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Genética ABS Brilha na Expointer com Grande Campeão e Grande Campeã Angus

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A genética da ABS alcançou um marco significativo na 47ª Expointer, uma das mais prestigiadas feiras agropecuárias do Brasil, realizada em Esteio (RS). Os títulos de Grande Campeão e Grande Campeã da raça Angus foram conquistados por dois irmãos inteiros, Visconde TE8455 e Duquesa TE8434, ambos filhos do renomado touro LD Emblazon 999. Este reprodutor, um dos mais importantes da raça Angus, tem feito história na bateria Corte Europeu da ABS e é um exemplo de excelência genética.

Visconde e Duquesa, provenientes da Cabanha São Bibiano, localizada em Uruguaiana (RS), destacam-se por sua pureza racial, carcaça robusta e avaliação genética superior. Marcelo Pons, responsável técnico da Cabanha São Bibiano, expressou sua satisfação com o resultado: “Estamos extremamente contentes com essa conquista na Expointer. Acreditamos que seja um feito inédito ter dois irmãos inteiros ganhando no mesmo ano. Ambos representam o ideal que buscamos na São Bibiano: animais com grande pureza racial e características de alto desempenho.”

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Marcelo Selistre, Gerente de Produto e Projetos Corte Europeu da ABS, agradeceu aos criadores pela confiança depositada no touro LD Emblazon 999. “Agradecemos especialmente a Marcelo Pons por confiar em nosso reprodutor e dedicar-se à preparação desses animais. Emblazon provém do rebanho Luddington, conhecido por sua excelência em caracterização racial. Com a linhagem OCC e como filho de Emblazon 854E, ele oferece uma genética de alta performance, especialmente em eficiência alimentar e maternal. Orientamos nossos clientes a utilizar o Emblazon 999 para produzir vacas com excelente caracterização racial e características funcionais valiosas.”

Além disso, o touro Supremo Grande Campeão Rústico também possui genética ABS. Reconquista 3513 Iconic Brillance, neto do icônico touro Brillance, foi o vencedor na modalidade de julgamentos de campo. Marcelo Selistre destacou a importância desse reprodutor: “Brilliance foi um reprodutor fundamental para a ABS, utilizado em diversas fazendas ao redor do mundo. Ver a genética da ABS contribuindo para esses resultados é extremamente gratificante.”

Reconquista 3513, criado na Reconquista Agropecuária, apresenta características notáveis, como estar no TOP 4% para Peso ao Desmame, TOP 6% para Índice Final e TOP 1% para Perímetro Escrotal. José Paulo Cairoli, criador da Reconquista, ressaltou a relevância da premiação: “Utilizamos intensamente a genética Iconic e temos obtido excelentes resultados. Esta premiação é um reconhecimento para nossa busca em produzir animais de qualidade superior.”

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O touro, agora de propriedade de André Luiz Ceni, também recebeu elogios: “Reconquista é um animal que reúne características que valorizam a raça Angus. A demanda por genética Angus é alta, especialmente para cruzamento industrial com vacas zebuínas. Estamos certos de que foi uma aquisição valiosa”, celebrou o novo proprietário.

A performance dos reprodutores da ABS na Expointer sublinha a importância contínua da genética de alta qualidade para o avanço da raça Angus e para o sucesso dos criadores no Brasil e no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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