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Governo libera novos recursos para o seguro rural e define cronograma até agosto de 2025

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Novo cronograma amplia recursos para o seguro rural

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (24) a publicação da Resolução nº 106, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que detalha o novo cronograma de liberação de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O planejamento define a distribuição mensal do orçamento até agosto de 2025, oferecendo previsibilidade para os produtores rurais.

Do total de R$ 1 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional, R$ 179 milhões já haviam sido liberados em maio deste ano.

Liberação de recursos a partir de junho

A partir de junho, serão disponibilizados mais R$ 280 milhões para dar continuidade às contratações do seguro, com foco nas culturas de inverno. O montante será distribuído da seguinte forma:

  • R$ 280 milhões para culturas de inverno
  • R$ 36 milhões para frutas
  • R$ 7,5 milhões para atividades pecuárias
  • R$ 1,5 milhão para florestas
  • R$ 35,5 milhões para demais culturas
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Segundo o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, a expectativa é atender a quase toda a demanda dos produtores para o ciclo de inverno, além de sinalizar apoio às demais atividades. “Com esses recursos, estimamos que conseguiremos atender praticamente toda a demanda dos produtores para as culturas de inverno e sinalizamos mais valores para as demais atividades”, afirmou.

Bloqueio de parte do orçamento pode ser revertido

Apesar da previsão de R$ 1 bilhão para o programa, cerca de R$ 445 milhões estão temporariamente bloqueados devido ao cumprimento das metas fiscais do governo federal. No entanto, o secretário garantiu que o Ministério está atuando para reverter esse bloqueio o quanto antes.

“Vamos trabalhar para reverter esse bloqueio o mais rápido possível, para não prejudicar as contratações da safra de verão. Por se tratar de uma despesa discricionária, o orçamento do PSR está sempre sujeito a esse tipo de situação”, explicou Campos.

Como contratar o seguro rural

Os produtores interessados em contratar o seguro devem procurar corretores de seguros ou instituições financeiras que operam com apólices de seguro rural. Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas a atuar no âmbito do PSR.

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O programa é voltado a pessoas físicas ou jurídicas que cultivem ou produzam espécies contempladas, independentemente de acesso ao crédito rural.

Percentual de subvenção ao prêmio

O percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural é fixado em:

  • 40% para todas as culturas e atividades
  • 20% exclusivamente para a cultura da soja

Esses percentuais valem para qualquer tipo de produto e cobertura, conforme as diretrizes estabelecidas pelas normas do PSR.

Com o novo cronograma e a liberação de mais recursos, o governo busca garantir maior segurança para os produtores na contratação do seguro rural. A expectativa é de que, com o esforço para desbloquear os valores restantes, a cobertura se amplie também para a próxima safra de verão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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