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Hinove Aumenta Produção de Fertilizantes em 50% e Inova em Sustentabilidade

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Há 13 anos, a Hinove, sediada em Araraquara e com unidades produtivas em Registro, Guará (SP) e Rio Brilhante (MS), tem sido pioneira na fabricação de fertilizantes especiais. Investindo constantemente em tecnologia e pesquisa e desenvolvimento (P&D), a empresa lançou neste ano a linha Hiphos Tropical, a primeira linha de fertilizantes fosfatados adaptados para clima e solos tropicais.

Esses fertilizantes, além de aumentarem a produtividade agronômica, destacam-se por serem os únicos no mundo a serem produzidos sem gerar resíduos ou rejeitos durante o processo de fabricação. Em comparação com as commodities que substituem, que geram entre 10 e 15 toneladas de resíduos para cada tonelada produzida, os produtos da Hinove representam um avanço significativo em termos de sustentabilidade.

No período entre o final de 2022 e o início de 2024, a empresa captou cerca de R$ 250 milhões, por meio de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 100 milhões, emissão de debêntures de R$ 70 milhões e uma linha de crédito estruturado de R$ 90 milhões no Banco do Brasil, além de estabelecer um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC) com um patrimônio líquido atual de cerca de R$ 90 milhões.

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Roberto Martins, Cofundador e Presidente do Conselho da Hinove, prevê um crescimento significativo para a empresa, com um volume de vendas estimado em 450 mil toneladas entre fertilizantes sólidos e líquidos (NPK) para este ano, representando um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Ele destaca ainda que a empresa tem potencial para triplicar sua produção.

Com mais de 100 fórmulas produzidas em suas unidades e uma base de 1.150 clientes em todo o Brasil, entre vendas diretas e por meio de revendas/cooperativas, a Hinove projeta alcançar um faturamento próximo a R$ 1 bilhão neste ano.

Além de seu compromisso com a inovação e o crescimento econômico, a Hinove demonstra preocupação com questões ambientais, sociais e de governança (ESG). A empresa não apenas produz o único fertilizante fosfatado ambientalmente sustentável do mundo em sua unidade de Registro, mas também utiliza resíduos de outras indústrias (produtoras de ácido fosfórico) e rocha fosfática nacional como matéria-prima, contribuindo para a redução da dependência do Brasil na importação de fertilizantes.

A Hinove é a única empresa em seu segmento a possuir a Certificação SGI, com certificações nos Sistemas de Gestão Integrada: ISO 9001 (qualidade), 14001 (meio ambiente) e 45001 (responsabilidade social), demonstrando seu compromisso com altos padrões de qualidade e responsabilidade corporativa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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