

Superávit global não elimina riscos

Para a safra 2025/26, a Hedgepoint Global Markets projeta um superávit global de aproximadamente 356 mil toneladas. O volume é ligeiramente inferior às estimativas anteriores, refletindo uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda.

Apesar do saldo positivo, o mercado segue altamente sensível. Pequenas mudanças nos fundamentos podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Clima entra no radar para próxima safra

O fator climático ganha relevância à medida que os principais países produtores entram em fases decisivas do ciclo produtivo. A transição entre a safra intermediária e o florescimento da safra principal 2026/27 eleva o nível de atenção do mercado.

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A possível intensificação do fenômeno El Niño é um dos principais pontos de risco. Projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e impactos irregulares na produção.

Historicamente, o El Niño não apresenta efeitos uniformes sobre o cacau, podendo gerar tanto perdas quanto recuperações posteriores, dependendo das condições regionais. Ainda assim, o fenômeno eleva o risco produtivo e exige monitoramento constante.

Perspectivas para o mercado

O cenário atual combina fundamentos mistos: superávit global, demanda enfraquecida em algumas regiões e riscos crescentes no campo climático e logístico.

Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à dinâmica global, com foco em custos, comportamento da demanda e evolução das condições climáticas, fatores que devem continuar determinando o rumo dos preços e da oferta nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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