AGRONEGÓCIO

hEDGEpoint atualiza safra de cana, açúcar e etanol do Centro-Sul para 615M ton

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“Antes de discutir nossos números mais recentes, é importante falar sobre nossa metodologia. Para melhor estimar o volume de cana, atualizamos nossas expectativas de crescimento de área, produtividade e qualidade da cana, considerando as principais fontes do mercado, como Unica, MAPA e Conab, bem como o clima observado, medições de NDVI e tendências históricas”, explica.

E prossegue: “A partir da disponibilidade de cana, obtemos a produção de açúcar. Primeiro, as usinas conseguirão moer? A precipitação pode levar à perda de dias e retardar a moagem. A segunda etapa é entender o problema de otimização das usinas: açúcar ou etanol? O mix de açúcar é definido dependendo de qual subproduto é mais vantajoso”.

“Com relação à safra 23/24, os últimos resultados cumulativos de produtividade informados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) sugerem que a região pode atingir mais de 655 milhões de toneladas de cana e produzir 42,4 milhões de toneladas de açúcar. O índice atingiu 87,5 t/ha, um crescimento impressionante em comparação com os 77,2 t/ha da última temporada. A moagem de toda a disponibilidade, 655Mt, leva a um aumento no volume de ambos os subprodutos: açúcar e etanol”, observa a analista.

Os níveis mais baixos de precipitação desempenharam um papel fundamental na produção de açúcar que já atingiu o volume recorde de 42,15 milhões de toneladas, marcando um aumento substancial de 25,6% em relação ao ano anterior e de 10,3% em comparação com a temporada 20/21 até meados de fevereiro.

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De acordo com Lívea, “embora haja otimismo de que a região Centro-Sul possa ultrapassar a marca de 650 milhões de toneladas até o final da temporada 23/24, há preocupações crescentes em relação às perspectivas para 24/25. A diminuição da precipitação nas principais regiões produtoras de cana sugere que o TCH poderá sofrer uma correção mais acentuada do que a prevista inicialmente”.

Safra 24/25

A dificuldade em estimar a produção do Centro Sul se baseia no fato de que as chuvas foram bastante irregulares e dispersas por toda a região. Enquanto Ribeirão Preto, responsável por cerca de 14% da produção total de cana do Brasil, recebeu precipitação bem abaixo da média e permanece no limite inferior dos valores históricos, São José do Rio Preto está perto da média – assim como muitas outras microrregiões.

“Acreditamos que é prematuro prever uma grande redução na safra, mas a seca de dezembro e janeiro não pode ser ignorada. Como resultado, ajustamos nossas expectativas de cana para baixo, de 620 milhões de toneladas para 615 milhões de toneladas”, afirma.

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É importante observar que ainda há tempo para a cana amadurecer, e as usinas têm sobras da temporada 23/24 para começar. Além disso, a idade média da cana é menor do que nos anos anteriores. Há potencial de alta se as condições climáticas melhorarem nos próximos dias, mas também há a possibilidade de baixa se o clima não cooperar. Em última análise, o mercado é fortemente influenciado pelas condições climáticas.

“Apesar de revisarmos nossas expectativas de cana para baixo, uma tendência consistente do mercado, reforçada por observações diárias, levou a um ligeiro aumento em nossas estimativas de produção de açúcar de 41,8 milhões de toneladas para 41,9 milhões de toneladas: um aumento atribuído a um mix de açúcar mais elevado”, destaca.

Vale ressaltar que a região Centro Sul tem mantido consistentemente níveis elevados de mix de açúcar, superando os recordes em 23/24. Considerando os investimentos reportados na cristalização, não seria surpreendente se a região ultrapassasse a marca de 51% e chegasse a 51,5%.

Portanto, apesar de uma modesta redução nas estimativas de cana, o Centro Sul continua a contribuir para o sentimento de baixa, compensando grande parte da ausência observada do Hemisfério Norte.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil abre 13 novos mercados para produtos agropecuários e amplia oportunidades de exportação

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O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional com a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais. A ampliação do acesso comercial foi confirmada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com parceiros estratégicos em diferentes regiões do mundo.

As novas autorizações contemplam países da América do Sul, América Central, África e também a União Econômica Eurasiática (UEE), ampliando a presença dos produtos brasileiros em mercados de elevado potencial de consumo.

Novos destinos ampliam diversidade da pauta exportadora

Entre os países que abriram seus mercados para produtos brasileiros estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e a União Econômica Eurasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.

As autorizações abrangem uma ampla variedade de produtos agropecuários, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão:

  • Material genético bovino para El Salvador e Honduras;
  • Castanha de caju para a União Econômica Eurasiática;
  • Milho pipoca para Equador e República Dominicana;
  • Ovos férteis para a Nigéria;
  • Couro bovino salgado para a Bolívia;
  • Mudas de cana-de-açúcar para Honduras;
  • Sementes de coco para a Guiana;
  • Sementes de mamona para o Paraguai;
  • Sementes de maracujá para a Venezuela;
  • Sementes de pimenta habanero para a Nicarágua;
  • Farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia;
  • Sêmen de pacu-caranha para a Argentina.
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União Econômica Eurasiática ganha relevância para o agro brasileiro

Entre as novas aberturas, a autorização para exportação de castanha de caju à União Econômica Eurasiática chama atenção pelo potencial comercial do bloco.

Segundo o governo brasileiro, os países integrantes da UEE importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Atualmente, soja, carnes e café estão entre os principais itens exportados para essa região.

A ampliação da pauta comercial fortalece a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e reduz a dependência de mercados tradicionais.

Agronegócio alcança 639 aberturas de mercado desde 2023

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro atingiu a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023, resultado do trabalho conjunto entre o Mapa e o Itamaraty para ampliar a presença dos produtos nacionais no comércio global.

A expectativa é que os produtores e exportadores dos segmentos contemplados iniciem as operações comerciais nos novos mercados nos próximos meses, ampliando receitas, fortalecendo a competitividade do setor e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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