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Gasolina ganha força com E30, e StoneX prevê alta de 1,6 % no consumo de combustíveis leves em 2025

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Principais projeções da StoneX
  • Demanda total do Ciclo Otto: avanço de 1,6 % em 2025, alcançando 60,6 milhões de m³.
  • Gasolina C: crescimento estimado em 4,9 %, chegando a 46,5 milhões de m³ — o maior volume da série histórica.
  • Paridade etanol–gasolina: perda de competitividade do hidratado, com retração de 7,8 % e participação de 23,2 % no mix de combustíveis.
E30 impulsiona a gasolina

A adoção da mistura de 30 % de etanol anidro na gasolina (E30), aprovada pelo CNPE, passa a vigorar no segundo semestre de 2025. A StoneX calcula que a mudança:

  • Elevará a demanda por anidro em 760 mil m³ no próximo ano.
  • Ampliará ainda mais o consumo de gasolina, reforçando a tendência de alta frente ao etanol hidratado.
Etanol hidratado perde espaço

Segundo o analista Marcelo Di Bonifácio, a relação de preços entre etanol e gasolina em São Paulo subiu de 60–61 % em 2024 para cerca de 67 % em 2025, reduzindo a atratividade do biocombustível. O resultado previsto é:

  • Queda de 7,8 % nas vendas de hidratado, para aproximadamente 20 milhões de m³.
  • Menor participação do etanol no Ciclo Otto, devido tanto ao preço menos competitivo quanto à redução da oferta provocada pelo maior uso de anidro.
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Reorganização da produção nas usinas

Com mais anidro exigido pelo E30, as usinas de cana-de-açúcar terão de ajustar o mix:

  • Parte da produção de açúcar ou etanol hidratado deverá ser redirecionada para suprir o anidro.
  • A flexibilidade é limitada porque grande parte das exportações de açúcar já está fixada, observa Bonifácio.
  • O resultado esperado, destaca Rafael Borges, é mais etanol anidro e menos hidratado disponível no mercado interno.
Panorama geral

Apesar da menor competitividade do etanol, a StoneX mantém perspectiva positiva para o setor de combustíveis leves, embalada pela recuperação na circulação de veículos e pelo novo patamar de mistura do E30, que consolida 2025 como possível ano recorde para o consumo de gasolina no Brasil.

Análises StoneX

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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