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Governador e prefeito reforçam parceria na entrega de asfalto em quatro bairros de Cuiabá

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, realizaram neste sábado (21) a entrega de obras de pavimentação asfáltica em quatro bairros da capital: Planalto, Novo Horizonte, Novo Milênio e Osmar Cabral. Os quatro bairros totalizam mais de 8 km de vias urbanas pavimentadas, com um investimento estadual de aproximadamente R$ 22,2 milhões.

Durante a cerimônia, o governador destacou a importância da pavimentação para a qualidade de vida da população e relembrou as dificuldades vividas no passado. “Na minha infância, morei em uma rua cheia de poeira e lama. Conheço o sofrimento que isso causa. Eu vim aqui, precisei brigar com a Prefeitura na época, e conseguimos viabilizar esses projetos. Hoje, estamos entregando essas obras e vamos continuar trabalhando para levar asfalto a Cuiabá e a todo Mato Grosso”, afirmou.

O prefeito Abilio Brunini deu destaque à continuidade dos trabalhos e explicou que o projeto inicial não contemplava todas as ruas. Ele informou que um novo projeto será enviado ao Estado dentro de três meses. “Esse projeto foi feito na gestão anterior e não incluía todas as vias. As ruas previstas foram executadas, e agora estamos atualizando o projeto para contemplar o que ficou de fora. Já estamos encaminhando essa nova etapa ao Governo do Estado para asfaltar todas as ruas que faltam”, afirmou.

A entrega faz parte de um pacote maior de investimentos em infraestrutura urbana. Durante as solenidades de serração de placas, os moradores comemoram as melhorias. Dona Lenir da Rocha e Silva, de 80 anos, moradora histórica do bairro Planalto, se emocionou ao falar da conquista. “Hoje não sei nem como agradecer! Sou praticamente a fundadora deste bairro. É muito tempo esperando por isso. Aqui era só poeira e lama. Hoje está bonito. Agradeço a todos, governador, prefeito, deputados e vereadores, que contribuíram, porque não é fácil administrar uma cidade”, declarou.

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No Osmar Cabral, a dona de casa Zilda da Silva Pereira também celebrou o fim das dificuldades. “Era só buraco, terra, sofrimento. Eu sonhei com esse asfalto e hoje estou feliz demais”, contou. Já o morador Jolino Frederico de Oliveira lembrou que, antes da obra, os próprios moradores precisavam improvisar soluções. “A gente tinha que arrumar os buracos para os carros passarem. Agora mudou tudo.”

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que 11 bairros de Cuiabá serão contemplados, entre eles Jardim Fortaleza, Novo Tempo, Parque Amperco, Jardim Aroeira, Tancredo Neves, Campo Verde e Alto Boa Vista. Além das quatro entregues neste sábado, as demais estão em fase final de execução, faltando apenas ajustes.

Agenda conjunta

A comitiva do Governo do Estado, composta pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, os deputados estaduais Paulo Araújo e Elizeu Nascimento, e os vereadores Demilson Nogueira e Dilemário Alencar, cumpriu agenda conjunta que começou com uma vistoria às obras do Hospital Universitário Júlio Müller e a entrega da pavimentação da rodovia MT-400, conhecida como Estrada Antiga da Guia.

Durante a visita ao hospital, que já alcançou 94% de execução, as autoridades percorreram a estrutura da unidade, que contará com ambulatório completo, nove centros cirúrgicos, leitos de internação, UTI, pronto atendimento infantil e estrutura voltada também ao ensino. O investimento total na unidade é de R$ 207 milhões, divididos entre o Governo do Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso, que será responsável pela administração do hospital.

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Na ocasião, Abilio Brunini destacou a importância da unidade para a saúde pública e manifestou preocupação com a gestão futura do hospital. “Precisamos, junto ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa, garantir que o hospital esteja vinculado a Cuiabá. É uma estrutura essencial, que vai atender as crianças com fissura labiopalatina, maternidades e diversos tratamentos. Nossa preocupação é que tudo funcione plenamente e não haja entraves”, afirmou o prefeito.

Na sequência da agenda, prefeito e governador participaram da entrega de 19 quilômetros de asfalto novo na MT-400, importante via que liga comunidades rurais como Sucuri, Bandeira e Tarumã. A obra recebeu investimento de R$ 18,5 milhões e inclui sinalização completa, ciclofaixa e a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Bandeira.

