AGRONEGÓCIO

Ibovespa avança com dado dos EUA em meio a noticiário corporativo intenso

Publicado em

O Ibovespa avançava nesta terça-feira, encostando em 123 mil pontos, apoiado principalmente em dados de inflação nos Estados Unidos, que endossavam apostas de que o Federal Reserve pode ter encerrado o ciclo de alta de juros na maior economia do mundo.

Investidores da bolsa paulista também repercutiam uma nova bateria de resultados de empresas brasileiras e outras notícias corporativas nesta véspera de feriado no Brasil.

Às 11h30, o Ibovespa subia 1,92%, a 122.722,29 pontos. Na máxima, chegou a 122.919,39 pontos, maior patamar intradia desde 25 de julho. O volume financeiro somava 9 bilhões de reais.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável em outubro, após alta de 0,4% em setembro, divulgou o Departamento do Trabalho nesta terça-feira, enquanto economistas aguardavam variação positiva de 0,1%.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o CPI aumentou 0,2% em meio a custos mais altos de aluguel de moradias. O chamado núcleo do índice de preços ao consumidor havia aumentado 0,3% por dois meses.

Na visão do estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, o CPI continua mostrando uma evolução favorável, com as leituras do índice cheio e do núcleo ficando abaixo do esperado pelo mercado, o que reforça a ideia de que talvez tenhamos chegado ao teto do aumento de juros.

“Isso não quer dizer que o Fed possui espaço para cortar juros uma vez que o dado e seu núcleo ainda se encontram bem acima da meta estipulada pelo Fed, mas denota que o caminho, ou a trajetória inflacionaria parece benigna”, acrescentou.

Em Wall Street, os principais índices acionários em Nova York mostravam ganhos, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano recuavam após os dados.

Leia Também:  Agrodefesa intensifica alerta contra raiva dos herbívoros em regiões de divisa com MG e MS

Esse movimento dos Treasuries trazia alívio também à curva de DI no Brasil, o que beneficiava papéis sensíveis a juros. O índice de consumo da B3 avançava 3,59%, enquanto o índice do setor imobiliário subia 3,47%.

DESTAQUES

  • MAGAZINE LUIZA ON desabava 7,51%, a 1,60 reais, após reportar lucro líquido no terceiro trimestre com ajuda de créditos tributários, enquanto a receita líquida caiu. A companhia também disse que identificou incorreções em lançamentos contábeis de bonificações a fornecedores, levando à reapresentação de suas demonstrações financeiras. Em teleconferência sobre o balanço, executivos também afirmaram companhia não tem discussão ou necessidade de uma operação de aumento de capital.
  • LOCALIZA ON valorizava-se 8,25%, a 59,86 reais, após divulgar alta de 57% no lucro líquido do terceiro trimestre no comparativo anual, para 664,7 milhões de reais, com melhora na demanda de aluguel de carros e forte ritmo de crescimento em gestão de frotas.
  • AZUL PN subia 6,24%, a 16,35 reais, após registrar no terceiro trimestre resultado operacional medido pelo Ebitda de 1,55 bilhão de reais, bem acima dos 925,1 milhões apurados um ano antes, com alta de 12,3% na receita. A companhia aérea reduziu previsão para o Ebitda em 2023, mas elevou a de 2024, quando espera continuidade na força da demanda e um maior aumento no recebimento de aeronaves de última geração na frota.
  • ENEVA ON mostrava acréscimo de 5,87%, a 12,44 reais, tendo no radar balanço do terceiro trimestre com Ebitda ajustado de 903,1 milhões de reais, alta de 51,1% ano a ano.
  • CSN ON avançava 4,75%, a 13,24 reais, mesmo após a queda de 62% no lucro líquido do terceiro trimestre, para 90,8 milhões de reais. O Ebitda ajustado, contudo, aumentou 4%, para 2,8 bilhões de reais. CSN MINERAÇÃO ON, que também reportou balanço, com Ebitda ajustado de 1,99 bilhão de reais, subia 4,53%, a 6,46 reais.
  • NATURA&CO ON subia 4,17%, a 14,48 reais, após anunciar acordo vinculante para vender a rede de lojas de cosméticos The Body Shop por cerca de 254 milhões de dólares para a Aurelius Investment. A Natura&Co também reportou lucro líquido de 7 bilhões de reais no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de 560 milhões sofrido um ano antes, impulsionada pela conclusão da venda da marca Aesop no período.
  • JBS ON subia 0,33%, a 21,07 reais, mesmo lucro líquido de 572,7 milhões de reais entre julho e setembro, revertendo prejuízo visto nos dois trimestres anteriores, mas ainda distante do resultado expressivo obtido no mesmo período do ano passado. O presidente da companhia também disse que a listagem dupla das ações da companhia nos EUA deve demorar “um pouco mais”. Em teleconferência, executivos da companhia também afirmaram que a JBS enfrenta ventos contrários em bovinos nos EUA.
  • VALE ON subia 2,03%, a 72,85 reais, uma vez que os futuros de minério de ferro voltaram a subir nesta terça-feira, com o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, subindo 0,3%, a 965,5 iuans (132,39 dólares) por tonelada no fechamento.
  • PETROBRAS PN caía 0,22%, a 35,61 reais, acompanhando o viés mais comprador na bolsa, enquanto o barril de petróleo Brent mostrava acréscimo de 1,03%.
  • ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,40%, a 29,80 reais, com o segmento também contaminado pelo clima mais comprador no pregão. BTG PACTUAL UNIT ganhava 2,69%, a 34,41 reais.
Leia Também:  Ibovespa Oscila na Abertura com Queda de Sabesp e Suporte da Petrobras

