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Governador Ratinho Junior apresenta projeto estratégico da nova Ferroeste a empresários catarinenses

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O Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, recebeu nesta segunda-feira (4) os presidentes da Associação Comercial Industrial de Chapecó (ACIC), Leonir Antônio Broch, e da Aurora Coop, Neivor Canton, para discutir o progresso da Nova Ferroeste com empresários interessados. O projeto proposto pelo Governo do Paraná visa conectar de maneira eficiente produtores de grãos das regiões Sul e Centro-Oeste a cooperativas produtoras de alimentos do Paraná e Santa Catarina, proporcionando um custo logístico mais acessível.

A Aurora Coop, empresa catarinense, assumiu recentemente uma planta industrial de suínos das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. O objetivo é fortalecer a produção de proteína animal nas regiões envolvidas. A Nova Ferroeste encontra-se em fase final de licenciamento ambiental, buscando otimizar a atual conexão entre Cascavel e Guarapuava, conectando Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), com ramais para Foz do Iguaçu e Chapecó.

O governador destacou a importância estratégica da Nova Ferroeste para o setor produtivo, ressaltando a necessidade de eficiência logística para a exportação de alimentos pelos portos de Santa Catarina e Paranaguá. O projeto está avançado, focando agora na análise ambiental, especialmente em relação ao impacto em terras indígenas nos municípios de Guaíra, Nova Laranjeiras, Morretes e Dourados (MS).

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Luiz Fagundes, coordenador do Plano Estadual Ferroviário, informou que a Nova Ferroeste está caminhando para a reta final do processo de licenciamento, previsto para durar de 9 a 12 meses. O projeto visa reduzir o custo logístico do agronegócio e das indústrias da região, promovendo uma conexão direta entre produtores de grãos e indústrias de carne bovina, suína e de aves.

A integração proposta pela Nova Ferroeste inclui a interligação de Maracaju a Paranaguá, passando pelos Campos Gerais, onde a Aurora Coop recentemente assumiu uma planta industrial de suínos. O presidente da ACIC, Leonir Antônio Broch, enfatizou a relevância do projeto para as indústrias e cooperativas do oeste catarinense, destacando a parceria com o Governo do Paraná como crucial para a região. A redução de custos no transporte de alimentos pode atingir até 30%, beneficiando toda a cadeia produtiva envolvida.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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