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Gasolina recua menos que o esperado em junho, enquanto etanol mantém trajetória de queda

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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 0,78% em junho na comparação com o mês anterior, alcançando R$ 6,38 por litro. A redução foi de apenas R$ 0,05, mesmo após a Petrobras anunciar, no início do mês, um corte de 5,6% (equivalente a R$ 0,17) no valor do combustível nas refinarias.

Etanol segue em queda

O etanol também apresentou queda no período, com recuo de 1,35%, fechando o mês com preço médio de R$ 4,39 por litro. A retração tem favorecido o uso do biocombustível em algumas regiões do País.

Diferenças regionais

Na análise por regiões, o Sudeste registrou os menores preços médios para os dois combustíveis: R$ 4,26 para o etanol e R$ 6,22 para a gasolina. Já a região Norte teve os valores mais elevados, com o etanol custando R$ 5,21 e a gasolina, R$ 6,85.

O Nordeste foi a única região que não apresentou queda nos preços médios. O etanol subiu 0,40%, chegando a R$ 5,01, enquanto a gasolina manteve o mesmo valor de maio, R$ 6,50. As maiores quedas foram observadas no Sudeste para o etanol (1,62%) e no Sul para a gasolina (1,25%).

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Variações estaduais

Entre os estados, Rondônia registrou a maior alta no preço do etanol, com aumento de 2,15%, elevando o litro para R$ 5,22. Já São Paulo teve o etanol mais barato do Brasil, a R$ 4,12, após uma queda de 1,90%. O Amapá apresentou a maior retração no preço do biocombustível, com redução de 5,16%, embora ainda mantenha o etanol mais caro do País, com média de R$ 5,51.

No caso da gasolina, a Bahia liderou o aumento de preços em junho, com alta de 1,26%, chegando a R$ 6,45. A maior queda foi registrada no Distrito Federal, com recuo de 1,61% e preço médio de R$ 6,71. São Paulo teve a gasolina mais barata do País, a R$ 6,16, após queda de 1,12%. Já o Acre, mesmo com uma redução de 1,05%, manteve-se como o estado com a gasolina mais cara do Brasil, custando R$ 7,52 por litro.

Preço versus sustentabilidade

Apesar de a gasolina ter se mostrado a opção mais vantajosa economicamente na maioria dos estados em junho, especialmente nas regiões Nordeste, Sul e Norte, o etanol continua sendo uma alternativa mais sustentável, por emitir menos poluentes e contribuir para uma mobilidade de baixo carbono.

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Metodologia do levantamento

Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados em mais de 21 mil postos de combustíveis credenciados no Brasil. O levantamento é baseado em uma média precisa, calculada a partir de um alto volume de transações — cerca de oito por segundo — realizadas por uma frota gerenciada de mais de um milhão de veículos. A Edenred Ticket Log, com mais de 30 anos de experiência, atua com soluções modernas em mobilidade para simplificar a rotina de empresas e motoristas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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