AGRONEGÓCIO

Gestão eficiente será decisiva para rentabilidade na pecuária de corte, aponta especialista

Publicado em

Planejamento e gestão ganham protagonismo na pecuária de corte

A eficiência na pecuária de corte nos próximos anos estará diretamente ligada à qualidade da gestão e do planejamento dentro das fazendas. Em um cenário marcado por oscilações de mercado, esses fatores passam a ser determinantes para a sustentabilidade do negócio.

O tema foi destaque durante reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte do Sistema FAEP, realizada em 30 de março.

Setor enfrenta desafios, mas mantém potencial competitivo

Apesar das adversidades enfrentadas pelo setor, a pecuária de corte brasileira segue com grande potencial de crescimento, especialmente no cenário internacional.

De acordo com representantes do setor, o Brasil mantém posição de destaque global, sendo atualmente um dos poucos países com capacidade de atender a demanda internacional por carne bovina em larga escala.

Gestão eficiente garante resultados mesmo em cenários adversos

Durante o encontro, o consultor do Inttegra, Gustavo Haruo, destacou que a gestão eficiente é essencial para manter a rentabilidade da atividade.

Segundo ele, produtores que adotam práticas de gestão estruturadas conseguem aproveitar melhor as oportunidades de mercado e sustentar margens, mesmo em períodos de baixa nos preços.

“A gestão permite reduzir custos, evitar desperdícios e tomar decisões com visão de longo prazo”, ressaltou.

Modelo tradicional perde espaço no campo

O modelo extrativista, predominante nas décadas passadas, já não atende às demandas atuais da pecuária.

Leia Também:  Feijão: Avanço da Colheita Impulsiona Oferta no Brasil

Se antes bastava manter o gado no pasto com baixo investimento, hoje a atividade exige maior controle, tecnologia e profissionalização. Estimativas indicam que até 50% das fazendas podem deixar a atividade nas próximas décadas caso não se adaptem às novas exigências do setor.

Indicadores produtivos orientam desempenho das fazendas

Entre os principais fatores que influenciam o resultado das propriedades estão:

  • Ganho médio diário (GMD): determina o giro do rebanho
  • Taxa de lotação: exige equilíbrio para evitar degradação das pastagens
  • Custo por cabeça: impacta diretamente a margem
  • Preço de venda: sujeito às variações de mercado

Ferramentas como travas de preço e gestão de insumos também são estratégias importantes para reduzir riscos.

Manejo de pastagens é peça-chave na produtividade

No campo produtivo, o manejo de pastagens é considerado o principal fator para garantir eficiência.

Já a gestão atua como eixo integrador, conectando planejamento, execução e monitoramento das atividades, além de orientar o uso adequado de tecnologias dentro da propriedade.

Qualificação da mão de obra impacta resultados

Outro ponto de destaque é o fator humano. Equipes qualificadas e bem remuneradas contribuem diretamente para o desempenho das fazendas, elevando a produtividade e melhorando a execução das práticas de manejo.

Leia Também:  Avanços na Modificação Genética de Culturas Usando Vírus Recombinantes
Perspectiva é de retomada e necessidade de estratégia

O setor de pecuária de corte deve passar por um período de recuperação, especialmente na produção de bezerros. No entanto, o cenário global, incluindo fatores geopolíticos, reforça a necessidade de planejamento estratégico por parte dos produtores.

Diante desse contexto, a adoção de gestão profissional, aliada ao uso de tecnologia e boas práticas produtivas, será fundamental para garantir competitividade e sustentabilidade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Avanços na Modificação Genética de Culturas Usando Vírus Recombinantes

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  EUA e União Europeia oficializam acordo comercial com tarifas e exceções definidas

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA