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Guarapuava Se Torna a Capital Nacional da Cevada e do Malte

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Setembro trouxe uma significativa conquista para Guarapuava, município situado na região Centro-Sul do Paraná: a assinatura e publicação da Lei nº 14.956 no Diário Oficial da União conferiu à cidade o título de Capital Nacional da Cevada e do Malte. Esta distinção, que já havia sido concedida no âmbito estadual, agora eleva a cidade a um status nacional. A iniciativa partiu do Executivo Municipal e contou com o apoio do deputado Marcos Brasil e do senador Sérgio Moro.

Papel da Cooperativa Agrária na Conquista

A Cooperativa Agrária desempenhou um papel crucial na obtenção deste reconhecimento. Na década de 1970, seus cooperados iniciaram o cultivo de cevada no distrito de Entre Rios, enxergando na cultura uma alternativa promissora para rotação de culturas e um potencial significativo de produtividade e rentabilidade.

Nos anos 1980, a Agrária, em parceria com a cervejaria Antártica, inaugurou a primeira maltaria do estado do Paraná. Em 1986, a cooperativa assumiu o controle total da indústria, que se transformou na maior maltaria comercial da América Latina. Atualmente, a Agrária Malte possui uma capacidade produtiva de 360 mil toneladas por ano e é responsável por cerca de 30% do malte consumido pelas cervejarias brasileiras. Esse crescimento impulsionou a expansão do cultivo de cevada para além da região Centro-Sul do Paraná, fazendo com que o estado se tornasse líder nacional na produção do grão.

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Pesquisa e Expansão Regional

A Cooperativa Agrária também investe em projetos de pesquisa em manejo e genética de grãos, por meio da Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária. Esses projetos estão difundindo o cultivo de cevada para novas regiões paranaenses, como os Campos Gerais, onde foi inaugurada, em junho, uma nova indústria de produção de malte. A Maltaria Campos Gerais é resultado da colaboração entre a Agrária e as cooperativas Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagrícola e Frísia.

Importância do Reconhecimento

Adam Stemmer, diretor-presidente da Agrária, salienta que o título de Capital Nacional do Malte e da Cevada concedido a Guarapuava destaca a relevância da cooperativa para a economia local e reforça seu objetivo de ser referência na produção agroindustrial e na gestão cooperativista. “A trajetória da Agrária na pesquisa e produção de cevada, bem como na produção de malte, faz com que Guarapuava seja merecedora desse título. Sentimo-nos honrados por contribuir para esse reconhecimento”, afirma Stemmer.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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