AGRONEGÓCIO

Hub MG Agro conecta produtores a soluções tecnológicas e abre nova rodada de propostas até 31 de maio

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Empresas e produtores rurais interessados em incorporar tecnologia aos seus negócios têm até o dia 31 de maio para apresentar propostas ao Ciclo de Inovação Aberta do Programa Hub MG Agro. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceria com a Emater-MG, Epamig e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), busca aproximar o setor produtivo de startups, empresas de base tecnológica e centros de pesquisa voltados à inovação no agronegócio.

“O momento é ideal para que produtores rurais, além de médias e grandes empresas do agronegócio mineiro, compartilhem suas demandas. Assim, poderemos conectá-los a soluções tecnológicas desenvolvidas por empresas especializadas em inovação”, destaca Rebeca Caroline Gonçalves de Souza, assessora técnica da Seapa.

Caso de sucesso: suinocultura mineira

Um dos exemplos mais relevantes já viabilizados pelo programa ocorreu na suinocultura, setor em que Minas Gerais se destaca nacionalmente. Com um plantel de 5,4 milhões de suínos, o estado ocupa a quarta posição no ranking nacional e exporta carne suína para 21 países, o que gerou US$ 59,4 milhões em receitas e 29 mil toneladas comercializadas apenas em 2023.

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O desafio partiu da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), que buscava tecnologias para medir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o sequestro de carbono, além de um modelo eficiente para comercializar créditos de carbono gerados pelas propriedades.

Segundo Rebeca Souza, apesar do avanço do setor com a adoção de biodigestores — que reduzem emissões e produzem energia limpa e adubo orgânico —, a mensuração precisa dos resultados ainda era uma barreira, impedindo o acesso a novos mercados e fontes de receita.

A solução veio da empresa GXP Tecnologia, que teve sua proposta selecionada entre sete apresentadas durante o ciclo. A expectativa é que, ao longo de dez anos, os primeiros produtores que aderirem ao projeto possam gerar até R$ 84 milhões em créditos de carbono. Cada produtor poderá alcançar uma receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. A startup também deverá ser beneficiada, com previsão de faturamento anual entre R$ 7 milhões e R$ 12 milhões.

“Este projeto representa não apenas uma nova fonte de renda para os suinocultores, como também reforça o compromisso ambiental do setor, alinhando a produção mineira às exigências de sustentabilidade do mercado atual. Esperamos que mais desafios sejam submetidos ao programa para que novas soluções possam beneficiar a cadeia produtiva”, afirma Rebeca.

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Parcerias estratégicas

O Ciclo de Inovação Aberta integra o Hub MG Agro, uma iniciativa da Seapa que conta com a colaboração de importantes instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como o tecnoPARQ da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Sistema Faemg, a Novo Agro Ventures, e os núcleos de inovação das Universidades Federais de Itajubá (Unifei) e de Alfenas (Unifal).

A proposta do programa é impulsionar a modernização do agronegócio mineiro, promovendo um ambiente de inovação aberta onde demandas reais do campo encontram soluções práticas e escaláveis, contribuindo para a sustentabilidade, produtividade e competitividade do setor.

Programa Hub MG Agro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acamamento no arroz: como evitar perdas e aumentar a produtividade com manejo correto na lavoura

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O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, segue entre os principais fatores de perda de produtividade na cultura. Além de reduzir o rendimento por área, o problema também afeta a qualidade dos grãos e dificulta a colheita mecanizada, elevando custos operacionais.

De acordo com especialistas, a prevenção depende de um conjunto de práticas de manejo que vão desde a escolha da cultivar até o controle de irrigação, adubação e densidade de plantas ao longo do ciclo produtivo.

Acamamento no arroz ocorre com mais frequência no enchimento de grãos

O problema é mais comum durante a fase de enchimento dos grãos, quando as panículas estão mais pesadas. Nesse estágio, a combinação de fatores agrava o risco de tombamento, como:

  • ventos fortes;
  • chuvas intensas;
  • excesso de nitrogênio;
  • colmos frágeis;
  • solos encharcados.

