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Gergelim se consolida como segunda safra estratégica em Mato Grosso

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O gergelim vem ganhando destaque entre os produtores rurais de Mato Grosso, consolidando-se como uma segunda opção de safra em regiões antes ocupadas por outras culturas. A expansão é resultado da abertura de mercados internacionais, da adaptação às condições climáticas locais e da busca por diversificação da produção.

Produção em Mato Grosso cresce mais de 17% em um ano

Entre a safra 2023/2024 e a safra 2024/2025, a produção estadual de gergelim saltou de 246,1 mil toneladas para 288,9 mil toneladas, um aumento de 17,3%.

O desempenho positivo também foi impulsionado pelo ganho de produtividade, que passou de 579,06 quilos por hectare para 720,09 quilos por hectare, refletindo a evolução do manejo e o uso de tecnologias no campo.

Segundo César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, o crescimento está diretamente ligado às oportunidades no mercado externo. “No ano passado, a China abriu o mercado para o gergelim brasileiro. Já credenciamos mais de 20 empresas em Mato Grosso, o que estimulou investimentos em pesquisa e melhoramento de sementes”, afirmou.

Expansão da área plantada e previsão para a próxima safra

Estimativas da Conab indicam que a safra 2025/2026 deve abranger cerca de 400 mil hectares de gergelim em Mato Grosso, dentro de um total de 22,3 milhões de hectares destinados à produção de grãos.

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A produção projetada é de aproximadamente 288 mil toneladas, com expectativa de crescimento tanto na área plantada quanto no volume produzido. A cultura tem se destacado especialmente em regiões onde a estiagem chega mais cedo, como o Araguaia, substituindo o milho em algumas áreas.

“Em regiões com menor índice de chuvas, o gergelim é uma alternativa importante ao milho, quando planejado corretamente dentro do calendário agrícola”, explicou o secretário.

Produtividade e inovação no manejo

A produtividade média da cultura em Mato Grosso é de cerca de 700 quilos por hectare, com potencial para alcançar até 1.000 quilos por hectare. Produtores têm investido em ajustes no manejo e adaptação de máquinas, como a colheitadeira da soja, para reduzir custos e facilitar a adoção da cultura.

O plantio do gergelim ocorre entre o final de fevereiro e início de março, após a colheita da soja, com ciclo produtivo de aproximadamente 120 dias.

Perfil exportador e variedades demandadas pelo mercado

Cerca de 99% da produção mato-grossense de gergelim é destinada à exportação, reforçando o perfil voltado ao mercado internacional. As características do mercado externo influenciam a escolha das variedades cultivadas:

  • K3: destinada à produção de óleo, a mais utilizada no Estado;
  • K2: variedade doce, com maior valor comercial, demandada principalmente pela China, onde o consumo de óleo de gergelim supera o de óleo de soja.

“Na China, o consumo de óleo de gergelim é muito maior que o de óleo de soja, aumentando a demanda pelo produto brasileiro”, destacou Miranda.

Estratégia de diversificação e agregação de valor

O fortalecimento da cultura do gergelim integra uma estratégia estadual de diversificação e agregação de valor à produção. O governo tem buscado abrir mercados, estimular a industrialização e apoiar iniciativas como a Zona de Processamento de Exportação, criando ambiente favorável para novos investimentos.

“Além de ampliar as opções para o produtor, estamos trabalhando para abrir mercados e fomentar a industrialização dentro do Estado”, concluiu César Miranda.

O tema foi abordado em entrevista do secretário ao programa Força do Agro, da Revista Oeste, exibido na última terça-feira (3).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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