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Gestão Eficaz de Doenças Respiratórias Eleva Produtividade na Suinocultura

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A gestão de doenças respiratórias em suínos é vital para o sucesso produtivo das granjas, uma vez que essas enfermidades podem gerar prejuízos significativos, como queda no desempenho, aumento da mortalidade e elevação dos custos com tratamentos veterinários. Em 2023, mais de 1 milhão de pulmões foram avaliados globalmente, sendo que cerca de 85 mil diagnósticos foram realizados no Brasil por meio do Ceva Lung Program (CLP).

A avaliação de lesões pulmonares no abate é uma ferramenta amplamente utilizada para analisar a saúde pulmonar dos animais. Com esses dados, é possível implementar medidas preventivas e avaliar a eficácia das ações adotadas. As lesões frequentemente avaliadas incluem broncopneumonia associada ao Mycoplasma hyopneumoniae e pleurite relacionada ao Actinobacillus pleuropneumoniae e outros patógenos secundários.

Para auxiliar os produtores nesse processo, a Ceva Saúde Animal desenvolveu o CLP, um software que avalia a saúde pulmonar dos suínos abatidos. Utilizando uma metodologia única baseada na escala de Madec para broncopneumonias e na metodologia SPES para pleurisias, o CLP classifica a presença e o impacto dessas doenças de maneira precisa e rápida, facilitando a identificação de infecções subclínicas que podem passar despercebidas durante a fase produtiva.

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Marcio Dahmer, médico veterinário e gerente de marketing da linha de suínos da Ceva Saúde Animal, explica que as avaliações são realizadas por equipes treinadas, possibilitando análises qualitativas e quantitativas das lesões. “O sistema gera índices que relacionam a área pulmonar afetada e os tipos de lesão, permitindo identificar os desafios específicos de cada lote”, afirma.

O CLP também é uma ferramenta valiosa para determinar protocolos de vacinação adequados e monitorar seus resultados. “Uma das principais vantagens do programa é a geração automática de relatórios comparativos entre lotes, origens e protocolos vacinais, permitindo aos produtores avaliar o desempenho em relação a situações anteriores e à média nacional”, detalha Dahmer.

O impacto de patógenos como Mycoplasma hyopneumoniae e Actinobacillus pleuropneumoniae é significativo na suinocultura. O Mycoplasma, por exemplo, afeta as mucosas do epitélio respiratório, gerando uma inflamação que facilita a entrada de patógenos secundários e resulta em perdas econômicas consideráveis. A avaliação das lesões no abate com o CLP permite que os suinocultores identifiquem as perdas na produção.

O Actinobacillus pleuropneumoniae, por sua vez, é o agente causador da pleuropneumonia suína, uma doença grave que pode levar a complicações sérias tanto na fase aguda quanto na crônica. As análises realizadas no CLP utilizam um sistema de pontuação que avalia a presença e extensão da pleurite, fornecendo informações cruciais para a gestão da saúde respiratória.

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+Portanto, a avaliação de lesões pulmonares no abate é uma ferramenta essencial para os suinocultores, permitindo um entendimento profundo sobre a saúde respiratória nas granjas e contribuindo para a definição de protocolos de vacinação mais eficazes, além da avaliação dos resultados obtidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prazo para sanção ou veto do projeto que altera as regras do seguro rural termina nesta terça-feira

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Termina nesta terça-feira (29.09) o prazo para sanção ou veto do projeto que altera o marco legal do seguro rural. Se não houver manifestação até o fim do dia, o texto será considerado sancionado integralmente por decurso de prazo. A proposta chega a essa etapa em meio a uma forte redução da área protegida no país e à cobrança por maior estabilidade dos recursos que ajudam o produtor a pagar a apólice.
O ponto central do projeto é tornar obrigatória a execução da verba destinada ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O programa paga uma parte do preço do seguro contratado pelo produtor. Nos últimos anos, a incerteza sobre a disponibilidade de recursos dificultou o planejamento de quem precisa proteger a lavoura antes de começar o ciclo produtivo.
“Seguro rural não pode depender de uma verba que o produtor só descobre se estará disponível depois de tomar suas decisões de plantio. Ele precisa conhecer o custo da proteção no momento de contratar a apólice. A execução obrigatória dos recursos previstos no orçamento é um passo para dar essa previsibilidade”, afirma Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).
A obrigação prevista no projeto tem, contudo, um limite. Ela se aplica ao valor que o governo incluir na proposta de orçamento enviada ao Congresso a cada ano. Para 2027, estão previstos R$ 1,2 bilhão. A regra busca assegurar a aplicação dessa verba, mas não determina um valor mínimo capaz de atender a toda a demanda por seguro rural.
Essa distinção importa diante da perda de alcance do programa. Documento elaborado por entidades do agronegócio, do mercado segurador e do setor de crédito aponta que a parcela da área cultivada coberta por seguro caiu de 16,3% em 2021 para 3,3% em 2025. As entidades estimam que, com os R$ 166,4 milhões executados até agora neste ano, a proteção poderá alcançar apenas 1,2% da área cultivada em 2026.
“O orçamento protegido só fará diferença para quem está no campo se também houver recursos compatíveis com a procura. Com pouca verba, a contratação acaba limitada e o produtor continua assumindo sozinho riscos que poderiam ser cobertos. A queda da área segurada mostra que o país precisa recuperar a capacidade de oferecer essa proteção”, diz Rezende.
Além da mudança orçamentária, o projeto estabelece diretrizes para um fundo de cobertura suplementar, destinado a reforçar o pagamento de indenizações quando perdas elevadas atingirem muitas propriedades ao mesmo tempo. A proposta também fortalece o uso da apólice como garantia em operações de crédito rural e prevê a organização de dados sobre o seguro para melhorar a avaliação dos riscos.
Para o produtor, o efeito dessas medidas dependerá das regras que forem mantidas na lei e de sua posterior regulamentação. O fundo, por exemplo, precisa de condições de funcionamento e recursos para cumprir a finalidade prevista. Já a utilização de dados pode ajudar a calcular o preço das apólices com mais precisão, mas não substitui a necessidade de ampliar a oferta de cobertura nas regiões e atividades hoje pouco atendidas.
“Uma seca ou um excesso de chuva não afeta apenas a colheita. A perda reduz a capacidade de pagamento, dificulta o acesso ao crédito seguinte e pode atingir toda a economia da região. O fundo suplementar tem potencial para fortalecer o seguro diante de grandes desastres, desde que seja estruturado para pagar as indenizações quando elas forem necessárias”, acrescenta Rezende.
Ainda há uma questão fiscal ligada ao principal dispositivo do projeto. A transformação da subvenção em despesa obrigatória exige a indicação de uma medida de compensação financeira. Também poderão ocorrer vetos a trechos relativos às operações do fundo de cobertura e à tributação do seguro rural. Até a divulgação da decisão, essas alterações permanecem como possibilidades.
Se houver veto, o Congresso poderá examiná-lo posteriormente. Se o prazo terminar sem manifestação, ocorrerá a sanção integral por decurso de prazo. Em ambos os casos, a publicação do texto definitivo mostrará quais regras foram preservadas. A partir daí, o produtor ainda precisará acompanhar a regulamentação e, principalmente, quanto do orçamento destinado ao seguro estará disponível para a contratação das apólices.

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Fonte: Pensar Agro

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