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Hural Dynamics lança serviço de locação de robôs pulverizadores elétricos e autônomos para agricultura

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A Hural Dynamics, empresa paranaense especializada em sistemas autônomos para máquinas agrícolas, anunciou o lançamento comercial de seus robôs pulverizadores 100% elétricos e autônomos no modelo Farming as a Service (FaaS). A solução permite que produtores rurais acessem a tecnologia de ponta por meio de aluguel, eliminando a necessidade de investimento inicial elevado e ampliando o acesso à automação no campo.

Modelo FaaS revoluciona a agricultura

O Farming as a Service da Hural Dynamics oferece uma abordagem inovadora: em vez de adquirir os equipamentos, os produtores pagam apenas pelo uso efetivo dos robôs pulverizadores.

Segundo o CEO da Hural Dynamics, Michell Jabur,

“Estamos democratizando o acesso à tecnologia de pulverização autônoma. O modelo FaaS remove barreiras financeiras, permitindo que os produtores concentrem seus recursos no que realmente importa: a produção.”

A solução atende propriedades de diferentes portes, desde pequenas fazendas até grandes plantações, tornando a automação agrícola mais acessível em todo o Brasil.

Tecnologia avançada e sustentável

Os robôs da Hural Dynamics combinam inteligência artificial, sensores de última geração e GPS de precisão, permitindo operação totalmente autônoma e aplicação de defensivos com precisão milimétrica. Entre os benefícios estão:

  • Redução de até 80% no consumo de defensivos
  • Otimização da eficiência hídrica
  • Operação 24 horas por dia, ampliando a janela de aplicação
  • Diminuição de custos operacionais e aumento da produtividade
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De acordo com Jabur, a tecnologia chega em um momento estratégico para o Brasil, que é o quarto maior mercado mundial de equipamentos agrícolas, com crescente demanda por soluções sustentáveis.

“Nossa tecnologia promove uma agricultura mais eficiente e sustentável, e o modelo FaaS acelera a adoção dessas práticas em todo o país”, afirma o CEO.

Disponibilidade e expansão do serviço

O serviço está inicialmente disponível nas regiões Sul e Sudeste, com planos de expansão para Centro-Oeste e Nordeste ao longo de 2025. A Hural Dynamics projeta atender mais de 100 propriedades até o final de 2026.

O aluguel dos robôs pode ser feito de diferentes formas: por safra, por hectare tratado ou por período determinado. A empresa também oferece suporte técnico completo, manutenção preventiva e treinamento das equipes das propriedades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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