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Hedgepoint atualiza safra brasileira de café 24/25 para 63,3M de sacas, recuo de 4,4%

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A colheita brasileira de 24/25 já está em 92%, com os trabalhos de campo do robusta praticamente concluídos (99%), enquanto 88% do arábica foi colhido até esta semana. No entanto, à medida que a colheita se aproxima do fim, confirmam-se as perspectivas de uma temporada menor.

A safra brasileira de café 24/25 está chegando ao fim: até a última terça-feira (30), 92% da safra foi colhida, acima da média de cinco anos de 89%, segundo dados da Safras & Mercado. De acordo com Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint Global Markets, “os trabalhos de campo para o robusta foram praticamente finalizados (99%), enquanto 88% do arábica foi colhido até esta semana. Para ambas as variedades, o ritmo de colheita foi superior aos ciclos anteriores, favorecido pelas condições climatéricas mais secas”.

“No entanto, as condições climáticas adversas no final de 2023 e no início de 2024 afetaram a produção total da safra. Embora se tenha verificado alguma melhora desde o início da colheita, 24/25 teve grãos predominantemente menores do que nas outras temporadas, o que afetou o rendimento no processamento”, diz.

Também foi relatado que temperaturas médias mais altas levaram a uma maturação desigual e fizeram com que parte dos grãos ficassem maduros rápido demais e caíssem no chão, levando a uma maior porcentagem de café varrição. Por outro lado, condições climáticas mais secas ajudaram a obter melhor qualidade de bebida, inclusive no café varrição.

“A queda do rendimento no processamento também nos levou a rever nossas previsões para baixo: nossas estimativas para 24/25 são de uma produção de 63,3 M de sacas, abaixo de nosso número anterior de 66 M de sacas e 4,4% menor que 23/24. A produção de arábica deve finalizar 1,1% inferior que 23/24, com 43,2 M de sacas, em comparação com 44,7 M estimados anteriormente para esta temporada. Quanto ao robusta, nossa expetativa é de uma produção de 20,1 M de sacas (contra 21 M de sacas estimadas anteriormente), uma queda de 10,6% em relação a 23/24”, afirma a analista.

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“É importante salientar que esperamos algumas alterações na demanda em 24/25. A demanda doméstica por arábica pode atingir seu nível mais alto desde 16/17, impulsionada pelo aumento do uso da variedade no mix doméstico. Desde o final de 2023, os preços do robusta aumentaram fortemente e o diferencial entre as duas variedades diminuiu, especialmente para as qualidades inferiores utilizadas no mix nacional. O diferencial entre o arábica 600 defeitos e o robusta/conilon 7/8 chegou a atingir valores negativos, o que significa que este último estava sendo negociado a preços mais elevados do que o arábica, incentivando a mudança de mix nos últimos meses”, explica.

Diante desse cenário e dos atrativos diferenciais FOB do robusta neste ano, esperamos também maiores exportações para a variedade em 24/25. Os dados do Cecafé já mostram que as exportações acumuladas de robusta verde até junho de 2024 atingiram 4,2 M de sacas, mais de cinco vezes mais do que no mesmo período de 2023 e bem acima dos níveis dos anos anteriores. O grão brasileiro tem sido muito procurado desde o final de 2023, devido à diminuição da oferta do Vietnã e da Indonésia.

Embora se espere um aumento das exportações da Indonésia em 2024 devido a maior disponibilidade, a produção de 24/25 do Vietnã ainda poderá ser menor. Assim, nossas expectativas são de que o conilon brasileiro terá boa demanda nesta temporada, compensando a queda do Sudeste Asiático, e que o total das exportações de 24/25 terminará em 11,1 M de sacas.

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“Um ponto importante é que a redução da safra brasileira reforça o cenário de um déficit global em 24/25, apesar de dados recentes sugerirem que a demanda global em destinos como a Europa e o Japão está mostrando sinais de enfraquecimento, devido aos altos preços atuais. Considerando que uma queda de 0,8% na demanda em 24/25 ainda levaria a um déficit próximo de 4 milhões de sacas, isso poderia se traduzir em apoio aos preços no médio prazo, embora devamos monitorar de perto o possível impacto dos preços na demanda global nos próximos meses”, conclui.

Em resumo, a colheita brasileira de 24/25 está a chegar ao fim. No entanto, as estimativas de produção foram reduzidas em relação aos números anteriores, devido ao menor rendimento no processamento dos grãos. Nossos números agora indicam uma produção total de 63,3 M de sacas, uma queda de 4,4% em relação a 23/24. A procura interna deverá registar algumas alterações, com um aumento da demanda de arábica no mix nacional, devido à redução do diferencial de preços entre o arábica e o conilon nos últimos meses, especialmente nas qualidades inferiores.

Em termos de exportações, esperamos ver um aumento no arábica e, especialmente, no conilon, dada a maior demanda por grãos brasileiros e a menor oferta no Sudeste Asiático. Por outro lado, em termos de balanço global, podemos estar caminhando para um quarto ano de déficit. Embora a demanda possa ser afetada em 24/25 devido aos altos preços atuais, espera-se que a oferta permaneça limitada devido a menores rendimentos no Brasil e no Vietnã.

