AGRONEGÓCIO

Hub Conecta Day integra programação da SIC 2023

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) promove o Hub Conecta Day SIC 2023, na sexta-feira (10/11), a partir das 9h. O evento integra a programação da Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 8 a 10 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte. As inscrições são gratuitas e as startups interessadas podem realizá-las neste link.

Durante a 11ª edição da SIC, o Governo de Minas e o Sistema Estadual da Agricultura, formado pelas vinculadas Emater-MG, Epamig e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), disponibilizam também um plantão técnico em estande próprio para esclarecer dúvidas dos produtores e apresentar as políticas públicas para o setor.

O Hub Conecta Day consiste na realização de rodadas de negócios entre médias e grandes empresas e empreendedores capazes de encontrar soluções inovadoras e sustentáveis para desafios do setor. A cada rápido encontro, as startups têm a chance de apresentar suas tecnologias para potenciais clientes do agronegócio de forma individualizada. Por fim, há um momento de discussões e networking.

“É bastante provável que a iniciativa resulte na criação de oportunidades e incentive a colaboração em busca de sustentabilidade, otimização da produção e valor agregado no setor cafeeiro”, comenta o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Feliciano Nogueira de Oliveira.

O Hub é parte da vertente Agro do Programa Hub MG, que incentiva empresários, cooperativas, associações e produtores rurais a modernizarem suas atividades. A inclusão na SIC tem como objetivo fomentar um ecossistema de inovação para o desenvolvimento de empresas que se dedicam à produção de café, visando a geração de renda e empregos no segmento.

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A realização conta com a parceria do Sistema Faemg Senar, do NovoAgro Ventures, do TecnoParq da UFV, das universidades federal de Alfenas (Unifal) e de Itajubá (Unifei) e das instituições vinculadas à Seapa, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

SIC

A 11ª edição da SIC é realizada pelo Governo de Minas, em parceria com o Sistema Faemg Senar, o Sebrae Minas e a Espresso&CO, e acontece na capital mineira desde 2013, gerando oportunidades para toda a cadeia de produção de café no Brasil.

A previsão dos organizadores é de que mais de 20 mil pessoas, de aproximadamente 40 países, participem do evento que, em 2023, traz o tema “Origens produtoras: uma visão de futuro para uma nova cadeia do café”, em referência ao atual cenário global do produto, considerados as práticas produtivas e o consumo sustentáveis nos seus diversos ramos.

Focada especialmente nas transações B2B (ou seja, negócios entre empresas), a semana recebe desde produtores rurais até representantes de empresas atuantes nas variadas etapas da cadeia, como seleção, processamento e embalagem. Participam grandes e pequenos empresários, incluindo aqueles que ainda estão se preparando para abrir suas cafeterias.

A programação compreende ainda palestras, workshops, degustações, cursos e competições. Entre os destaques estão o concurso Coffee of the Year Brasil 2023, que premia os melhores cafés brasileiros da nova safra, o Encontro Mineiro das Cooperativas de Café e o Campeonato Brasileiro de Barista, cujo campeão representará o Brasil no mundial em 2024.

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A SIC é gratuita para produtores, empresas da área e visitantes internacionais. Pessoas físicas brasileiras devem adquirir o ingresso, que custa R$ 60 pelos três dias. A lista completa de atividades a serem realizadas está disponível aqui. https://semanainternacionaldocafe.com.br/event/sic-2023/schedule

Cafeicultura em Minas

Minas Gerais é o maior produtor de café do país, com aproximadamente metade da produção nacional. Em 2022, foram produzidas cerca de 27,5 milhões de sacas no estado. Para 2023, estão previstas 28,3 milhões de sacas. A área produtiva equivale a 1,1 milhão de hectares, o que corresponde a 58% do total no Brasil.

Principal item da pauta exportadora do agro mineiro, o café registrou um faturamento de US$ 3,8 bilhões, com o embarque de 17 milhões de sacas, entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os maiores compradores estrangeiros do produto mineiro no período foram: Estados Unidos (US$ 664 milhões), Alemanha (US$ 577 milhões), Itália (US$ 346 milhões), Japão (US$ 278 milhões) e Bélgica (US$ 247 milhões).

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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