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Goiás Inicia Declaração Obrigatória de Rebanho e Vacinação contra Raiva em Herbívoros

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A partir desta sexta-feira, 1º de novembro, os pecuaristas de Goiás têm início ao prazo obrigatório para a declaração do rebanho e à segunda etapa de vacinação contra a raiva em herbívoros, conforme estabelecido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) na Portaria nº 473, publicada em 16 de outubro de 2024. Este procedimento é essencial para o controle sanitário e a saúde animal em todo o Estado.

Os produtores deverão informar, até 31 de dezembro, a quantidade de animais mantidos nas propriedades rurais dos 246 municípios goianos. A declaração deve ser feita através do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), onde também é possível comprovar a vacinação contra a raiva em regiões classificadas como de alto risco, o que inclui a imunização de bovinos e bubalinos até 12 meses e de equídeos, caprinos e ovinos até seis meses.

Responsabilidade e Controle Sanitário

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o engajamento dos produtores tem sido essencial para manter Goiás em destaque na pecuária nacional. Ele reforça que a colaboração no cumprimento do calendário sanitário contribui para a prevenção de doenças e o desenvolvimento econômico do setor. “A Agrodefesa mantém esforços para conscientizar e orientar os pecuaristas, assegurando a sanidade animal e fortalecendo a pecuária goiana”, destaca Ramos.

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Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, o controle preciso dos dados é fundamental. Ele explica que as declarações devem conter informações atualizadas sobre nascimentos, óbitos e crescimento de todas as espécies na propriedade. Somente produtores com até 50 animais ou estabelecimentos em situação de espólio podem obter ajuda de servidores da Agrodefesa na declaração, não sendo aceitas por outros meios como e-mail ou Correios. Vieira também destaca que os produtores devem informar o mês de nascimento dos bovinos nascidos após a primeira etapa de 2024, além de dados específicos para suínos e aves em estabelecimentos de criação para subsistência.

Vacinação contra Raiva e Zoonoses

A vacinação, considerada uma medida preventiva crucial, deverá ser realizada entre 31 de outubro e 15 de dezembro de 2024. Os produtores devem adquirir as vacinas nas revendas autorizadas e registrar a comercialização através do Sidago. Denise Toledo, gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, ressalta que a raiva é uma zoonose de alta letalidade, e a vacinação continua sendo o método mais eficaz de controle, minimizando os impactos sanitários e econômicos.

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Orientações para Feiras e Trânsito Animal

A Portaria nº 473 também proíbe, em 31 de outubro, a realização de leilões presenciais e a permanência de bovinos e bubalinos em feiras pecuárias. A partir de 1º de novembro, a entrada e saída de animais em eventos só será permitida após a realização da declaração de rebanho e cumprimento das exigências sanitárias. As Guias de Trânsito Animal (GTA) emitidas até o dia 31 de outubro terão validade até a mesma data, exceto para animais destinados ao abate imediato.

Os municípios considerados de alto risco para raiva em herbívoros abrangem 119 localidades, incluindo cidades como Abadiânia, Alexânia, Cristalina, e Rio Verde.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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