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Hospital São Benedito amplia produção cirúrgica e avança na oferta de atendimentos especializados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem promovendo um amplo processo de fortalecimento do Hospital Municipal São Benedito, com reorganização dos serviços, retomada de cirurgias eletivas, ampliação da oferta de procedimentos especializados e investimentos importantes em infraestrutura e tecnologia. Como resultado desse trabalho, ao longo de 2025 a unidade realizou centenas de atendimentos cirúrgicos e exames especializados, reforçando seu papel estratégico dentro da rede municipal de saúde.

A unidade voltou a ocupar posição de destaque na assistência especializada, ampliando o acesso da população a atendimentos nas áreas de urologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral e cirurgia torácica, além da realização de exames diagnósticos fundamentais para a detecção precoce de doenças.

Entre os procedimentos realizados em 2025, o hospital contabilizou, por exemplo, quase 200 cirurgias de otorrinolaringologia, cerca de 190 cirurgias urológicas e gerais, além de dezenas de cirurgias torácicas, bem como a realização de centenas de biópsias em áreas como pele, mama, próstata e tireoide, fortalecendo o diagnóstico precoce de doenças.

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Entre as principais frentes de atuação estão as ações voltadas à saúde do homem, com intensificação de consultas especializadas, exames preventivos e ampliação da oferta de procedimentos cirúrgicos, como vasectomias, cirurgias urológicas, postectomias, correções de hidrocele e varicocele, além de cirurgias de próstata e biópsias guiadas por ultrassom.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destaca que o trabalho teve como foco reorganizar o hospital e ampliar gradativamente o acesso da população aos serviços especializados.

“Nosso objetivo foi fortalecer o Hospital São Benedito, reorganizar os fluxos, retomar serviços importantes e ampliar a oferta de procedimentos para a população. Esse é um trabalho contínuo, que vem consolidando o hospital como uma unidade estratégica dentro da rede municipal”, afirmou.

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago, ressalta que os avanços são resultados do esforço conjunto das equipes e do planejamento da gestão.

“Conseguimos avançar na reorganização da unidade, fortalecer as equipes, retomar atendimentos importantes e ampliar os serviços oferecidos à população. O Hospital São Benedito hoje está mais estruturado e preparado para seguir avançando”, pontuou.

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Além do fortalecimento assistencial, o hospital também passa por um processo de modernização do seu parque tecnológico. Entre os principais investimentos estão a instalação de uma ressonância magnética de 3 Tesla, que amplia a capacidade de atendimento e aumenta a precisão dos diagnósticos, e a chegada de um novo tomógrafo de 64 canais, que vai garantir mais agilidade na emissão de laudos e ampliar a oferta de exames.

Os atendimentos seguem normalmente no Hospital Municipal São Benedito. Pacientes podem procurar o ambulatório da unidade para agendar consultas, exames e cirurgias.

Com essas ações, a Prefeitura de Cuiabá reafirma seu compromisso com o fortalecimento da rede pública de saúde, a ampliação do acesso aos serviços especializados e o investimento contínuo em prevenção, diagnóstico e tratamento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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