AGRONEGÓCIO

Governo anuncia até R$ 12 bilhões em crédito para renegociação de dívidas rurais

Publicado em

O governo federal vai liberar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões em crédito para ajudar produtores rurais endividados. O anúncio oficial está previsto para esta sexta-feira (6), durante a abertura da Expointer, no Rio Grande do Sul. A iniciativa será detalhada em uma Medida Provisória a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apoio aos produtores afetados por desastres ambientais

Segundo o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), os recursos serão voltados a agricultores que tiveram prejuízos significativos devido a crises climáticas, como secas prolongadas e a enchente histórica registrada no Rio Grande do Sul em 2024.

Para ter acesso ao crédito, o produtor deverá comprovar perdas superiores a 30% da safra e estar localizado em regiões que enfrentaram ao menos duas situações de emergência nos últimos cinco anos.

Condições de financiamento diferenciadas

Os novos empréstimos terão como finalidade a quitação de dívidas antigas, aliviando a pressão financeira no campo. Para ampliar o acesso, os juros serão subsidiados:

  • 6% ao ano na linha do Pronaf (agricultura familiar);
  • 8% ao ano no Pronampe (médios produtores);
  • 10% ao ano para grandes produtores.
Leia Também:  Dólar passa a subir frente ao real em meio a baixa liquidez e com expectativa por dados

Além disso, os contratos terão carência de um a dois anos e prazo de até oito anos para pagamento.

Decisão articulada pelo Palácio do Planalto

A formatação do programa foi definida em reunião no Palácio da Alvorada, na quinta-feira (5). Participaram do encontro os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), além da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.

Benefícios também para o sistema financeiro

Além de socorrer os produtores, a medida deve reduzir a pressão sobre o Banco do Brasil, uma das principais instituições financiadoras do agronegócio. O banco registrou aumento da inadimplência no segundo trimestre e já havia alertado que os resultados do terceiro trimestre poderiam ser impactados por calotes na carteira rural.

Rio Grande do Sul entre os principais beneficiados

O Rio Grande do Sul, que enfrentou três anos de seca seguidos pela enchente de 2024, será um dos estados mais beneficiados pela iniciativa. No entanto, os recursos estarão disponíveis para produtores de todo o país que se enquadrem nos critérios estabelecidos.

Leia Também:  Colheita da safrinha de milho 2024 vem avançando muito em todo o Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Published

on

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia Também:  Adubos orgânicos podem reduzir em até 50% o uso de importados

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia Também:  Colheita da safrinha de milho 2024 vem avançando muito em todo o Brasil

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA