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Governo de SP Estuda Linha de Crédito para Irrigação Fotovoltaica em Pequenas e Médias Propriedades Rurais

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a agência de fomento Desenvolve SP deram início a discussões para implementar uma linha de crédito voltada ao incentivo da irrigação fotovoltaica. A reunião, realizada nesta quinta-feira (29/08), abordou estratégias de investimento para o desenvolvimento de pequenas e médias propriedades rurais, com foco na eficiência e qualidade do apoio às regiões afetadas pela estiagem.

O debate atende às diretrizes do Decreto Estadual n° 68.753, que integra o Plano Estadual de Resiliência à Estiagem. Esse plano visa estabelecer ações de prevenção, mitigação e resposta aos impactos das longas secas que têm prejudicado as lavouras no Estado de São Paulo.

Entre as ações discutidas, está a viabilidade de um crédito, que seria oferecido pela agência Desenvolve SP e pelo Fundo de Expansão Agrícola (FEAP), destinado a culturas que dependem de irrigação, como cana-de-açúcar, citros e café. A iniciativa busca promover o desenvolvimento sustentável e garantir a capacidade produtiva de pequenos e médios produtores, que são os mais vulneráveis às adversidades climáticas, especialmente durante os períodos prolongados de estiagem.

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O sistema de irrigação fotovoltaica, que utiliza a luz solar para alimentar as bombas de irrigação, foi destacado como uma solução inovadora e sustentável. A tecnologia, que converte a energia solar em eletricidade por meio do efeito fotoelétrico, já vem sendo promovida pela Secretaria de Agricultura, que busca atrair investidores para expandir esses projetos.

Como próximo passo, será realizado um mapeamento das áreas produtivas do Estado, identificando as culturas e regiões com maior potencial para a implementação da linha de crédito e o desenvolvimento da parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adubação eficiente: quatro indicadores mostram se o investimento em fertilizantes está gerando lucro na lavoura

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Os fertilizantes representam um dos maiores custos da produção agrícola e exercem influência direta sobre a produtividade das lavouras. No entanto, avaliar o sucesso da adubação vai muito além do volume colhido. A análise de indicadores técnicos e financeiros permite ao produtor verificar se o investimento realmente gerou retorno, identificar falhas no manejo e aperfeiçoar as estratégias para as próximas safras.

Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição vegetal e tecnologias de aplicação, transformar informações da propriedade em indicadores de desempenho é uma ferramenta importante para aumentar a eficiência da produção.

“Produzir mais nem sempre significa produzir melhor. O acompanhamento de indicadores permite verificar se o investimento em fertilizantes trouxe o retorno esperado e quais ajustes podem tornar a lavoura ainda mais eficiente”, afirma o executivo.

Produtividade por hectare revela o impacto da adubação

O primeiro indicador a ser observado é a produtividade obtida por hectare. Comparar os resultados da safra atual com o histórico da propriedade, o desempenho de talhões semelhantes e as médias regionais ajuda a medir a eficiência do programa de adubação.

Entretanto, essa análise deve considerar fatores como condições climáticas, manejo adotado, características do solo e incidência de pragas ou doenças, já que todos esses elementos influenciam o rendimento final da cultura.

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Segundo Schiavo, embora os fertilizantes sejam apenas um dos componentes do sistema produtivo, a evolução consistente da produtividade é um dos principais sinais de que a estratégia nutricional está apresentando resultados positivos.

Retorno financeiro é o principal indicador de sucesso

Mais importante do que colher mais é saber se o investimento aumentou a rentabilidade da atividade.

Por isso, calcular o retorno financeiro da adubação é um dos principais parâmetros para avaliar a eficiência do manejo. A comparação entre os custos com fertilizantes e a receita obtida na comercialização da produção permite identificar se houve ganho real de margem.

De acordo com o especialista, nem sempre o maior volume produzido representa o maior lucro. Em alguns casos, um incremento modesto na produtividade pode gerar excelente retorno econômico quando os custos permanecem sob controle.

Eficiência no aproveitamento dos nutrientes reduz desperdícios

Outro aspecto fundamental é acompanhar o nível de absorção e utilização dos nutrientes pelas plantas.

Ferramentas como análises de solo, avaliações foliares e o monitoramento constante do desenvolvimento das lavouras ajudam a identificar possíveis perdas, deficiências nutricionais ou aplicações realizadas em condições inadequadas.

Segundo Schiavo, quando a eficiência de absorção é baixa, o produtor pode estar investindo acima do necessário ou aplicando fertilizantes em momentos pouco favoráveis, comprometendo o aproveitamento dos insumos e elevando os custos de produção.

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Fertilidade do solo deve ser monitorada continuamente

A construção da fertilidade do solo é um processo de longo prazo e deve fazer parte do planejamento de cada safra.

A realização periódica de análises químicas permite acompanhar a evolução dos níveis de nutrientes, verificar o equilíbrio do solo e ajustar as recomendações de adubação conforme as necessidades de cada área.

Além de contribuir para o aumento da produtividade, esse monitoramento evita tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes, promovendo maior eficiência no uso dos fertilizantes e favorecendo a sustentabilidade do sistema produtivo.

Gestão baseada em indicadores melhora a tomada de decisão

Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais apertadas, utilizar indicadores técnicos e econômicos para avaliar a adubação tornou-se uma prática estratégica dentro das propriedades rurais.

O acompanhamento sistemático da produtividade, do retorno financeiro, da eficiência no aproveitamento dos nutrientes e da fertilidade do solo oferece informações que auxiliam na tomada de decisões, aumentam a eficiência dos investimentos e contribuem para uma agricultura mais rentável, sustentável e tecnicamente eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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