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Hereford e Braford ampliam visibilidade nacional com programas e parcerias em 2023

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Em um ano de desafios na pecuária brasileira, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) encerra 2023 com um saldo positivo em relação à divulgação e visibilidade das raças em território nacional. Crescimento dos seus programas e novas parcerias também foram destaques ao longo do ano, segundo a entidade.

Nas exposições os números foram expressivos. Na Nacional Hereford e Braford, ocorrida em Bagé (RS), no mês de maio, foram 455 animais concorrendo a prêmios. Já na Expointer, em Esteio (RS), foram 320 exemplares, sendo a maior associação com participação no Parque Assis Brasil este ano. “Tivemos nossa Exposição Nacional, Expointer e diversas exposições pelo interior com muito sucesso e números crescentes nas suas inscrições e também em presença de público”, destaca o presidente da ABHB, Eduardo Soares.

E não foram apenas nas pistas de julgamento que as raças Hereford e Braford surpreenderam positivamente. Apesar da oscilação do mercado, a busca por genética de qualidade das raças Hereford e Braford foi muito procurada na temporada de remates. Ao todo 44 remates foram oficializados pela ABHB, somando um faturamento recorde de mais de R$ 42 milhões.

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O dirigente também ressalta os demais programas da entidade que alcançaram crescimento ao longo de 2023. “O setor de registro genealógico apresentou um crescimento importante, com crescente expansão para outro estados e novos sócios através da nova categoria de Sócio Incentivo. Já o programa oficial de avaliação genética, o PampaPlus, mais uma vez, atingiu recorde nas suas avaliações. E, por fim, o nosso programa de carne está, cada vez mais, consistente, com números importantes de certificação, o que, consequentemente, fideliza a marca Carne Hereford ao mercado consumidor, tanto nos estabelecimentos que vende a nossa carne, como nos restaurantes parceiros da associação”, salienta.

Na Carne Hereford, três dos destaques foram, a parceria com o restaurante L’Entrecot D’Olivier, do chef Olivier Anquier, em São Paulo (SP), o novo parceiro do programa na certificação, Frigorífico Argus, de São José dos Pinhais (PR), e também o Restaurante Los Pampas 520, de Bento Gonçalves (RS). Além disso, outro momento importante foi a parceria com Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), em diversos eventos, como a Peleia Gastronômica junto às classificatórias, o Bocal de Ouro e a Final do Freio de Ouro.

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“Esperamos que para o ano de 2024 os criadores continuem apoiando e participando, com essa força de seleção e produção de genética de qualidade, e a associação com esse crescimento da promoção das raças Hereford e Braford para o Brasil inteiro”, conclui Soares.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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