AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio eleva risco inflacionário global e pressiona economia brasileira, aponta análise
Publicado em
30 de março de 2026por
Da Redação
O cenário econômico global encerrou o primeiro trimestre de 2026 sob forte incerteza inflacionária, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio. Em análise do economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, o conflito no Estreito de Ormuz pode gerar impactos estruturais na economia mundial e reflexos diretos no Brasil, especialmente via inflação, câmbio e política monetária.
Conflito no Estreito de Ormuz eleva risco de choque global de energia
A escalada no Estreito de Ormuz é apontada como um dos principais fatores de risco para a economia global. Mais do que uma disputa territorial, o conflito envolve modelos econômicos distintos e pode redefinir o funcionamento do mercado internacional de energia.
Com o petróleo tipo Brent oscilando entre US$ 100 e US$ 115, o controle das rotas de transporte se torna estratégico. Esse cenário eleva o risco de choque de oferta, impactando diretamente os custos de produção, pressionando a inflação global e dificultando a redução de juros nas principais economias.
Além disso, danos à infraestrutura de petróleo e gás no Oriente Médio podem transformar um evento inicialmente transitório em um choque estrutural, com efeitos prolongados sobre cadeias produtivas, especialmente no setor petroquímico.
Japão enfrenta pressão cambial e risco de instabilidade financeira
No Japão, o fim de décadas de juros reais negativos ocorre em um ambiente externo adverso. O Banco do Japão iniciou a elevação da taxa básica, atualmente em 0,75%, com sinalização de novos aumentos.
O desafio é equilibrar o controle da inflação com a sustentabilidade da dívida pública, uma das mais elevadas entre países desenvolvidos. A desvalorização do iene amplia a inflação importada, reduzindo o poder de compra da população.
Diante da forte dependência de energia importada, o país se torna altamente vulnerável à alta do petróleo. Caso a crise no Oriente Médio persista, há risco de aperto monetário mais agressivo, com impactos no mercado financeiro e possível fuga de capitais.
Estados Unidos mantêm juros elevados e reforçam papel do dólar
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve adota uma postura cautelosa, mantendo os juros entre 3,50% e 3,75%.
A economia americana mostra resiliência, sustentada pela autossuficiência energética e pelos investimentos em tecnologia, especialmente em inteligência artificial. No entanto, a valorização do dólar global pressiona economias emergentes e pode gerar um aperto monetário indireto no mundo.
O cenário também envolve incertezas institucionais, com a transição na liderança do banco central e possíveis mudanças na condução da política monetária.
Europa enfrenta pressão energética e risco de desaceleração
Na Zona do Euro, a alta do petróleo deteriora os termos de troca e reduz a competitividade industrial, especialmente na Alemanha.
O Banco Central Europeu enfrenta o desafio de controlar a inflação sem comprometer a estabilidade fiscal de países mais endividados. Já o Reino Unido apresenta maior vulnerabilidade, com crescimento fraco e inflação pressionada por custos de energia.
O Bank of England mantém juros elevados para conter a inflação, mesmo diante do risco de estagnação econômica prolongada.
Brasil enfrenta pressão inflacionária, câmbio volátil e juros elevados
No Brasil, o Banco Central do Brasil mantém a taxa Selic em 14,75%, refletindo o aumento do risco fiscal e a desancoragem das expectativas de inflação.
O Comitê de Política Monetária avalia que a política fiscal expansionista dificulta o controle inflacionário, exigindo juros elevados por mais tempo.
Apesar de ser exportador de commodities, o país não consegue se beneficiar plenamente da alta do petróleo devido à fragilidade fiscal e à pressão sobre o câmbio. A possibilidade de o dólar superar R$ 5,50 aumenta o risco de repasse inflacionário direto ao consumidor.
Alta do petróleo impacta custos e amplia risco de “agriflação”
O encarecimento do diesel afeta diretamente os custos logísticos no Brasil, altamente dependente do transporte rodoviário. Esse movimento pressiona os preços de alimentos e produtos industriais, gerando o chamado efeito de “agriflação”.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho aquecido sustenta a demanda interna, mas também contribui para a rigidez dos preços de serviços, dificultando o controle da inflação.
Crédito mais caro e endividamento elevam risco para economia
Com juros elevados, as condições de crédito se tornam mais restritivas, reduzindo o acesso a financiamentos e aumentando o risco de inadimplência.
O endividamento das famílias segue em patamares elevados, enquanto empresas enfrentam maior custo financeiro, especialmente em setores intensivos em energia, como transporte e siderurgia.
Cenário global pode transformar choque temporário em crise estrutural
Os mercados globais monitoram a duração do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre a inflação. Caso a crise se prolongue, há risco de transformação de um choque temporário em estrutural, exigindo novas elevações de juros nas principais economias.
