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Ibovespa avança com impulso de Vale e exterior positivo

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O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, com o Ibovespa de volta ao patamar dos 125 mil pontos, seguindo movimento de alta nos mercados globais, enquanto as ações da Vale marcavam avanço de mais de 2% na esteira da recuperação do minério de ferro e divulgação de prévia operacional na véspera.

Às 10h53, o Ibovespa subia 0,33%, a 124.800,80 pontos. O volume financeiro somava 3,9 bilhões de reais.

O pregão também é marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, que avançava 0,61%, a 124.820 pontos. O vencimento seguinte, para 12 de junho, ganhava 0,49%, a 126.500 pontos.

Segundo o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, um dia “sem grandes novidades” após o discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, considerado em linha com as expectativas, levavam a uma manhã majoritariamente positiva para as bolsas no exterior.

Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos marcavam 4,6222% pela manhã, de 4,6570% na véspera, enquanto as bolsas norte-americanas abriram em alta.

Na visão do analista da Levante João Abdouni, as falas de Powell conseguiram acalmar o mercado, apesar da indigestão de terça-feira.

“O mercado se estressou um pouco com a expectativa de ter menos cortes de juros por parte do Fed em 2024, e hoje é um dia que se acalma, um movimento de reversão”, afirmou.

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No Brasil, agentes financeiros examinavam o indicador de atividade econômica do Banco Central, considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou avanço em fevereiro na comparação com o mês anterior.

Investidores também estarão atentos às participações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do BC, Roberto Campos Neto, previstas em diversos compromissos nos Estados Unidos ao longo do dia.

DESTAQUES
  • VALE ON subia 2,56%, a 63,01 reais, com a recuperação dos preços futuros do minério de ferro na Ásia, ajudados pela melhora no mercado de aço e pela expectativa de reabastecimento por parte das siderúrgicas antes de um feriado na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançou 4,25%, a 870 iuans (120,20 dólares) a tonelada. A Vale também reportou na véspera um aumento de 6,1% em sua produção de minério de ferro em prévia operacional do primeiro trimestre. As vendas, por sua vez, avançaram 14,7%, para 63,83 milhões de toneladas.
  • PETROBRAS PN subia 0,2%, a 39,57 reais, apesar de declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent era negociado em baixa de 0,91%. Na véspera, um desembargador anulou decisão anterior, de um tribunal inferior, que havia suspendido o presidente do conselho de administração da estatal, Pietro Sampaio Mendes, de suas funções.
  • ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,16%, a 31,62 reais, enquanto BRADESCO PN caía 0,14%, a 13,88 reais, em mais um dia de baixa para os papéis.
  • EMBRAER ON subia 1,42%, a 32,21 reais. A empresa de veículos aéreos urbanos de pouso e decolagem verticais (eVtols), Eve, anunciou nesta quarta-feira assinatura de acordo para venda de até 50 aeronaves para a japonesa AirX.
  • SABESP ON subia 0,55%, a 80,47 reais, após a companhia de saneamento informar ao mercado que firmou contratos financeiros derivativos visando reduzir sua exposição de dívida em moeda estrangeira no valor de 534 milhões de dólares, na esteira da recente oscilação do câmbio no mercado.
  • BIOMM ON, que não faz parte do Ibovespa, saltava 12,51%, a 12,5 reais, após assinar acordo para comercializar e distribuir o medicamento semaglutida no Brasil, para tratamento de diabetes, mas que tem sido amplamente utilizado por pessoas interessadas em reduzir peso. Segundo a Biomm, o medicamento é similar do Ozempic. O acordo, exclusivo, foi acertado com a indiana Biocon.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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