Fonte: Hedgepoint Global Markets 

Fonte: Portal do Agronegócio

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Congresso reúne cadeia do algodão após safra recorde de 4,14 milhões de toneladas

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O Brasil chega ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão com a maior produção de pluma de sua história e posição de liderança no comércio mundial. Entre os dias 22 e 24 de setembro, produtores, pesquisadores, consultores, exportadores e representantes da indústria estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, para discutir como transformar esse crescimento em rentabilidade, qualidade e novos mercados.

A Companhia Nacional de Abastecimento estima que a safra 2025/26 alcance 4,14 milhões de toneladas de pluma, alta de 1,5% sobre o ciclo anterior. O recorde foi obtido mesmo com redução de 3,2% na área cultivada, resultado do aumento de 4,9% na produtividade média das lavouras.

Os números mostram que a cotonicultura conseguiu produzir mais em uma área menor, mas o avanço físico não elimina os desafios econômicos. Custos elevados, preços internacionais pressionados, necessidade de controle fitossanitário, qualidade da fibra, logística e exigências de rastreabilidade continuam influenciando a margem dos produtores.

É nesse ambiente que o congresso deverá concentrar as discussões. A programação inclui manejo de pragas e doenças, biotecnologia, melhoramento genético, fertilidade do solo, agricultura de precisão, inteligência artificial, colheita, beneficiamento, qualidade da pluma e destruição da soqueira.

Também serão debatidos cenários de mercado, sustentabilidade, demanda da indústria têxtil e estratégias para ampliar a presença brasileira no exterior. A programação foi organizada em plenárias técnicas, painéis estratégicos, núcleos temáticos, minicursos e atividades práticas.

O evento ocorre em um momento no qual o Brasil precisa preservar a competitividade conquistada. O país ampliou a produção, profissionalizou a classificação da fibra e avançou na rastreabilidade, fatores que ajudaram o algodão brasileiro a ganhar espaço entre compradores internacionais.

O desempenho das exportações também aumentou a responsabilidade do setor. O produto precisa chegar ao mercado externo com regularidade, qualidade homogênea e documentação capaz de comprovar sua origem e as práticas empregadas na produção.

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Para o produtor, isso significa que produtividade já não é o único indicador relevante. Comprimento, resistência, uniformidade, índice de fibras curtas, contaminação e condições de beneficiamento podem interferir no preço obtido e na aceitação dos lotes pela indústria.

O manejo fitossanitário será outro ponto importante. O algodão possui ciclo longo e exige acompanhamento constante contra pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, lagartas e percevejos. Falhas no controle dentro de uma propriedade podem elevar a pressão sobre áreas vizinhas e aumentar o custo de toda a região produtora.

A destruição correta da soqueira e das plantas voluntárias reduz a disponibilidade de alimento e abrigo para o bicudo durante a entressafra. O cumprimento do vazio sanitário, associado ao monitoramento das lavouras e ao uso racional de defensivos, é considerado essencial para evitar o crescimento das populações resistentes.

Os debates sobre nematoides, doenças e plantas daninhas também ganham importância diante da sucessão entre soja, milho e algodão. Sem diagnóstico adequado, o produtor pode repetir culturas hospedeiras, aumentar a população de organismos presentes no solo e enfrentar perdas nas safras seguintes.

Na área de tecnologia, o congresso deverá apresentar aplicações de sensores, imagens, máquinas conectadas, inteligência artificial e sistemas de agricultura de precisão. Essas ferramentas podem melhorar a distribuição de sementes e fertilizantes, orientar aplicações localizadas e identificar falhas antes que elas comprometam parcelas maiores da lavoura.

O desafio é fazer com que a inovação produza retorno econômico. Em períodos de margem apertada, a adoção de uma tecnologia precisa considerar o custo por hectare, a capacidade da equipe, a compatibilidade entre equipamentos e o ganho efetivo de produtividade ou eficiência.

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A programação científica contempla pesquisas em produção vegetal, nutrição, fisiologia, agricultura digital, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, melhoramento genético, biotecnologia, colheita, beneficiamento e qualidade da fibra. Os trabalhos serão apresentados em formato digital, com espaço para reconhecimento de pesquisas desenvolvidas por estudantes, professores e profissionais do setor.

O encontro também aproxima o campo da indústria têxtil. Essa integração permite que o produtor compreenda quais características são valorizadas na fabricação de fios e tecidos e ajuda a indústria a acompanhar as condições enfrentadas nas lavouras.

O tema desta edição será “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. A proposta está relacionada à necessidade de diferenciar o produto brasileiro em um mercado no qual fibras naturais disputam espaço com materiais sintéticos e compradores cobram informações sobre origem, impactos ambientais e condições de produção.

Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o congresso tornou-se o principal encontro técnico e comercial da cotonicultura nacional. A edição anterior, realizada em Fortaleza, reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países, 114 palestrantes, 62 patrocinadores e 288 trabalhos científicos.

Ao reunir pesquisa, produção, beneficiamento, exportação e indústria, o encontro em Belo Horizonte deverá mostrar que o próximo avanço da cotonicultura dependerá menos da simples expansão da área e mais da capacidade de produzir com eficiência, controlar custos, preservar a qualidade e atender às exigências dos compradores.

O 15º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado de 22 a 24 de setembro, no Expominas, localizado na Avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.

Fonte: Pensar Agro

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