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Governo do Paraná entrega touros Purunã a pecuaristas para fortalecer genética e produção de carne

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Entrega dos touros Purunã em Campo Mourão

No dia 17 de julho, pecuaristas, autoridades municipais, representantes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e do Governo do Paraná se reuniram no Eco Campus do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão para a cerimônia de entrega de touros reprodutores da raça Purunã. A iniciativa integra o Programa Estadual do Gado Purunã, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), que busca incentivar a genética e a produção de gado de corte no estado.

Funcionamento do programa e compromisso dos pecuaristas

Cada produtor beneficiado recebeu um touro da raça Purunã, com valor estimado entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, comprometendo-se a devolver três bezerros ao estado após três anos, completando o ciclo de sustentabilidade do programa. Nesta etapa, foram entregues 13 touros, distribuídos entre Campo Mourão (9), Iretama (2) e Altamira do Paraná (2).

Importância dos cuidados sanitários no manejo

Durante o evento, a doutora em Zootecnia e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Integrado, Camila Mottin, destacou a relevância de um calendário sanitário eficiente. Ela reforçou a necessidade de planejamento, treinamento das equipes e armazenamento adequado dos imunizantes para garantir a eficácia da vacinação e reduzir custos para os produtores.

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Apoio técnico do IDR-PR

O IDR-PR disponibiliza anualmente entre 60 e 80 touros Purunã, além de prestar suporte técnico aos pecuaristas para manejo sanitário, pastagens, genética e suplementação, auxiliando no desenvolvimento das propriedades rurais.

Raça Purunã: orgulho do Paraná

Desenvolvida há mais de 30 anos pelo pesquisador José Luiz Moletta, a Purunã é a única raça bovina de corte originária do Paraná. Resultante do cruzamento entre Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, a raça é reconhecida por sua adaptabilidade a diferentes relevo e clima, além da qualidade superior da carne produzida. O registro oficial foi obtido em 2016.

Pioneirismo na criação da raça

Marcelo Staker, um dos pioneiros na criação da Purunã, compartilhou sua experiência desde a inseminação inicial nos anos 1990 até o nascimento dos primeiros bezerros com sangue Purunã em 1999, ressaltando a importância da disseminação do conhecimento entre criadores.

Municípios participantes do programa

Além de Campo Mourão, fazem parte do Programa Estadual do Gado Purunã os municípios de Altamira, Campina da Lagoa, Moreira Sales, Ubiratã e Janiópolis, ampliando o alcance da iniciativa em todo o Paraná.

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Reconhecimento e avanços para a agricultura familiar

O secretário municipal da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Campo Mourão, João Marcos Feitoza, considerou o evento um marco para os pecuaristas locais, destacando que o acesso a genética superior valoriza os rebanhos e amplia a produção. Ele também ressaltou os benefícios dos convênios firmados com o governo, como a doação de veículos e maquinários, que fortalecem o apoio técnico e a infraestrutura rural.

Presença de autoridades e lideranças

A solenidade contou com a participação do prefeito de Campo Mourão, João Douglas Fabrício, da vice-prefeita Fátima Claro Nunes, técnicos do IDR-PR, do Centro Universitário Integrado e do presidente do Sindicato Patronal Rural de Campo Mourão, Cezar Bronzel, entre outras autoridades locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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