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Healthtech Visa Democratizar Acesso a Sementes de Cannabis de Alta Qualidade

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A Netseeds, uma healthtech pioneira no segmento de genética de plantas, está participando da Medical Cannabis Fair 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à cannabis para uso medicinal. A feira, considerada a principal plataforma profissional e científica da América Latina sobre o tema, ocorre nos dias 23, 24 e 25 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Autocultivo e Democratização de Cultivares

Pela primeira vez na feira, a Netseeds defende o autocultivo legalmente autorizado para fins terapêuticos e medicinais. A empresa investe na disseminação de cultivares com genética moderna, altamente concentradas em canabinoides, por meio de parcerias com renomados bancos de sementes dos Estados Unidos, Espanha e Holanda.

Segundo Luiz Borsato, fundador e CEO da Netseeds, a missão da empresa é tornar os tratamentos acessíveis, permitindo que não se limitem a empresas farmacêuticas ou extratos importados. Ele destaca que o melhoramento genético simplificou o cultivo legalmente autorizado em casa ou por associações de pacientes, possibilitando sementes feminizadas e automáticas, plantas robustas e resistentes, com alta produtividade e teores elevados de substâncias para extrações.

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Participação no Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal

Borsato participará como palestrante do painel “Como o desenvolvimento das genéticas brasileiras está gerando oportunidades de crescimento”, agendado para o dia 24 de maio, às 16h, como parte do Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal, que acontece simultaneamente à feira.

Contribuição para o Desenvolvimento da Pesquisa Nacional

O fundador da Netseeds destaca a importância da pesquisa sobre genéticas brasileiras, não apenas como consumidores de tecnologia, mas como contribuintes ativos para o mercado global. No painel, também estarão presentes Daniela Bitencourt, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, e Paulo Jordão Cerqueira Fortes, professor da Universidade Federal do Piauí e diretor do Núcleo de Pesquisa em Cannabis (Agrocann). A mediação será realizada por Sérgio Barbosa, Engenheiro Agrônomo e cofundador do Grupo Brasileiro de Estudos sobre a Cannabis sativa (CNPq), além de fundador da startup ADWA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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