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Leite longa vida dispara quase 14% e lidera pressão da inflação ao consumidor em maio, aponta FGV

Published

on

O leite longa vida voltou a pressionar o bolso do consumidor brasileiro e ganhou protagonismo nos indicadores econômicos de maio. De acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o produto acumulou alta de 13,85% no período e foi o principal responsável pela pressão inflacionária observada no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10).

O levantamento mostra que, apesar da forte elevação do leite no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) desacelerou em maio. Após avançar 0,88% em abril, o indicador registrou alta de 0,68% neste mês, refletindo a queda de preços em alguns itens importantes do consumo diário.

A disparada do leite chama atenção do setor agropecuário, especialmente da cadeia leiteira, que acompanha de perto o comportamento dos preços tanto no campo quanto no varejo. O alimento possui forte peso no orçamento das famílias brasileiras e qualquer oscilação costuma ter impacto direto nos índices de inflação.

Energia, combustíveis e gás também pressionaram inflação

Além do leite longa vida, outros itens contribuíram para elevar a inflação ao consumidor em maio. A energia elétrica residencial apresentou alta de 1,64%, enquanto o perfume avançou 6,64% no período.

Leia Também:  Aulas são retomadas nas 179 unidades de ensino da rede municipal de Cuiabá

Os combustíveis também tiveram influência no índice. A gasolina subiu 0,80%, enquanto o gás de botijão registrou elevação de 2,60%, aumentando os custos para consumidores e produtores rurais.

No agronegócio, o comportamento dos combustíveis e da energia elétrica possui impacto estratégico sobre os custos operacionais. O diesel afeta diretamente o transporte de insumos, o escoamento da produção e a logística no campo. Já a energia elétrica pesa sobre sistemas de irrigação, refrigeração, armazenagem e ordenha mecanizada, especialmente na pecuária leiteira.

O avanço desses custos ocorre em um momento de atenção do setor produtivo em relação às margens operacionais, principalmente em atividades de maior consumo energético.

Café, etanol e transporte urbano registraram queda

Na contramão da alta do leite, alguns produtos apresentaram retração nos preços e ajudaram a conter um avanço mais forte da inflação em maio.

Segundo a FGV, a tarifa de ônibus urbano caiu 1,20%, enquanto o café em pó ficou 2,37% mais barato. O etanol também registrou queda relevante, com retração de 1,76% no período.

A maçã apresentou baixa de 4,59%, e os aparelhos telefônicos celulares tiveram redução média de 0,84%.

Leia Também:  Mercado Financeiro: Ibovespa inicia o dia com estabilidade e ausência de direção externa

A queda do etanol é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, já que o combustível possui importância estratégica nas operações logísticas e no transporte diário, especialmente em regiões com forte presença de veículos flex.

Mercado do leite segue no radar do agronegócio

O comportamento do leite longa vida reforça a sensibilidade do alimento dentro da economia brasileira. Oscilações nos preços da cadeia leiteira impactam diretamente consumidores, varejo, indústria e produtores rurais.

Para o agronegócio, acompanhar os indicadores da inflação e os movimentos do mercado de alimentos se tornou essencial para avaliar tendências de consumo, custos de produção e perspectivas de rentabilidade nos próximos meses.

Os números divulgados pela FGV mostram que o leite permanece entre os produtos mais relevantes na composição dos índices econômicos nacionais, mantendo o setor leiteiro no centro das atenções do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA