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Governo Federal autoriza importação de 1 milhão de toneladas de arroz para reforçar estoques

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Em resposta aos eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul, o Governo Federal autorizou, na última sexta-feira (10), a importação de até 1 milhão de toneladas de arroz em caráter excepcional. A operação, a ser realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tem como objetivo reforçar os estoques públicos e mitigar as consequências sociais e econômicas das enchentes no estado. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória (MP) Nº 1.217, publicada em edição extra do Diário Oficial em 9 de maio.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, explicou que a importação é uma ação para assegurar a estabilidade do mercado interno, evitando que a escassez de arroz provoque aumento nos preços. “Além de não deixar faltar arroz no país, com esta medida, vamos garantir que o preço não suba por causa de especulação”, afirmou Pretto.

O Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção de arroz no Brasil e tem sofrido com enchentes desde o final de abril. Diante deste cenário, a MP visa equilibrar a oferta de arroz sem prejudicar a produção local. “Não vamos trazer tudo de uma vez só para não competir com a nossa produção. Precisamos proteger nossos agricultores, mas também manter os preços acessíveis para os consumidores”, acrescentou Pretto. A Conab pretende destinar os estoques preferencialmente a pequenos varejistas em regiões metropolitanas.

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A medida também foi pensada para ser flexível e adaptável às condições do mercado. Em ato conjunto, os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Fazenda (MF) vão definir, com base em propostas da Conab, a quantidade exata de arroz a ser adquirida, bem como os limites e condições de venda do produto, incluindo a possibilidade de deságio. A inclusão, nos leilões, dos custos relativos ao preço da sacaria e da remoção para as localidades de entrega também foi autorizada.

A Medida Provisória oferece agilidade ao processo, dispensando a exigência de certificação prevista na Lei nº 9.973, de 29 de maio de 2000, sobre o sistema de armazenagem de produtos agropecuários. Essa flexibilização deve acelerar as operações, facilitando a rápida distribuição do arroz importado para suprir as necessidades do mercado brasileiro.

O Governo Federal espera, com esta medida, evitar uma possível crise de abastecimento de arroz e garantir que o produto continue acessível à população, especialmente diante das dificuldades causadas pelos eventos climáticos no Rio Grande do Sul. A Conab está empenhada em garantir que a importação seja feita de maneira a sustentar a produção nacional, protegendo tanto os agricultores quanto os consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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