No Brasil, o principal canal de transmissão é o câmbio. A combinação de dólar forte, risco fiscal e alta do petróleo pode intensificar a inflação e limitar o crescimento econômico.
Coordenação entre políticas será decisiva para 2026
A análise destaca que a economia brasileira vive um cenário de “reatividade elevada”, marcado por choques externos e fragilidade interna. A sustentabilidade do crescimento, estimado em 1,6% para 2026, dependerá da coordenação entre política monetária e fiscal.
Sem avanços na consolidação fiscal, o país deve continuar dependente de juros elevados para conter a inflação, o que limita investimentos e compromete o ritmo de expansão econômica.
Perspectiva exige cautela e disciplina econômica
Diante de um ambiente global adverso e de incertezas internas, o Brasil enfrenta o desafio de preservar a estabilidade econômica. A manutenção da credibilidade institucional e o alinhamento das políticas econômicas serão fundamentais para evitar que o choque externo comprometa o poder de compra e o crescimento nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta
Published
21 horas agoon
14 de agosto de 2026By
Da Redação
A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.
O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.
Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.
Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.
O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.
O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.
A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.
A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.
Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.
A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.
Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.
A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.
As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.
Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.
Fonte: Pensar Agro
Davi comemora identificação de petróleo na Margem Equatorial
Rondonópolis já alcança mais de 71 quilômetros de vias recuperadas com microrrevestimento
Prefeitura de Várzea Grande apresenta LDO 2027 em duas audiências públicas e reforça transparência
PF prende foragido da Justiça em Roraima
FICCO prende suspeito de estelionato e uso de documento falso
CUIABÁ
MATO GROSSO
OAB-MT realiza II Simpósio Estadual de Direito Notarial e Registral e fortalece debate sobre atuação extrajudicial
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Giovane Santin, participou, nesta sexta-feira (14), da...
CAO Violência Doméstica participa de reunião com lideranças indígenas
No dia 06 de agosto de 2026, o Centro de Apoio Operacional Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a...
25ª Subseção da OAB-MT lança Cartilha com informações e orientações
A 25ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da sua Comissão da...
POLÍCIA
PF prende foragido da Justiça em Roraima
Pacaraima/RR. A Polícia Federal prendeu um homem com mandado de prisão em aberto durante uma ação de fiscalização de fronteira...
FICCO prende suspeito de estelionato e uso de documento falso
João Pessoa/PB. A Base Avançada da FICCO em Cajazeiras (BACJZ/FICCO/PB), composta pela Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil, realizou,...
PF atua em cooperação internacional para prisão de brasileiro foragido no Peru
Vila Velha/ES. A atuação integrada entre autoridades brasileiras e peruanas resultou na prisão, no Peru, nesta sexta-feira (14/8) de um...
FAMOSOS
Grávida, Tati Machado mostra barriga e se diverte com pegadinha do marido: ‘Susto’
Grávida de cinco meses, Tati Machado, de 34 anos, compartilhou novos registros de sua rotina nas redes sociais e fez...
Julio Rocha anuncia nascimento da quarta filha, Esther: ‘Ahhhh que coisa mais linda!!’
Julio Rocha e Karoline Kleine anunciaram o nascimento do quarto filho. O casal, que já é pai de José, de...
Larissa Manoela celebra estreia no teatro e ganha declaração do marido: ‘Delícia’
Larissa Manoela está pronta para voltar aos palcos com o espetáculo “Descalços no Parque”. Nesta quinta-feira (13), a atriz celebrou...
ESPORTES
Corinthians segura empate com o Rosario Central mesmo com um jogador a menos na Libertadores
O Corinthians empatou por 0 a 0 com o Rosario Central, na noite desta quinta-feira (13), no Estádio Gigante de...
Cienciano goleia o Botafogo por 6 a 1 e deixa time brasileiro à beira da eliminação na Sul-Americana
O Botafogo sofreu uma dura derrota por 6 a 1 para o Cienciano, na noite desta quinta-feira (13), no Estádio...
Santos vence Macará de virada e abre vantagem nas oitavas da Sul-Americana
O Santos saiu atrás no placar, mas reagiu e venceu o Macará por 2 a 1, de virada, nesta quinta-feira...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Ministério Público MT7 dias agoJuína acata recomendação do MPMT para criar fundo da mulher
-
Tribunal de Justiça de MT6 dias agoEncontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude
-
Política MT3 dias agoAssembleia Legislativa retoma sessões com aprovação de 28 projetos em plenário
-
Política MT2 dias agoCPI da Saúde convoca ex-secretário para prestar depoimento no dia 26



