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Governo Federal Destina R$ 4,5 Bilhões ao Programa Rotas de Integração Sul-Americana

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O Governo Federal anunciou a destinação de R$ 4,5 bilhões para o programa Rotas de Integração Sul-Americana (Rota), que visa estabelecer novas rotas logísticas para facilitar o comércio entre os países da América do Sul e ampliar as conexões com o Pacífico. A informação foi compartilhada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, que participou de reunião com representantes do Brasil e da China na última quarta-feira.

Embora não estivesse inicialmente escalada para falar, Tebet foi chamada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o pedido do presidente chinês Xi Jinping, que destacou o potencial de parcerias nas áreas de tecnologia e infraestrutura, com ênfase na construção de uma ferrovia ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, passando pelo Centro-Oeste brasileiro.

Em sua fala, a ministra explicou que o programa Rotas conta com recursos destinados à melhoria das ligações rodoviárias e hidroviárias, mas ressaltou a necessidade de parcerias internacionais para a construção de novas ferrovias. Segundo Tebet, as ferrovias não foram incluídas no projeto inicial para evitar a percepção de que o programa dependesse delas. “Optamos por não incluir ferrovias no projeto inicial para garantir que as rotas logísticas fossem vistas como um processo de longo prazo, sem vinculação imediata com a infraestrutura ferroviária”, explicou ao Valor.

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O programa abrange 190 obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e será financiado com recursos do orçamento federal de 2025. Entre as principais parcerias internacionais está a China, que, em 60 dias, definirá projetos específicos de colaboração, com foco na ferrovia bioceânica e na infraestrutura logística para o transporte de grãos brasileiros ao porto de Chancay, no Peru.

Além disso, o Brasil está em negociações com organismos multilaterais e instituições financeiras como o Banco do Brics e o Fonplata para garantir mais recursos para o programa. A ponte binacional Brasil-Bolívia, uma das obras mais emblemáticas da Rota, também está em fase de execução e será integrada à Rota 3, a Quadrante Rondon, que ligará o Centro e Norte do Brasil aos portos no Peru e no Chile.

Outras obras em andamento incluem a construção de uma rodovia no Paraguai que levará à ponte binacional em Porto Murtinho (MS), com conclusão prevista para outubro de 2025. “Essa obra é essencial para melhorar o fluxo logístico e reduzir os custos de transporte na região, além de não impactar negativamente o Pantanal”, destacou João Villaverde, secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento.

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O programa Rotas visa também reduzir as barreiras logísticas enfrentadas pelos países da América Latina e Caribe, atualmente com um comércio intra-regional muito abaixo de sua capacidade. O Brasil exportou cerca de US$ 43 bilhões para a América do Sul em 2023, representando apenas 12,6% de suas exportações totais, e importa cerca de US$ 28 bilhões da região.

A ministra Simone Tebet avaliou que o momento é oportuno para impulsionar a integração regional e a busca por rotas alternativas. “Estamos no lugar certo, na hora certa. O mercado asiático se tornou cada vez mais relevante para a balança comercial brasileira, e a demanda por rotas para o Pacífico é uma tendência natural”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e celebra reconhecimento em Cuiabá

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Milhares de fiéis de diversas denominações evangélicas se reuniram na capital mato-grossense para a edição de 2026 da Marcha para Jesus. O evento, marcado por momentos de louvor, oração e manifestações de fé, teve início na Orla do Porto e seguiu em caminhada até a Arena Pantanal, neste sábado (20).

Uma carreta conduziu pastores, autoridades, cantores gospel e ministérios de louvor, levando intercessões pela paz na capital, pela prosperidade do comércio local e por bênçãos às famílias cuiabanas.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, acompanhado da primeira-dama Samantha Iris, caminhou junto à multidão durante parte do percurso. O chefe do Executivo municipal destacou a relevância histórica e espiritual do evento e reforçou o simbolismo religioso que integra a identidade da cidade.

“A nossa cidade leva o nome da Capital do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A chave da nossa cidade é entregue a Cristo. E a Marcha para Jesus é nosso patrimônio e, quando nós não estivermos mais aqui, ainda haverá a Marcha para Jesus”, afirmou o prefeito.

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Neste mês, o prefeito sancionou a Lei nº 7.555, de 10 de junho de 2026, de autoria do vereador Alex Rodrigues, que declara a Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município de Cuiabá. A nova legislação reconhece oficialmente o impacto histórico, religioso, social e cultural da mobilização anual.

Para garantir a integridade dos participantes e a ordem urbana, a Prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias municipais de Mobilidade Urbana (Semob) e de Segurança Pública, organizou um esquema especial de trânsito. Foram realizados bloqueios pontuais na região do Porto e ao longo de todo o percurso, com agentes orientando motoristas e assegurando a fluidez nas vias adjacentes.

A Marcha também atraiu fiéis de várias cidades e de diferentes congregações locais. Kelly Beatrice, moradora do bairro CPA IV e integrante da EMET Church, ressaltou a importância da união entre as igrejas para a evangelização e a realização de ações sociais.

“Participamos todos os anos porque queremos unir forças para proclamar o nome de Jesus nesta cidade, para que muitas pessoas sejam alcançadas”, declarou Kelly.

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O ato público contou ainda com a presença do apóstolo Estevam Hernandes e da bispa Sônia Hernandes, idealizadores da Marcha para Jesus no Brasil.

O encerramento do evento foi marcado pelo anúncio do calendário oficial das próximas edições. Em Várzea Grande, a Marcha será realizada em agosto deste ano. A organização também confirmou a próxima edição para maio de 2027.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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