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Governo Fecha 2024 com Déficit Fiscal de 0,1% do PIB, Afirma Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira que o governo federal encerrou 2024 com um déficit primário equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Haddad, o resultado reflete esforços para sanear as contas públicas após uma década de desequilíbrios fiscais.

Embora tenha mencionado que novas iniciativas estão sendo avaliadas, Haddad evitou o termo “pacote fiscal” e destacou que a equipe econômica mantém o foco em ajustes estruturais.

Déficit ajustado e cumprimento da meta fiscal

O ministro explicou que, ao considerar os gastos emergenciais com a calamidade provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, o déficit chega a 0,37% do PIB. Contudo, esses gastos extraordinários não são contabilizados para o cumprimento da meta fiscal.

Se confirmado, o resultado de 2024 estará dentro do intervalo da meta estabelecida, que permite um déficit zero com margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. O dado oficial do resultado primário ainda será divulgado, mas o cumprimento da meta representa um avanço importante na gestão fiscal.

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“Depois de dez anos de desajuste, estamos fazendo um ajuste estrutural”, afirmou Haddad em entrevista à GloboNews.

Foco no Orçamento de 2025 e desengessamento das contas

Durante a entrevista, Haddad enfatizou que o Ministério da Fazenda está trabalhando na adequação do Orçamento de 2025 às medidas fiscais aprovadas no final de 2024. Ele defendeu a necessidade de desengessar as contas públicas, permitindo maior flexibilidade ao governo para implementar políticas que impulsionem o crescimento econômico.

O ministro também destacou a importância de sensibilizar a sociedade e os poderes constituídos para a adoção de medidas fiscais, que muitas vezes são percebidas como impopulares, mas são essenciais para a sustentabilidade econômica do país.

“Não fazemos pouco caso quando o Banco Central e o Tesouro alertam a administração sobre os riscos que estamos correndo. O governo tem agido e continuará agindo”, afirmou Haddad.

Reconhecimento internacional

O ministro mencionou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu o esforço fiscal brasileiro como um dos mais significativos no cenário global. Esse reconhecimento reforça a importância das ações empreendidas pelo governo para recuperar a confiança na economia e assegurar a estabilidade fiscal a longo prazo.

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Com os desafios do Orçamento de 2025 em pauta, Haddad reiterou o compromisso do governo em manter o equilíbrio das contas públicas e consolidar um ajuste estrutural que permita o crescimento sustentável do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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