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Ibovespa Cai com Realização de Lucros; Azul Enfrenta Queda Abrupta

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O Ibovespa apresentou uma queda nesta quinta-feira (29), refletindo o movimento de realização de lucros após ter alcançado novos recordes históricos na véspera. A desvalorização foi agravada pela queda abrupta de mais de 20% das ações da Azul, que anunciou a busca de alternativas para renegociar sua dívida. Além disso, Azzas 2154 viu uma queda de cerca de 4% após a troca de comando na unidade AR&Co, o que contribuiu para as perdas.

Às 11h10 (horário de Brasília), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,59%, situando-se em 136.536,13 pontos. Apesar da queda, o índice ainda se encaminha para o melhor desempenho mensal desde novembro do ano passado, com uma alta acumulada de quase 7% em agosto. O volume financeiro registrado na sessão era de 4,25 bilhões de reais.

Analistas do Itaú BBA destacam que, desde a mínima do mês em 5 de agosto (123.073 pontos), o Ibovespa tem apresentado uma recuperação acentuada, evoluindo para uma tendência de alta até atingir novos recordes históricos, como o patamar de 137.000 pontos. Eles atribuem esse movimento ao desempenho positivo dos mercados internacionais e ao ingresso de capital estrangeiro na bolsa em agosto.

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No entanto, os analistas também observam que os mercados dos Estados Unidos estão sinalizando uma realização de lucros, o que pode impactar os índices e criar novas disputas entre compradores e vendedores.

Em Wall Street, o S&P 500, um dos principais índices do mercado acionário norte-americano, avançava 0,49%, refletindo a repercussão dos resultados financeiros e previsões da Nvidia, além de dados econômicos dos EUA.

Destaques do Mercado

Azul PN caiu 23,31% após a Bloomberg News noticiar que a companhia aérea está considerando opções que vão desde uma oferta de ações até a apresentação de um pedido de recuperação judicial para lidar com suas obrigações de dívida. A Azul também estaria explorando uma possível combinação de negócios com a Gol para reduzir a dívida e melhorar as perspectivas de crescimento. Ações da Gol PN, que não fazem parte do Ibovespa, recuaram 5,5%.

AZZAS 2154 ON desvalorizou-se em 4,21% após anunciar a nomeação de Ruy Kameyama, atual conselheiro da empresa, como novo presidente-executivo da AR&Co. Kameyama substituirá Rony Meisler, que, junto com outros fundadores da Reserva, encerrará seu ciclo na AR&Co em dezembro de 2024.

Gerdau PN avançou 2,66% e Metalúrgica Gerdau PN subiu 2,32% após a controlada Gerdau Aços Longos levantar 1,77 bilhão de reais referentes a uma decisão judicial sobre a exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e Cofins.

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Vale ON teve um incremento de 0,76%, em meio a um desempenho misto dos contratos futuros de minério de ferro. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, subiu 0,53%, enquanto o contrato de referência na Bolsa de Cingapura recuou 0,42%.

Petrobras PN teve uma alta de 0,33%, mantendo-se em torno das máximas históricas. O aumento nos preços do petróleo no exterior, impulsionado por preocupações com o fornecimento da Líbia, ajudou a compensar uma redução menor do que o esperado nos estoques de petróleo cru dos EUA. O barril de Brent, referência para a Petrobras, subiu 2,52%.

Itaú Unibanco PN cedeu 0,29% após renovar sua máxima histórica na véspera. No setor bancário, os dados de crédito do Banco Central mostraram um avanço de 3,7% nas concessões de empréstimos no Brasil em julho. O Bradesco PN caiu 0,45%, o Santander Brasil UNIT perdeu 0,48%, enquanto o Banco do Brasil ON subiu 0,21%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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