Quando ocorre, o acamamento provoca perdas diretas de produtividade e aumenta o risco de deterioração dos grãos.

Impactos do acamamento vão além da produtividade

Além da redução no rendimento, o acamamento compromete toda a operação de colheita e pós-colheita. Entre os principais impactos estão:

  • aumento das perdas na colheita mecanizada;
  • maior consumo de combustível das máquinas;
  • elevação da umidade dos grãos colhidos;
  • redução da qualidade industrial;
  • maior incidência de doenças na base das plantas.

Esses fatores tornam o manejo preventivo ainda mais importante para garantir eficiência produtiva.

Escolha da cultivar é ponto de partida para evitar o problema

O planejamento da lavoura é considerado o primeiro passo no controle do acamamento. A escolha de cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos e resistentes, reduz significativamente a suscetibilidade ao tombamento.

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A recomendação técnica também inclui atenção à resposta de cada cultivar à fertilização nitrogenada e à densidade de semeadura, especialmente em áreas de alta fertilidade.

Densidade de semeadura influencia resistência das plantas

A população de plantas é outro fator determinante. Semear acima do recomendado pode aumentar a competição por luz e nutrientes, favorecendo:

  • estiolamento das plantas;
  • colmos mais finos e frágeis;
  • maior risco de acamamento.

O uso de sementes de alto vigor é indicado para garantir estande uniforme, reduzindo a necessidade de adensamento excessivo.

Adubação nitrogenada exige equilíbrio para evitar crescimento excessivo

O manejo do nitrogênio é um dos pontos mais sensíveis no controle do acamamento. O excesso de aplicação, especialmente em cobertura tardia, estimula crescimento vegetativo exagerado, aumentando a altura das plantas e reduzindo sua resistência estrutural.

O equilíbrio entre nutrientes também é essencial, principalmente entre:

  • nitrogênio (N);
  • potássio (K);
  • silício (Si).

Esse balanço contribui diretamente para a firmeza dos colmos e a sustentação da planta.

Manejo da irrigação influencia diretamente a estabilidade da lavoura

No arroz irrigado, o controle da lâmina de água tem papel decisivo na prevenção do acamamento. Níveis excessivos e prolongados podem:

  • estimular alongamento da parte aérea;
  • enfraquecer o sistema radicular;
  • aumentar a vulnerabilidade ao tombamento.
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O ajuste da irrigação conforme o estágio fenológico da cultura ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e sustentação das plantas.

Reguladores de crescimento devem ser usados com critério técnico

O uso de reguladores de crescimento pode ser uma ferramenta complementar no manejo do arroz, contribuindo para plantas mais baixas e colmos mais curtos.

No entanto, o uso deve ser criterioso e sempre baseado em recomendação técnica, já que aplicações fora do momento adequado podem:

  • prejudicar o enchimento dos grãos;
  • reduzir o potencial produtivo;
  • gerar efeitos indesejados na lavoura.
Manejo integrado é essencial para reduzir riscos

O controle do acamamento não depende de uma única prática, mas da combinação de diferentes fatores de manejo. Entre eles:

  • controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças;
  • conservação da estrutura física do solo;
  • desenvolvimento adequado do sistema radicular;
  • monitoramento constante da lavoura.

O acompanhamento técnico ao longo do ciclo permite ajustes mais precisos e reduz riscos de perdas.

Conclusão

Segundo orientações técnicas, a redução do acamamento no arroz depende de uma estratégia integrada que envolve escolha adequada da cultivar, população equilibrada de plantas, adubação bem planejada, manejo correto da irrigação e monitoramento contínuo da lavoura.

O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é fundamental para garantir decisões mais seguras, alinhadas às recomendações técnicas e ao potencial produtivo da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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