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Governo planeja diversificar culturas agrícolas para fortalecer segurança alimentar

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O próximo Plano Safra, esperado para ser anunciado neste mês de junho, trará medidas para incentivar os agricultores a cultivar uma variedade de produtos essenciais para a alimentação brasileira. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou em entrevista ao g1 que a iniciativa visa formar estoques públicos desses alimentos, visando garantir o abastecimento nacional, especialmente em face de eventos climáticos extremos que possam afetar a produção agrícola e pecuária.

O programa, tradicionalmente lançado em junho, tem como objetivo fomentar a produção agropecuária por meio de concessão de empréstimos a taxas de juros mais acessíveis. A formação desses estoques públicos se torna crucial para assegurar o fornecimento regular de alimentos em momentos de adversidade, como secas ou chuvas intensas.

Fávaro ressaltou a necessidade de diversificação da produção agrícola, afirmando que é preciso ir além do cultivo tradicional de soja, milho e algodão. Ele enfatizou a importância de promover o plantio de culturas como arroz, feijão, trigo e mandioca em diferentes regiões do país. Essa estratégia não apenas fortalece a segurança alimentar, mas também reduz a vulnerabilidade do país a eventos climáticos extremos.

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Estímulo à Participação no Seguro Rural

Para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas e incentivar uma produção agrícola mais sustentável, o governo está direcionando esforços para expandir o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Esse programa oferece descontos significativos no custo do seguro para produtores de diversas culturas, proporcionando uma rede de segurança financeira em caso de adversidades climáticas.

Fávaro destacou a importância de ampliar a base de participantes do seguro rural e afirmou que medidas estão sendo consideradas para tornar os empréstimos via Plano Safra mais atrativos para os agricultores que aderirem ao seguro. Além disso, a demanda por um aumento no orçamento para o seguro rural está sendo discutida, visando garantir uma cobertura mais abrangente para os produtores agrícolas.

Papel do Agronegócio na Mitigação das Mudanças Climáticas

Ao abordar o papel do agronegócio na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, Fávaro destacou a importância da adoção de práticas agrícolas sustentáveis. Ele mencionou tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, como o programa “365”, que promove o uso de cobertura verde contínua nas propriedades agrícolas ao longo do ano. Essas práticas não apenas protegem o solo durante períodos de seca, mas também aumentam a produtividade das culturas.

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O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, lançado em 2023, é outra iniciativa destacada pelo ministro. Esse programa visa recuperar áreas de pastagem degradadas, ampliando a produção de forma sustentável e combatendo o desmatamento. Fávaro enfatizou que o Brasil possui vastas áreas de pastagens que podem ser convertidas para aumentar a produção agrícola, sem a necessidade de desmatamento adicional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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