AGRONEGÓCIO

Governo atualiza países que suspenderam importação de frango brasileiro após caso de gripe aviária

Publicado em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) atualizou nesta semana a lista de países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de carne de frango, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A medida segue o compromisso do governo com a transparência e o controle sanitário.

As restrições foram ampliadas e agora incluem Jordânia e Filipinas entre os países que adotaram a suspensão total das importações.

Países que suspenderam totalmente as exportações do Brasil

Com a atualização, os seguintes 22 países ou blocos impuseram suspensão total das exportações brasileiras de carne de frango:

  • China
  • União Europeia
  • México
  • Iraque
  • Coreia do Sul
  • Chile
  • África do Sul
  • União Euroasiática
  • Peru
  • Canadá
  • República Dominicana
  • Uruguai
  • Malásia
  • Argentina
  • Timor-Leste
  • Marrocos
  • Bolívia
  • Sri Lanka
  • Paquistão
  • Filipinas (inclusão recente)
  • Jordânia (inclusão recente)
Restrições apenas ao Estado do Rio Grande do Sul

Outros países optaram por restringir as compras exclusivamente do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo as importações de outras regiões do Brasil. São eles:

  • Reino Unido
  • Bahrein
  • Cuba
  • Macedônia
  • Montenegro
  • Cazaquistão
  • Bósnia e Herzegovina
  • Tajiquistão
  • Ucrânia
Leia Também:  Exportações recordes sustentam o preço do boi, mas alta nos abates limita valorização, aponta Itaú BBA
Suspensão direcionada ao município de Montenegro (RS)

Alguns países adotaram medidas ainda mais pontuais, restringindo apenas as compras provenientes do município de Montenegro (RS), onde foi registrado o foco da gripe aviária. Esse é o caso do:

  • Japão
  • Arábia Saudita
MAPA mantém diálogo com países importadores

Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil segue em constante articulação com os países importadores, fornecendo informações técnicas com agilidade e transparência. O objetivo é assegurar a segurança sanitária e garantir a retomada rápida e segura das exportações.

O MAPA reforça que todas as medidas sanitárias foram adotadas conforme os protocolos internacionais e que continua trabalhando para controlar a situação e minimizar os impactos ao setor exportador avícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

El Niño em 2026 deve aumentar pressão de pragas e reforça uso de controle biológico no agronegócio

Published

on

O possível retorno do fenômeno El Niño em 2026 já acende alerta no agronegócio brasileiro. O evento climático tende a intensificar a instabilidade das safras, alterando regimes de chuva e temperatura e, consequentemente, elevando a pressão de pragas e doenças nas principais regiões produtoras do país.

Projeções meteorológicas indicam alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre de 2026, com impactos distintos entre as regiões produtoras: excesso de chuvas no Sul, estiagens no Norte e Nordeste e variações térmicas no Centro-Oeste e Sudeste.

Condições climáticas favorecem aumento da pressão de pragas agrícolas

Segundo especialistas, o cenário típico do El Niño cria condições favoráveis à rápida multiplicação de insetos-praga, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.

De acordo com a doutora em Entomologia pela ESALQ/USP e CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola, o aumento de temperatura e o estresse hídrico aceleram o ciclo biológico de pragas importantes no campo.

Entre os principais riscos estão o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e da lagarta Spodoptera frugiperda, além do aumento da pressão de outras espécies em diferentes culturas.

Soja e milho devem enfrentar maior risco de pragas no cenário de El Niño

Na cultura da soja, especialistas apontam maior incidência de lagartas desfolhadoras, como falsa-medideira e Helicoverpa, além de mosca-branca e percevejos.

Leia Também:  BID e especialistas internacionais visitam Embrapa Cerrados para conhecer tecnologias sustentáveis na agricultura

Em anos de El Niño, o ambiente mais quente e úmido favorece o crescimento populacional desses insetos, ampliando o potencial de danos econômicos e elevando os custos de manejo fitossanitário.

No milho, a combinação entre estresse climático e instabilidade hídrica também tende a intensificar a pressão de pragas-chave, exigindo maior atenção do produtor rural.

Controle biológico ganha protagonismo no Manejo Integrado de Pragas

Diante do cenário de maior risco fitossanitário, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com base em soluções biológicas ganha força como estratégia central nas lavouras brasileiras.

O uso de bioinsumos permite maior seletividade no controle de pragas, preservação de inimigos naturais e redução da dependência de inseticidas químicos, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Macrobiológicos e baculovírus ampliam eficiência no controle de pragas

Entre as tecnologias biológicas disponíveis, o uso de macrobiológicos tem se destacado no controle de percevejos, especialmente em lavouras de soja.

Soluções como o Defender Soy, desenvolvido com a microvespa Telenomus podisi, atuam no controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros), interrompendo o ciclo da praga antes que ela atinja o estágio de maior dano econômico.

No controle de lagartas, bioinseticidas à base de baculovírus vêm ganhando espaço, especialmente em áreas com resistência a inseticidas convencionais. Produtos da linha Destroyer são utilizados no manejo de espécies como Spodoptera frugiperda, falsa-medideira e Helicoverpa.

Leia Também:  Dólar Cai e Fica Abaixo de R$ 6, Influenciado por Política Tarifária de Trump e Expectativas sobre Fiscal Brasileiro
Soluções integradas ampliam eficiência operacional no campo

Tecnologias combinadas, como Defender Duo e Defender Triple, permitem o controle simultâneo de diferentes pragas, ampliando o espectro de ação e otimizando operações de manejo.

Esse tipo de estratégia contribui para maior eficiência operacional, redução de aplicações químicas e melhor aproveitamento das áreas produtivas.

Crescimento dos bioinsumos reforça mudança no modelo produtivo

A Life Biological Control destaca que atualmente detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus no mercado brasileiro, acompanhando a expansão do uso de bioinsumos no país.

Com sede em Piracicaba (SP), a empresa registrou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias biológicas e pelo avanço do Manejo Integrado de Pragas.

Sustentabilidade e resiliência ganham peso na estratégia do produtor

Em um cenário de maior instabilidade climática, especialistas apontam que o controle biológico deve deixar de ser apenas uma alternativa complementar para se tornar parte central da estratégia de manejo nas propriedades rurais.

A tendência é que sistemas produtivos mais resilientes, baseados em tecnologia, monitoramento e bioinsumos, ganhem protagonismo na busca por eficiência produtiva e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio pragas_agro

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA