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Governo Federal anuncia medidas para reduzir preços dos alimentos

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Em um esforço para conter a alta dos preços dos alimentos e aliviar o impacto no bolso do consumidor, o Governo Federal anunciou, nesta quinta-feira (6), uma série de medidas em parceria com o setor produtivo. As ações incluem a isenção de tarifas de importação sobre itens essenciais, como azeite, café, açúcar, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, macarrão e carnes, além da ampliação da certificação sanitária para produtos de origem animal.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, após reunião conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro contou com a participação dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

“São medidas voltadas para a redução dos preços, visando fortalecer o poder de compra da população e tornar a cesta básica mais acessível. O governo está abrindo mão de receitas tributárias para favorecer o consumidor, ao mesmo tempo em que estimula o setor produtivo e o comércio”, destacou Alckmin.

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Ampliação da certificação sanitária

Uma das ações regulatórias previstas é a extensão do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), permitindo, por um período de um ano, que produtos já certificados em nível municipal sejam comercializados em todo o país. A medida beneficiará itens como leite fluido, mel e ovos.

“Vamos garantir, durante esse período, a validade nacional do SIM para determinados produtos que já possuem certificação sanitária. Isso permitirá maior competitividade e oportunidades para a agricultura familiar brasileira”, explicou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Formação de estoques e estímulo à produção

O Plano Safra também será utilizado como ferramenta para estimular a produção de itens da cesta básica, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) investirá na formação de estoques reguladores.

“Serão subsidiados diversos produtos, principalmente aqueles essenciais para a cesta básica. Além disso, identificamos alguns insumos agrícolas importados que podem ser incluídos nesse programa para garantir o abastecimento da indústria”, afirmou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Principais medidas anunciadas
Medidas regulatórias
  • Expansão do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) de 1.500 para 3.000 municípios, abrangendo a certificação de leite fluido, mel, ovos e outros produtos;
  • Inclusão de estímulos à produção de itens da cesta básica e culturas de inverno, como óleos de canola e girassol, no Plano Safra;
  • Formação de estoques reguladores pela Conab, aproveitando períodos de queda de preços;
  • Sensibilização dos governos estaduais para que zerem o ICMS sobre produtos da cesta básica.
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Medidas de política comercial

Redução a zero das tarifas de importação para:

  • Azeite (antes 9%);
  • Milho (antes 7,2%);
  • Óleo de girassol (antes até 9%);
  • Sardinha (antes 32%);
  • Biscoitos (antes 16,2%);
  • Macarrão (antes 14,4%);
  • Café (antes 9%);
  • Carnes (antes até 10,8%);
  • Açúcar (antes até 14%).
  • Ampliação da cota de importação do óleo de palma, passando de 60 mil para 150 mil toneladas.

Com essas medidas, o governo busca amenizar a pressão inflacionária sobre os alimentos e garantir preços mais acessíveis à população, ao mesmo tempo em que impulsiona a competitividade da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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