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Goiás Avança na Certificação de Propriedades Livres de Brucelose e Tuberculose

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O reconhecimento de Goiás como zona livre de febre aftosa sem vacinação impulsionou uma nova meta na pecuária do estado, promovida pelo governador Ronaldo Caiado: certificar propriedades como livres de brucelose e tuberculose. Para atingir esse objetivo, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou suas ações em parceria com o Comitê Estadual de Combate à Brucelose e Tuberculose. Juntos, eles têm discutido e implementado estratégias para aumentar o número de propriedades certificadas, garantindo a sanidade dos rebanhos e a oferta de alimentos seguros à população.

José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, destaca a importância da educação sanitária como pilar central dessas ações. “Estamos unindo esforços com o comitê estadual e representantes do setor produtivo para avançarmos na imunização contra a brucelose e no diagnóstico da tuberculose, assegurando assim a saúde dos rebanhos e a segurança alimentar da população”, afirma Ramos.

Atualmente, Goiás conta com quatro propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose, enquanto outras duas estão em processo de certificação. Segundo Sivane Dorneles, coordenadora do Programa Estadual de Brucelose e Tuberculose da Agrodefesa, diversas ações estão em curso para ampliar esse número. Uma das iniciativas inclui a realização de um diagnóstico regionalizado, em parceria com o Fundo Emergencial para Sanidade Animal de Goiás (Fundepec) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), para avaliar as dificuldades enfrentadas por diferentes regiões do estado na vacinação contra a brucelose.

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Esse diagnóstico, previsto para ser concluído nos próximos três meses, permitirá à Agrodefesa desenvolver ações específicas para cada região, como mutirões de vacinação e campanhas educativas. Telma Gonzaga, gerente de educação sanitária da Agrodefesa, ressalta a importância de entender as particularidades de cada município para a execução dessas ações. “Sabemos que alguns municípios carecem de médicos veterinários e vacinadores cadastrados, enquanto outros têm dificuldades de acesso à vacina. Precisamos compreender os desafios específicos para coordenar uma resposta eficaz”, explica Gonzaga.

Projeto-Piloto e Expansão da Certificação

Paralelamente, a Agrodefesa está desenvolvendo um projeto-piloto em parceria com a Associação de Produtores de Leite de Itaberaí, envolvendo oito propriedades produtoras de leite. Sob a coordenação das gerências de Educação Sanitária e Sanidade Animal da Agrodefesa, está sendo realizada a coleta de sangue para testes laboratoriais, com o objetivo de detectar brucelose e tuberculose nos rebanhos. Os exames serão repetidos em seis meses para finalizar o processo de certificação. Esse projeto-piloto, apoiado financeiramente pelo Fundepec e com diagnósticos laboratoriais oferecidos gratuitamente pela Agrodefesa, tem como meta ser replicado em outras regiões do estado conforme as necessidades identificadas.

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Educação para o Consumo Seguro

Além das ações voltadas para os produtores, a Agrodefesa também está investindo na educação do consumidor final, que é um dos maiores beneficiários da sanidade animal. Telma Gonzaga alerta para os riscos da brucelose e tuberculose, que são zoonoses transmissíveis ao ser humano, especialmente através do consumo de leite cru. Para promover a importância do consumo de produtos inspecionados, a Agrodefesa tem realizado ações educativas em supermercados, orientando diretamente os consumidores. Em julho, essas ações foram realizadas em seis municípios goianos, incluindo a capital, Goiânia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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