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‘Guia para Avaliação de Práticas para o Comércio Justo de Alimentos Agroecológicos’ traz conteúdo para orientar organizações sobre suas atividades

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O estudo também revelou que, em 2020, os produtos orgânicos registraram uma expansão de 30%, movimentando R$5,8 bilhões. Em resposta a esse cenário em ascensão, o Instituto Fronteiras do Desenvolvimento e o Instituto Regenera, com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), irão lançar, no próximo dia 29 de fevereiro, às 10h, durante um webinar transmitido no Canal de Youtube do Projeto Da Amazônia para Belém(https://www.youtube.com/@daamazoniaparabelem), o ‘Guia para Avaliação de Práticas para o Comércio Justo de Alimentos Agroecológicos’. Na ocasião, será realizada uma roda de conversa com Maria Jeanira Pereira, agricultora e presidente da Associação Pará Orgânico; Neiliane Paz, agricultora da CSA Manaus; e a influencer e nutricionista Elaine de Azevedo, criadora do Podcast Panela de Impressão, para falar sobre as dimensões que inspiraram o Guia e demais temas transversais à produção e comercialização de alimentos agroecológicos.

Elaborado no âmbito do Laboratório Da Amazônia para Belém, o objetivo da publicação é ser um instrumento de avaliação que identifica o nível de maturidade das organizações em relação às seis dimensões específicas associadas à comercialização de alimentos agroecológicos, cocriadas durante a primeira etapa do projeto. São elas: Laços com a origem, Transparência como princípio, Governança em rede, Formação de hábitos, Garantia de acesso e Políticas de resíduos.

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Das instituições participantes da etapa anterior, cinco foram selecionadas para o desenvolvimento de soluções concretas e individualizadas: a Associação Pará Orgânico, o GRUCA (Grupo para Consumo Agroecológico), a Rede Bragantina de Economia Solidária, a Rede Jirau de Agroecologia e o Toró Gastronomia Sustentável.

A metodologia

O Guia apresenta um questionário que resume atributos essenciais para que iniciativas de comercialização de alimentos agroecológicos estejam alinhadas às melhores práticas de comércio justo, transparente e responsável. “As organizações de comercialização são centrais para o aumento da oferta e demanda dos alimentos agroecológicos, pois elas podem oferecer apoio aos produtores para o planejamento de sua produção e educar os consumidores sobre a importância destes alimentos para nossa saúde e para a regeneração dos ecossistemas”, afirma Beatriz Duarte, Diretora de Programas do Instituto Fronteiras do Desenvolvimento. O questionário aborda cada dimensão com três questões de múltipla escolha. Duas investigam a situação atual da organização, enquanto a terceira convida para uma avaliação mais abrangente sobre a adequação das ações aos requisitos de cada dimensão.

O questionário não possui respostas certas ou erradas, já que foi criado para auxiliar as iniciativas a identificar em que estágio de maturidade se encontram em cada uma das 6 dimensões, oferecendo pistas sobre direções para melhorias. Já as alternativas são organizadas em ordem crescente, do menos ao mais desejável. O questionário sugere reflexões sobre os motivos das respostas escolhidas e o que seria necessário para atingir uma melhora.

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“Estabelecer espaços ou iniciativas que garantem o acesso permanente dos consumidores a alimentos agroecológicos é bastante desafiador, pois envolve uma relação próxima com os produtores, uma articulação para garantir a logística, uma comunicação capaz de traduzir ao consumidor todos os benefícios daqueles alimentos para a saúde, para o planeta e para a sociedade, entre várias outras atividades. Nos guias produzidos no projeto Da Amazônia para Belém, buscamos trazer reflexões e inspirações para facilitar esse trabalho e ampliar o acesso a esses alimentos”, afirma Maurício Alcântara, cofundador e diretor do Instituto Regenera.

A expectativa é que essa metodologia seja aplicada continuamente como um manual, orientando outras iniciativas a analisarem suas próprias práticas. Ou seja, a ideia é que, ao utilizar esse instrumento, as organizações possam identificar áreas de melhoria e oportunidades para avançar na oferta de alimentos agroecológicos de maneira justa e transparente para seu público.

Confira o ‘Guia de Boas Práticas para a Comercialização de Alimentos Agroecológicos’ e outras publicações disponíveis no site do Projeto da Amazônia Para Belém.

Fonte: Altere Conteúdo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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