Durante o evento, também foi destacada a iniciativa ambiental com o plantio de mudas. O Governo do Estado irá destinar 10 mil mudas de mogno para Cuiabá, com foco na ampliação da arborização urbana. “Vamos intensificar o plantio, especialmente no mês de abril, aniversário da cidade, para tornar Cuiabá cada vez mais verde, com árvores que crescem rápido e proporcionam sombra”, destacou o prefeito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil importa 7% menos fertilizante, mas produtor gasta 7% mais

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O recuo recente dos preços internacionais dos fertilizantes ainda não chegou ao bolso do produtor brasileiro. Entre janeiro e julho deste ano, o País importou 22,4 milhões de toneladas, redução de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. A despesa, no entanto, aumentou 7,3% e alcançou o equivalente a aproximadamente R$ 44,8 bilhões.

Os números mostram que a queda observada depois dos picos provocados pela guerra entre Estados Unidos e Irã não foi suficiente para devolver os preços aos níveis anteriores ao conflito. O produtor está comprando menos e pagando mais, ao mesmo tempo que enfrenta preços pouco favoráveis para parte dos grãos e margens mais apertadas dentro da porteira.

Em junho, o preço médio do fertilizante importado pelo Brasil estava 26% acima do registrado um ano antes. Convertida pela cotação atual, a tonelada custava em torno de R$ 2,25 mil. A combinação de insumo caro e menor receita esperada com culturas como milho, cana-de-açúcar e laranja reduziu a capacidade de compra no campo.

Os fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, apresentaram as quedas mais fortes depois da disparada dos primeiros meses da guerra. O alívio foi favorecido pela reorganização parcial dos embarques e pela busca de rotas alternativas. Ainda assim, o mercado permanece sujeito às condições no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes.

A situação é mais difícil entre os fosfatados. O preço do enxofre, matéria-prima utilizada na fabricação de ácido sulfúrico e de adubos fosfatados, continua elevado. O Oriente Médio responde por quase metade das exportações mundiais de enxofre, e a redução dos embarques limita a produção mesmo fora da região diretamente atingida pelo conflito.

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A diferença explica por que a queda da ureia não foi acompanhada com a mesma intensidade por produtos como o fosfato monoamônico (MAP) e o fosfato diamônico (DAP). Para o agricultor, isso significa que o custo final da adubação continua pressionado, ainda que alguns componentes tenham ficado mais baratos.

A eventual ampliação das exportações chinesas pode aumentar a disponibilidade de nitrogenados e fosfatados. Esse movimento, porém, dificilmente será suficiente para normalizar o mercado enquanto persistirem as restrições ao fornecimento de enxofre, os riscos logísticos no Golfo Pérsico e os custos elevados de energia e transporte.

O Brasil é especialmente vulnerável a essas oscilações porque importa entre 80% e 85% dos fertilizantes que utiliza. Rússia, China, Canadá e Marrocos estão entre os principais fornecedores, mas parte importante da ureia e de matérias-primas industriais depende das rotas do Oriente Médio.

No primeiro semestre, as importações brasileiras das principais matérias-primas para fertilizantes diminuíram 8,6%. Os desembarques de ureia recuaram 32%, enquanto as compras de MAP caíram 24%. Também houve redução nas entradas de nitrato de amônio e enxofre.

A produção nacional não compensou essa diminuição. Nos cinco primeiros meses do ano, as fábricas brasileiras produziram aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de fertilizantes, queda de 17% em relação ao mesmo período de 2025. As entregas ao mercado interno somaram 15,5 milhões de toneladas, recuo de 2,2%.

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Em 2025, o Brasil havia consumido o recorde de 49,1 milhões de toneladas. Para este ano, as projeções indicam uma retração, provocada menos pela necessidade agronômica e mais pela dificuldade financeira dos produtores para manter o mesmo volume de compras.

O peso do fertilizante varia conforme a cultura e o sistema produtivo. O insumo pode representar cerca de 34% do custo operacional do milho de primeira safra, 30% no trigo e 27% no sistema formado por soja e milho de segunda safra. Por isso, mesmo pequenas alterações de preço afetam diretamente o resultado da lavoura.

A relação de troca também continua desfavorável. Não basta o preço do adubo cair no mercado internacional: para que haja melhora efetiva, o produtor precisa entregar menos sacas de soja ou milho para comprar a mesma quantidade de fertilizante. Com as cotações agrícolas pressionadas, essa recuperação ainda não aconteceu de forma consistente.

Diante desse cenário, parte dos produtores adiou compras, substituiu fontes de nutrientes ou passou a negociar volumes menores. A redução da adubação abaixo da recomendação técnica, porém, pode comprometer a produtividade e transferir o problema financeiro para a colheita seguinte.

A queda das cotações internacionais representa um primeiro sinal de alívio, mas não encerra a crise. O custo da safra 2026/27 dependerá da duração da guerra, da normalização do Estreito de Ormuz, da oferta chinesa, do câmbio e, principalmente, da recuperação dos preços recebidos pelos agricultores.

Fonte: Pensar Agro

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